Intervenção da JCP, por Bruna Porto, no Convívio Regional de Aveiro

Bruna Porto, da JCP, no decurso da sua intervençãoCamaradas e amigos,

Camaradas,

podemos afirmar que a juventude portuguesa está hoje confrontada com a ofensiva mais violenta contra os seus direitos em todas as esferas das suas vidas desde o 25 de Abril. Os sucessivos governos, tenha sido PS ou PSD com ou sem o CDS, a opção de classe foi sempre a mesma, contra a juventude e os seus direitos e agravando as suas condições de vida.

Os estudantes do Ensino Secundário lutam pela escola que têm direito, pública, gratuita, democrática e de qualidade. Os problemas são vários fruto do contínuo desinvestimento na educação que ano após ano deixa as escolas ao abandono, sem condições para a aprendizagem; chove dentro das salas, faltam professores e funcionários, as turmas têm mais de 30 alunos, os exames nacionais, uma verdadeira barreira ao Ensino Superior, avaliam 3 anos de estudo em duas horas; os filhos dos trabalhadores são empurrados para cursos profissionais, reproduzindo assim desigualdade.

O Ensino Superior paulatinamente se transforma num privilégio das elites e não um direito para todos como plasmado na nossa Constituição – os que podem pagar estudam. E foi precisamente com este objectivo de elitização do E.S. que surgiram as propinas e não com para a melhoria da qualidade do ensino como muitos nos querem fazer acreditar.

Camaradas,

na Universidade de Aveiro a propina já está fixada no seu valor máximo 1067€ e sabemos já que para o ano vai aumentar e não só não aumentou a qualidade do ensino, como também não resolveu os problemas dos estudantes e o abandono escolar não pára de crescer.

Os jovens trabalhadores são um dos alvos preferidos deste governo. A pretexto da austeridade, da crise e da dívida, tentam normalizar a exploração, a precariedade, o roubo nos salários, a desregulação das leis laborais e o desemprego.

A luta da juventude é constante, não baixaremos os braços aos vários ataques do governo.

Este ano lectivo, os estudantes do Ensino Secundário defenderam a escola a que têm direito. Os estudantes da Escola secundária de Vale de Cambra, da Escola Secundária Mário Sacramento, e da Escola Secundária José Estêvão saíram à rua dia 13 de Março, e disseram basta a esta política de destruição da escola pública! Reivindicando o fim das obras, há muito adiado, e melhores condições, os estudantes da Escola Sec. Mário Sacramento recolheram um abaixo assinado que contou com mais de 700 assinaturas.

Contra os exames nacionais e por uma avaliação realmente justa e contínua, os estudantes da Escola Secundária de Estarreja pintaram uma faixa e mostraram que outro caminho é possível!

No Ensino Superior, a resposta a estas políticas também foi intensa. Este ano lectivo contou com grandes jornadas de luta nacional nos dias 19 de Novembro e 2 de Abril. Os estudantes da UA assinalaram o dia 24 de Março, dia do estudante, em luta, realizando o enterro do Ensino Superior Público, consequência das políticas de direita. Pintaram-se faixas e recolheu-se um abaixo-assinado exigindo o fim das propinas, mais financiamento no Ensino Superior, fim das taxas e a demissão deste Governo.

Os jovens trabalhadores também não têm parado. O último ano foi cheio de luta com a média de uma luta, com expressão de rua, por mês! Participaram nas diversas acções da Interjovem e da CGTP-IN.

Camaradas,

a JCP saúda a grande manifestação nacional dos jovens trabalhadores do dia 28 de Março, dia nacional da juventude!
Lutas construídas em unidade e convergência, contando sempre com os jovens comunistas para o seu desenvolvimento, ampliação e intensificação.

Camaradas,

a JCP está hoje onde sempre esteve, e sempre estará, com a juventude na linha da frente deste combate, com alegria e com uma tremenda confiança na luta que travamos, mostrando que da nossa parte ninguém arreda pé até vermos concretizadas as nossas justas aspirações.

Nas escolas, no trabalho, nas ruas com a força da juventude, dos trabalhadores e do povo, Abril será cumprido!

 


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