Águeda

Foi com algum agrado que a Comissão Concelhia de Águeda do PCP tomou conhecimento de que a Câmara Municipal vai avaliar o estado de conservação de 31 pontes e viadutos de todo o concelho de forma a programar, conforme afirmado, “futuras intervenções que se revelem necessárias”.

Todavia, causa alguma estranheza que a mesma Câmara Municipal nada tenha feito para resolver o problema da ponte sobre o Vouga, que liga Lamas do Vouga e Macinhata, caída em 2011, num claro desprezo pelo património histórico e causando evidentes prejuízos para as populações. De facto, com a circulação dificultada, aumenta o isolamento, reduzem-se as acessibilidades e arrisca-se a própria segurança, pois, para se chegar ao outro lado da margem é necessário utilizar o IC2.

Foi com espanto que a Comissão Concelhia de Águeda do PCP viu anunciado na página do Facebook do Jornal Soberania do Povo um novo conteúdo, com o mote "Conversas de outro género", em que estariam representadas as várias forças políticas. De facto, as intervenientes anunciadas para a iniciativa têm conhecida filiação e relação partidária com as forças políticas que se diz representarem, excepto a pessoa que supostamente iria representar o Partido Comunista Português.

O PCP esclarece que não foi contactado por aquele jornal para participar em qualquer sessão, nem quem supostamente o iria representar é militante deste Partido. O Partido não coloca em causa a idoneidade da pessoa escolhida por esse jornal, mas esclarece que é o PCP que decide quem e como se faz representar em iniciativas ou acções públicas.

O PCP faz notar a sua preocupação ao analisar os últimos dados disponíveis relativos ao desemprego no concelho de Águeda (dados disponibilizados pelo IEFP, Instituto do emprego e formação profissional, relativos ao período de Abril deste ano). Comparando com o período homólogo do ano passado, o desemprego regista uma subida de 30% no concelho, sendo que os trabalhadores mais afectados são aqueles com vínculo de trabalho precário, a recibos verdes e em situações de subemprego.

Uma delegação do Partido Comunista Português esteve na passada Quinta-Feira, dia 28 de Maio, junto ao Hospital Conde de Sucena, em Águeda, numa acção de contactos pela defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde.

É reconhecido que, apesar das décadas de políticas de esvaziamento e desinvestimento, o Serviço Nacional de Saúde foi insubstituível na resposta ao surto epidémico. Todavia, os grupos económicos do negócio da doença e os seus representantes políticos desenvolvem uma gigantesca operação para o atacar e comprometer o seu futuro visando, a pretexto do combate desenvolvido pelo SNS ao surto epidémico, entregar novas valências, funções e recursos públicos aos grupos privados.

A situação que o País atravessa exige medidas para combater e liquidar o vírus, para salvar quantas vidas for possível, mas é inaceitável em nome disso, liquidar direitos e cortar salários.

Pelo contrário, a situação actual exige a adopção de medidas concretas de protecção dos trabalhadores, com a proibição dos despedimentos, com a nulidade dos actos que sejam praticados em violação da legislação laboral, com a consideração da Covid-19 como doença profissional para todos os trabalhadores dos serviços essenciais e também o pagamento do suplemento remuneratório de compensação do risco da penosidade e insalubridade que estes trabalhadores enfrentam.

Nota da Comissão Concelhia de Águeda do PCP

É com profunda preocupação que o PCP recebe a resposta do Governo à sua pergunta sobre a Extensão de Saúde de Belazaima do Chão.

O PCP questionou o Governo procurando saber se é sua intenção o encerramento da Extensão de Saúde de Belazaima do Chão; qual a justificação para que desde Outubro de 2019 não se tenha encontrado uma solução para a contratação de um médico de família; e que medidas o Governo iria adoptar para repor a prestação de cuidados de saúde à população servida por aquela extensão de saúde e que investimentos na melhoria do seu funcionamento tem previstos.

O Governo limita-se a esclarecer que o acesso à prestação de cuidados de saúdes primários da população de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão encontra-se assegurado uma vez que podem se deslocar à sede da UCSP Águeda II (centro de saúde de Águeda) para consultas abertas para doenças agudas e para consultas programadas de vigilância da saúde , que não é uma real solução pois significa uma deslocação de pelo menos 14km numa realidade em que não existe uma rede de transportes públicos capaz de dar resposta às necessidades. Nada adianta sobre a contratação de um novo médico de família para aquela Extensão de Saúde.

No atual momento, em que enfrentamos no país um surto epidémico, torna-se ainda mais relevante garantir o funcionamento adequado da Extensão de Saúde de Belazaima do Chão, assegurando o acompanhamento de outras patologias e a ligação do SNS às populações.

Enfrentamos um momento de grande complexidade e incerteza, que veio evidenciar as consequências das políticas seguidas ao longo de décadas e que o PCP tem denunciado: desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, desvalorização das carreiras, precariedade laboral, desinvestimento público nos sectores estratégicos para o desenvolvimento do País, abandono do interior.

É essencial a adopção de um conjunto de procedimentos de prevenção adequado, incluindo medidas sanitárias que é preciso ampliar, em que os serviços de saúde pública desempenham papel crucial, acompanhadas, em simultâneo, das medidas indispensáveis de capacitação da resposta clínica, com o reforço do Serviço Nacional de Saúde em todos os seus planos.

O Serviço Nacional de Saúde é fundamental nesta batalha.

Uma delegação do Partido Comunista Português esteve na passada Quarta-Feira, dia 11 de Março, em contacto com a população de Belazaima do Chão divulgando a pergunta que o seu Grupo Parlamentar fez ao Governo sobre a falta de médico de família e do possível encerramento da Extensão de Saúde que serve a União de Freguesias de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão. 

Após o encerramento da Escola, do balcão dos CTT, é agora sobre a Extensão de Saúde que pende a ameaça de encerramento que, a ser verdade, significaria que a população, serrana e envelhecida, por ela servida teria que se deslocar até ao Centro de Saúde de Águeda numa realidade, tal como as demais regiões do interior, em que não existe uma rede de transportes públicos capaz de dar resposta às necessidades. 

No passado sábado, dia 18 de Janeiro, realizou-se na Tuna Mourisquense 1º de Janeiro, a 8ª Assembleia da Organização Concelhia de Águeda do PCP com o lema “Intervir, Lutar, Avançar”.

Nesta Assembleia foram definidas linhas de trabalho prioritárias para o reforco da intervenção deste Partido, nomeadamente para estruturar a organização nas freguesias, aumentar a intervenção nas empresas e locais de trabalho e dar passos no recrutamento e integração dos novos militantes do Partido.

Cerca de uma centena de pessoas comemoram, em Águeda, os 45 anos do 25 de Abril.
Numa iniciativa organizada pela concelhia de Águeda do PCP, Miguel Viegas, deputado pelo PCP no Parlamento Europeu, salientou esse momento maior da história do País e do seu Povo, o processo revolucionário de Abril, que abriu as portas a importantes conquistas. Miguel Viegas, reafirmou a necessidade de defesa dos valores de Abril, da Constituição de Abril e apelou a participação de todos, da população, dos trabalhadores, na defesa desses valores e concretizando essa defesa no apoio à CDU nas próximas eleições.

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