Miguel Viegas, acompanhado de Fernando Gomes e Vítor Januário estiveram ontem no Parque Empresarial do Casarão em Águeda para acompanhar o caso das obras de construção da unidade industrial de produção de betão pronto e misturas betuminosas do Grupo Embeiral. A obra foi recentemente embargada pelas forças da GNR depois de verificação de um conjunto de irregularidades. A CDU exige um esclarecimento completo e imediato por parte da Câmara sobre esta situação incompreensível e inaceitável.

Estas unidades industriais dedicadas à produção de massas betuminosas são altamente nocivas para o meio ambiente. A sua instalação deveria ser acompanhados de todos os requisitos necessários para mitigar os seus impactos seja nos solos, seja no ar. Sucede que, segundo consta de informações públicas, não terá havido sequer uma declaração de impacto ambiental. Apesar disso a obra avançou com a elevação de estruturas em betão armado que podem ser vistas do exterior e que claramente não poderiam ter passado despercebido às equipes de fiscalização da autarquia.

Neste sentido, a CDU entende que a Câmara Municipal de Águeda deve uma explicação cabal de toda este caso à população. A CDU gostaria de saber em que condições avançou a obra da unidade industrial, se existe alvará e como justifica o facto da obra ter avançado à vista de todos sem qualquer fiscalização. É fundamental conhecer a dimensão deste projeto na medida em que o fabrico de betuminosas pode estar sujeito a estudo de impacto ambiental de acordo com o respetivo regime jurídico. É fundamental que este estudo de impacto, a existir, seja divulgado junto das populações uma vez que existem nas imediações várias edificações que poderão sobre com os impactos desta unidade.

De acordo com Miguel Viegas, “a CDU nada tem de concreto contra esta unidade industrial. O que queremos é transparência e rigor no seu licenciamento. A Câmara de Águeda tem aqui muito para explicar e nós vamos esperar por este esclarecimento”.

Aveiro, 3 de Julho de 2019
O Gabinete de Imprensa da CDU

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