A CDU promoveu um debate sobre a importância da pesca na região de Aveiro, no auditório da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré. Participaram neste debate, para alem dos candidatos Miguel Viegas e Ana Valente, diversos representantes da pesca e da Universidade de Aveiro. Num debate intenso e muito participado, a CDU reafirmou o seu compromisso de sustentar e potenciar o sector da pesca, não apenas como um adorno turístico ou etnográfico mas antes como um alavanca de desenvolvimento da região. Para isso, são necessárias políticas de desenvolvimento assentes no investimento público em infraestruturas de apoio à pesca e em medidas específicas de discriminação positiva da pesca artesanal, por forma a garantir uma repartição mais justa da cadeia de valor.

Miguel Viegas
Miguel Viegas: "Por cada posto de trabalho directo na pesca, são criados 5 em terra. É com este rácio em mente que propomos um plano de desenvolvimento da pesca na região de Aveiro que possa alavancar a muito propalada economia do mar!"

Portugal tem uma das maiores zonas de pesca da Europa e do mundo. O consumo de peixe por pessoa é também dos mais elevados do mundo e a procura tem vindo a crescer com o turismo. Contudo, a verdade é que importamos 70% do pescado que consumidos, criando um défice comercial superior a mil milhões de euros anuais. Isto resulta de uma Política Comum de Pescas da União Europeia que levou ao abate de mais de metade da nossa frota pesqueira. A CDU quer romper com este declínio, aumentando a produção e melhorando o nosso défice externo, que não é uma fatalidade. Para isso, é necessário impor preços mínimos e margens de intermediação máxima para remunerar de forma mais justa o pescador. É necessário mais fiscalização do pescado que entra no país, incluindo proveniente de países onde as restrições à pesca não se aplicam. É necessário usar dos fundos do Mar2020 para modernizar a nossa frota cuja idade média anda nos 37 anos. É também urgente realizar investimento público, melhorando as acessibilidades dos portos e criando uma rede de frio para que os pescadores não fiquem da total dependência dos intermediários. No caso da Ria de Aveiro, não é demais relembrar a necessidade de um plano de ordenamento da Ria que evite conflitos entre pescadores e mariscadores e promova uma dragagem ao serviço dos pescadores que estão hoje fortemente condicionados tendo em conta o assoreamento dos portos de pesca.


Aveiro, 13 Setembro 2019
Comissão Coordenadora de Aveiro da CDU

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