Delegação do PCP em reunião com a Associação Florestal entre Douro e VougaMiguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu, esteve nesta segunda feira de visita ao distrito de Aveiro. De manhã manteve duas importantes reuniões em Arouca com a corporação local de bombeiros e com a Associação Florestal Entre Douro e Vouga. Da parte da tarde esteve no Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva onde participou numa importante sessão promovida pelo clube europeu.

Num período que precede à época dos incêndios florestais, e durante o qual o governo se desdobra em manobras de propagando destinadas a difundir a ideia de que o país está mais preparado para o combate aos incêndios, a delegação do PCP que integrava diversos dirigentes locais e regionais procurou ouvir de viva voz daqueles que intervém diariamente sobre a Floresta.

Das duas visitas, sobressai o mesmo pessimismo sobre a situação, temendo-se o pior tendo em conta as previsões de um verão particularmente seco. É já do senso comum a ideia segundo a qual em Portugal se gastam demasiados recursos no combate em comparação com a prevenção aos incêndios. O que é lamentável é que os sucessivos governos nunca tenho mexido um dedo para alterar esta realidade.

Desta forma e de acordo com o que pode ser observado no terreno este foi mais um ano perdido para a Floresta. Sem Secretário de Estado das florestas, mas acima de tudo sem qualquer estratégia, o ordenamento florestal continua a ser um projecto adiado. A limpeza da floresta, pese embora o esforça das equipas de sapadores, ficou muito aquém do necessário assim com a limpeza dos caminhos. A câmara de Arouca não fica isenta de responsabilidade uma vez que não tratou de garantir a manutenção e o funcionamento da rede de pontos de água existente e persiste em não avançar com o prometido Plano Operacional Municipal.

Assim, de nada valem as estratégias florestais aprovadas em Bruxelas e em Portugal. A floresta portuguesa, que poderia desempenhar um papel de grande importância na dinamização da economia local e regional, carece de políticas de apoios com meios capazes de poder imprimir um rumo a este importante sector. Apoios dirigidos a soluções colectivas que passam pelo associativismo e que possam traduzir-se em investimento numa floresta sustentável ao serviço de toda a sociedade, com as suas dimensões económica, social e ambiental. Esperar que esta realidade nasça de forma espontâneas através do livro funcionamento do mercado é apenas mais uma ilusão através da qual os sucessivos governos têm enganado os portugueses ao longo das últimas décadas e daí a necessidade de romper com estas políticas e trilhar outro caminho!

26 Maio 2015
Gabinete de Impren

Para o topo