Ao longo dos últimos anos o Hospital Visconde de Salreu (HVS), Estarreja, tem vindo a sofrer com a perda de valências fazendo-se prever um futuro negro, o seu encerramento, como temos vindo alertar ao longo dos anos.

É curiosos como se tem habituado as populações às perdas de valências com o embuste de que se está a especializar o hospital naquilo que lhe poderá garantir o futuro . Assim, os sucessivos governos do PS, do PSD e CDS com o apoio do executivo camarário e reforço dos dirigentes políticos locais desses mesmos partidos, retiraram o serviço de urgência deste Hospital, garantindo a consulta aberta e a construção de um novo hospital, algo que ainda não foi visto.

O bloco operatório iria limitar-se à cirurgia de ambulatório, tornando-se nas melhores do país. Contudo, com o apoio do executivo camarário, foi demolido com a "garantia" da construção de um novo Bloco após as obras de criação da unidade de cuidados paliativos.

Esta unidade foi criada e considerada de excelência, no entanto transfere-se o enfermeiro chefe especializado para outros serviços ficando a unidade com a chefia partilhada, sem especialização, contrariamente ao que está previsto na lei, diminuí-se os rácios de enfermeiro por doente, não se coloca psicólogo nem técnico de serviço social e passa-se agora até sem médico durante a noite, não só neste serviço como em todo o hospital!

Se para as populações um hospital sem urgência é difícil de compreender, um hospital sem médicos é algo incompreensível.

Perante o que temos vindo a assistir com a denúncia do PCP nos diferentes órgãos camarários e Assembleia da Republica, hoje estamos a passos largos do fim, pois um hospital sem valências e sem médicos mais não é que um edifício histórico, com memorial de hospital com grandes investimentos públicos num espaço que pertence à Santa Casa da Misericórdia de Estarreja, que a curto prazo irá beneficiar das mesmas para o alargamento das suas valências sem necessitar de grande investimento, uma vez que o grosso já foi realizado.

Assim, hoje, como sempre, o PCP considera que o caminho que se tem vindo a traçar não é o que a população de Estarreja e concelhos limítrofes necessita e que garanta serviços de qualidade e de universalidade como consagra a Constituição da República.

Há responsáveis. PS,PSD e CDS, com o reforço do executivo camarário, são verdadeiros apoiantes e cúmplices desta vergonhosa situação a que profissionais e utentes do HVS estão sujeitos.
O PCP, a CDU, continuará a intervir e insta a população a não desistir do "seu" Hospital, do direito a uma saúde pública de qualidade.

Aveiro, 13 Setembro 2019

 

Para o topo