No quadro das habituais visitas no distrito de Aveiro, teve lugar ontem um encontro com a AIDA, Associação Industrial do Distrito de Aveiro.

Num momento em que arrancam os vários programas de apoios do actual quadro comunitário, ao mesmo tempo que está a ser votado o Plano de Investimento Juncker, importa conhecer a realidade local no sentido de avaliar até que ponto os apoios chegam às mãos de quem precisa.

Nesta medida, o deputado comunista, que se fez acompanhar de Filipe Guerra, eleito do PCP na Assembleia Municipal de Aveiro e Tiago Vieira membro do Comité Central do PCP e responsável pela DORAV, manifestou alguma preocupação pelo facto de grande parte dos apoios estarem desenhados para as grandes empresas.

Com efeito, a própria definição de pequenas e média empresa coloca em pé de igualdade empresas com 5, 10 ou até 500 trabalhadores. O próprio plano Juncker, que pretende alocar parte dos apoios a pequenas e médias empresas, eleva o limite até 3000 trabalhadores.

A inexistência, apesar das propostas do PCP, de qualquer critério de equidade geográfica, acrescenta ainda preocupações suplementares sobre o alcance destes apoios que acabam por beneficiar as grandes empresas em detrimento na esmagadora maioria das micro e pequenas empresas que representa a espinha dorsal da nossa economia regional.

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