Mesa da Sessão em Aveiro com a participação de João Oliveira

Sábado, dia 27 de Janeiro, o PCP realizou uma dupla sessão de debate público em torno do Orçamento do Estado 2018, o contributo do PCP para os avanços alcançados e os aspectos em que é preciso continuar a lutar para ir mais longe.

Contando com a presença do deputado do PCP, João Oliveira, as sessões tiveram lugar em Santa Maria da Feira (pela tarde) e em Aveiro (à noite), sendo ambas participadas por dezenas de pessoas, militantes e não militantes do PCP.

Em ambas foi sublinhado a importância do papel do PCP para a actual solução política, que permitiu a recuperação de importantes direitos e rendimentos nos últimos dois anos, na sequência da derrota de PSD e CDS nas Eleições Legislativas de 2015.

Tais avanços - nas reformas, nas carreiras da Administração Pública, na gratuitidade dos manuais escolares, no alívio do IRS, na redução do IVA da restauração, entre muitos outros - não isentam, no entanto, a necessidade de análise crítica sobre os compromissos assumidos pelo PS, que impedem que se consiga ir mais longe e se concretize a necessária ruptura com a política de direita.

Debate sobre a situação da saúde no distrito de Aveiro

Sexta-feira 15 Junho 2012, 21:30

no Museu da Cidade de Aveiro

 

Não são novos os ataques ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), procurando substituir a sua universalidade de serviço público por uma lógica mercantilista dominada por interesses privados, que representam já hoje uma parte significativa da oferta de cuidados de saúde.

A pretexto da crise e do Pacto de Agressão, acordado pelo PS, PSD e CDS, os cortes cegos da despesa do Estado estão a por em perigo o próprio SNS e o seu funcionamento, acentuando a linha privatizadora deste sector vital para todos os portugueses.

Perante este quadro, o esclarecimento e a mobilização são o instrumento essencial de resistência e esperança.

Na passada sexta-feira a comissão concelhia de Estarreja do PCP promoveu um Magusto-Convívio onde  camaradas e amigos que participaram nas listas e campanha eleitoral das últimas eleições autárquicas estiveram presentes.

Para além do convívio houve também a participação e intervenção de Tiago Vieira, membro do Comité Central do Partido, que referenciou os resultados eleitorais no nosso concelho e destacou as propostas do PCP no Orçamento de Estado para 2018, onde o cunho do nosso partido é notório, nomeadamente na reposição de direitos, no aumento das pensões e reformas, no alívio na carga fiscal em sede de IRS, na gratuitidade dos manuais escolares, entre outras.

Foi no fim da tarde de 4 de Julho que Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, se juntou a dezenas de militantes e simpatizantes do PCP para assinalar os 75 anos do assassinato do militante comunista António Ferreira Soares.

Conhecido pelo povo como "médico dos pobres" ou "Doutor Prata" - epítetos que dizem bem da sua dedicação aos mais desfavorecidos -, António Ferreira Soares foi brutalmente assassinado pela PVDE (antigo nome da PIDE) na sua própria casa.

Tal como relembrou Filipe Moreira, da DORAV do PCP, Ferreira Soares era um homem exemplar e que mesmo debaixo da repressão fascista se afirmava comunista, facto que viria a despertar a atenção da polícia política do regime.

.Numa acção inédita em Aveiro, os vários sindicatos afectos aos médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar e administrativo, juntamente com a recém-criada Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, decidiram organizar uma concentração simbólica à porta do Hospital de Aveiro para assinalar a greve geral da função pública do dia 8 e deixar bem claro a mensagem segundo a qual todos, profissionais e utentes encontram-se do mesmo lado da barricada, em defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Assim, entre as 9 e as 11h, várias dezenas de pessoas estiveram concentradas à porta do Hospital, conversando com os utentes e apelando ao protesto e à indignação de todos perante esta política. A situação é gravíssima. Só nos últimos três anos, os cortes na saúde ascendem a mais de 1300 milhões de euros. O orçamento de estado para 2014 vai no mesmo sentido com um corte previsto de mais de 150 milhões de euros. O resultado está à vista de todos e o nosso CHBV não foge à regra. Faltam médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar. Faltam seguranças. Encerram-se serviços. Aumentam as listas e os tempos de espera, simplesmente porque não há médicos suficientes para assegurar o atendimento.

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