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Sandra Pereira, candidata da CDU às eleições para o Parlamento Europeu e Ana Valente mandatária distrital, acompanhadas por diversos activistas da CDU, estiveram ontem à porta da Vista Alegre, em Ílhavo, numa acção de contacto com os trabalhadores, na qual para além de dar a conhecer a lista de candidatos e propostas CDU, realçaram a importância de dar mais força à CDU para continuar a avançar na defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo.

Miguel Viegas reuniu esta manhã com o secretário geral da Anitt-Lar, Associação Nacional das Indústrias de Têxteis-Lar procurando acompanhar de perto a situação do setor que conta hoje com uma presença significativa de empresas a norte do distrito de Aveiro.

O setor do Têxtil e Lar emprega neste momento cerca de 25 mil trabalhadores diretos. Depois de uma crise profunda entre 2008 e 2015, a situação melhorou significativamente nos anos subsequentes, com mais investimento e contratação de mais mão de obra. Contudo, este setor, fortemente exposto à procura externa, uma vez que exporta 80% da produção, poderá estar novamente em crise em função da crise internacional e da retração do comércio internacional.

A questão da Turquia é particularmente gritante uma vez que a União Europeia mantém com aquele país um Acordo de Associação que isenta de tarifas todas as importações de produtos têxteis. Na sequência de uma desvalorização de 40% da lira turca, Miguel Viegas alertou a Comissão Europeia para a necessidade de tomar medidas de salvaguarda do setor. É incompreensível que a Turquia, à semelhança de outras países como a Índia e o Paquistão, possam concorrer no mercado europeu com as nossas empresas tirando partido das vantagens competitivas em matéria regulamentar, seja ao nível laboral ou ambiental.

Miguel Viegas esteve ontem à porta da empresa Bodum no concelho de Ílhavo para contactar os trabalhadores. Construída há menos de um ano, a empresa multinacional que fabrica material de cozinha já despediu dezenas de trabalhadores alegando quebras de encomenda.

De acordo com o deputado comunista, esta situação é muito preocupante para os trabalhadores despedidos que já se dirigiram à inspeção do trabalho para acautelar a situação.

Pela parte do PCP importa avaliar se estão em causa fundos da União Europeia, uma vez que a Bodum já beneficiou, recentemente, de fundos comunitários nas suas instalações de Tondela.

Neste sentido, os deputados do PCP continuarão a acompanhar a situação procurando defender os postos de trabalho.

Miguel Viegas, deputado do PCP no distrito de Aveiro acompanhado de vários dirigentes e ativistas da CDU esteve este fim de semana nos concelhos de Ovar e Sever do Vouga. Em Ovar, a campanha centrou-se no mercado local num ação de contactos com vendedores e consumidores. Em Sever do Vouga, Miguel Viegas reuniu com vários agricultores numa animada sessão nas instalações da Junta de Freguesia.

Num momento em todos reconhecem a urgência climática, Miguel Viegas defendeu a necessidade de mudar as políticas agrícolas da União Europeia, apostando num modelo de produção assente na pequena e média agricultura sustentável e nos circuitos curtos de produção e comercialização. Neste sentido, é necessário evitar concentrar as ajudas nas grandes explorações que absorvem 80% dos subsídios, impondo um plafonamento e uma modulação tal como o PCP reclama há muito. Importa também estimular os circuitos curtos de comercialização dinamizando mercados locais e introduzindo a produção local nas cantinas escolares e nos programas de distribuição de leite e fruta nas escolas. Estas são propostas concertas que o PCP tem vindo a apresentar e que certamente poderão contribuir para revitalizar o mundo rural, assegurar uma maior coesão social e territorial e mitigar as alterações climáticas.

A Órbita foi fundada em 1971. Chegou a ganhar dimensão internacional, exportando para toda a Europa, mas também para Angola, Moçambique, Argélia e Marrocos, chegando a ganhar um contrato de milhares bicicletas para a rede de bicicletas partilhadas de Paris, em 2007.

Hoje a maioria dos trabalhadores foi obrigada a rescindir os seus contratos de trabalho tendo em conta os salários em atraso. A situação precipitou-se depois de a EMEL ter rasgado o contrato de 25 milhões de euros relativo às bicicletas elétricas «Gira», reclamando ainda uma indemnização de 4,6 milhões de euros por alegado incumprimento.

De acordo com Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu, esta situação é inconcebível. Num momento em que todas as políticas europeias e nacionais apontam para a necessidade de novas políticas de mobilidade orientadas para a promoção do uso da bicicleta, Portugal e a região de Aveiro arriscam-se a perder uma marca emblemática portuguesa e um dos maiores fabricantes. Perde-se assim um significativo polo de desenvolvimento e mão-de-obra qualificada para um setor com enormes tradições na região e simultaneamente com enormes potencialidades de desenvolvimento futuro.

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