Joaquim Almeida da DORAV e do CC do PCP participou no debate sobre Álvaro Cunhal promovido pela JCP, no dia 17 de Abril em ÁguedaNa situação em que nos encontramos o pensamento de Álvaro Cunhal mantém toda a actualidade, e é fundamental que para construirmos um futuro melhor para a juventude, nos organizemos, tomemos partido, e lutemos para derrotar esta política e este Governo. Assim se conclui uma nota de imprensa em que a Organização Regional de Aveiro da Juventude Comunista Portuguesa resume, no seu âmbito, um conjunto de iniciativas que assinalam o Centenário de Álvaro Cunhal.

Sessão evocativaA sessão evocativa do centenário de Álvaro Cunhal e do 40º aniversário do 3º Congresso da Oposição Democrática realizado em Aveiro (3COD), comprovou o papel decisivo e fundamental do PCP na construção da unidade antifascista que veio a ter expressão nas profundas alterações libertadoras e democráticas de 25 de Abril de 1974.

A solidez da unidade antifascista afirmou-se ao longo de um porfiado esforço que exigiu a desmontagem das ilusões legalistas e o insistente apelo à unidade de todas as forças que convergiam para o mesmo objectivo de derrubamento da ditadura fascista. Álvaro Cunhal contribuiu decididamente para a caracterização da situação nacional e para a definição das linhas orientadoras da intervenção do PCP junto das massas operárias, no movimento sindical e nas diversas expressões do movimento democrático. Esta uma breve síntese da intervenção de Manuela Bernardino dedicada ao papel de Álvaro Cunhal na construção da unidade antifascista.

Sala cheia na sessão realizada na MealhadaMais de uma centena de pessoas encheram por completo a sala de exposições do Cine-Teatro Messias, ontem, na Mealhada, para assistir à sessão evocativa da prisão de Álvaro Cunhal no Luso a 25 de Março de 1949.

A sessão contou com a intervenção emotiva de João Louceiro, da Direcção Regional de Coimbra do PCP, que relembrou os acontecimentos que conduziram à prisão de Álvaro Cunhal, juntamente com Sofia Ferreira e Militão Ribeiro, assassinado na prisão pela PIDE, que salientou a abnegação, a determinação e a combatividade desses e de muitos outros camaradas, que escolheram “tomar Partido!” e a importância de hoje, como ontem, continuar a luta por um Portugal livre, soberano e justo.

Domingos Abrantes no uso da palavraDomingos Abrantes, destacado resistente anti fascista, preso, torturado, que esteve na épica fuga de Caxias, militante do PCP com as mais altas responsabilidades por dezenas de anos, na sua intervenção, referiu o duro golpe que a prisão de Álvaro Cunhal representou para o PCP, numa altura em que vários dirigentes foram presos, salientou a importância do trabalho do camarada Álvaro Cunhal para a afirmação e fortalecimento do Partido, para o aprofundar do trabalho de massas, verdadeiro motor da revolução, para a libertação do país do fascismo, para a consagração dos direitos dos trabalhadores, entre muitos outros aspectos.

Isabel Lemos e José Neves, para terminar, conduziram a assistência por uma emocionante e entusiasmante sessão de leituras de textos e poemas de vários autores, como Ary dos Santos e Pablo Neruda.

Mealhada, 25 de Março de 2013

Arménio Carlos no uso da palavra

Ver também Álvaro Cunhal e a importância da luta dos trabalhadores.

Vale a pena lutar, mantendo sempre viva a exigência de rompimento com política de direita. A troika está aí para aprofundar os problemas, promovendo a transferência directa dos rendimentos do trabalho para os rendimentos do capital. Não há paz social enquanto persistir a guerra movida contra os trabalhadores. Hoje, mais do que nunca, é preciso unir esforços. É necessário focar a atenção dos trabalhadores para o que se passou ao longo dos anos de aplicação das políticas de direita. Após ano e meio de troika é imperioso o rompimento com a política do memorando e a revogação da legislação do trabalho criada para subverter a Constituição, e ao seu arrepio. Romper com a política de direita, com este modelo de baixos salários e trabalho precário. O que está na ordem do dia é a exigência da demissão do Governo. Não basta, ao Presidente da República, dizer que até já tinha avisado. Então, está à espera de quê? Tem uma boa saída: demita o Governo.

O 1º de Maio não pode ser visto como mais um dia de comemoração no calendário. Será um dia de luta, com redobrados motivos e profundo significado.

Estas, algumas das ideias finais, mas centrais, na intervenção de Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP/IN, na sessão promovida pela União dos Sindicatos de Aveiro sob o tema «Movimento Sindical Unitário: Raízes e Actualidade!» integrada nas comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal.

Álvaro Cunhal - CENTENÁRIOLugares sentados inventaram-se pela ampla escadariaLuis Borges Coelho, maestroCoral de Letras da Universidade do Porto sob a direcção do maestro Luis Borges Coelho e o pianista Fausto Neves interpretou conhecidas Heróicas de Lopes-GraçaO auditório foi pequeno para o público presente assistir à exibição do filme Vida e Obra de Álvaro Cunhal e ouvir a intervenção de Joaquim AlmeidaJoaquim Almeida, membro do Comité Central do PCP - «Álvaro Cunhal não era o que foi sem o PCP e o PCP não seria o que é, com as suas características, sem o contributo de Álvaro Cunhal» (...) «não se trata de uma homenagem – para incensar e endeusar, nas suas próprias palavras – mas de reconhecimento do seu trabalho e do seu valor»

Vídeo (CME):
Centenário de Álvaro Cunhal em Espinho

As canções e marchas Heróicas de Lopes-Graça componentes emocionais da magnífica sessão pública, reverberaram pelo amplo espaço do Pavilhão Multimeios de Espinho, preenchido por um auditório atento e cúmplice das pausas e respirações. Lugares sentados inventaram-se pela ampla escadaria. O Coral de Letras da Universidade do Porto ficou, literalmente, abraçado pelo público presente. Apesar disso, Luis Borges Coelho, maestro, teve o espaço para a mágica da recriação do magnífico repertório que incluiu conhecidas Heróicas de Lopes-Graça e contou com a participação de Fausto Neves, pianista, professor, comunista.

O auditório foi pequeno para o público presente assistir à exibição do filme Vida e Obra de Álvaro Cunhal e ouvir a intervenção em que Joaquim Almeida, membro do Comité Central do PCP, que começa por afirmar «que Álvaro Cunhal não era o que foi sem o PCP e o PCP não seria o que é, com as suas características, sem o contributo de Álvaro Cunhal». Prosseguiu afirmando que «não se trata de uma homenagem – para incensar e endeusar, nas suas próprias palavras – mas de reconhecimento do seu trabalho e do seu valor».

3COD - Exposição

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