Amigos e militantes do PCP celebraram o 44º aniversário do 25 de Abril num jantar que contou com a presença de três dezenas de militantes e amigos do partido.

Neste convívio participou Adelino Nunes, membro do Comité Central do PCP, que lembrou que a Revolução de Abril foi o resultado de uma prolongada e heróica luta antifascista que pôs fim a 48 anos de ditadura e realizou profundas transformações políticas, económicas, sociais e culturais que constituem componentes de um sistema e de um regime que abriram, na vida do País, a perspectiva de um novo período da história marcado pela liberdade e pelo progresso social.

Nos últimos dois anos e meio, no quadro de uma nova correlação de forças na Assembleia da República e com o contributo decisivo do PCP, foram adoptadas medidas como a reposição dos salários, o melhoramento geral das reformas e pensões, o desagravamento fiscal sobre os rendimentos do trabalho no IRS e do IMI, a reposição dos feriados roubados e o horário de trabalho de 35 horas semanais na Administração Pública, o alargamento e a majoração de abonos de família, a gratuitidade dos manuais escolares e outras que agora se alargam, à medida que forem sendo concretizadas as medidas previstas no Orçamento do Estado deste ano de 2018, onde pesa, e bem, a decisiva contribuição do PCP, como é o caso do novo aumento extraordinário das reformas e pensões a concretizar em Agosto próximo. Um novo aumento extraordinário que não existia se não fosse o PCP.

Medidas que, dando resposta a problemas urgentes dos trabalhadores e do povo, estão, contudo, aquém daquilo que seria necessário e possível. E, se não se vai mais longe na resolução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País, isso deve-se às opções do PS e do seu Governo, que, em convergência com PSD e CDS, mantêm o seu compromisso com os interesses do grande capital e a sua submissão às imposições do Euro e da União Europeia.

A evolução da situação do País mostra que, para dar resposta aos problemas nacionais de fundo e ir mais longe na defesa, reposição e conquista de direitos, é necessário o País livrar-se da política de direita, é necessária uma Política Patriótica e de Esquerda.

O que se impõe é a mobilização dos recursos orçamentais disponíveis, não para a redução acelerada do défice e da dívida, mas sim para dar resposta aos problemas das pessoas, investindo nos serviços públicos, no Serviço Nacional de Saúde e na Escola Pública, na protecção social, nos transportes públicos, na floresta e no mundo rural, na cultura, ciência e investigação, na segurança e na justiça.

Uma Política Patriótica e de Esquerda que passa, necessariamente, por pôr Portugal a produzir, a criar mais riqueza e a distribuí-la melhor, valorizando o trabalho e os trabalhadores, os seus salários, os seus direitos individuais e colectivos.

É este caminho, é esta alternativa de futuro que Portugal necessita, é por esta política afirmando os valores de Abril que o PCP luta e lutará!

A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP
Oliveira de Azeméis, 27 de Abril de 2018


 


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