Comunicado de Imprensa da Comissão Concelhia de Águeda do PCP

A organização concelhia de Águeda do PCP realizou quarta-feira, dia 8 de Abril, a sua 7ª Assembleia de Organização e procedeu à eleição da nova comissão concelhia.

A resolução política, aprovada por unanimidade, chama a atenção para alguns dos mais significativos elementos da situação socio-económica no concelho, como o desemprego, que, segundo dados do IEFP, aumentou em Janeiro de 2015, situando-se nos 2179 trabalhadores desempregados, embora se estime que o número real seja mais elevado. É que, embora todos os meses aumente o número de inscritos nos centros de emprego no distrito e haja empresas a fechar, o desemprego registado diminui. Só em relação a Janeiro de 2015 falamos de uma discrepância nos registo de mais de 2 mil e oitocentos trabalhadores! Ainda assim, o distrito de Aveiro, continua a ser o 5º distrito com mais desemprego registado.

Águeda tem sofrido ataques brutais ao Serviço Nacional de Saúde, com o encerramento de valências no seu Hospital, colocando em causa e sua manutenção, e ao nível dos cuidados de saúde primários e de proximidade, o que faz que com que tenha aumento o número de pessoas sem acesso a serviços de enfermagem e sem médico de família, e que o tempo de espera para consulta se tenha agravado.

No que diz respeito às acessibilidades, muito continua por fazer. A ligação rodoviária à sede de distrito continua por concretizar, a ligação ferroviária continua com sérias limitações, pendendo sobre ela o pano do encerramento da linha.

O encerramento de postos de correio, em vários pontos do concelho, e o brutal aumento das tarifas com a água e saneamento, são mais dois elementos que marcam o agravar das condições de vida no concelho.

No debate sobre a resolução política, mereceu particular importância a discussão em torno da tentativa forçada, por parte da Câmara Municipal de Águeda, de integrar o conjunto de municípios que “dão a mão” ao Governo e que, ao arrepio de qualquer discussão ou debate público com a população e principais visados no processo, tente avançar com a chamada “municipalização” da educação, que, como já o referimos antes, mais não é que uma desresponsabilização do Estado e um ataque à escola pública e democrática, conquistada com a Revolução de Abril.

Não deixa de ser irónico que o Governo estipule o mês de Abril como prazo para a concretização deste processo vergonhoso e antidemocrático.

A Assembleia de Organização de Águeda do PCP, insta a população, pais, funcionários e professores, a participar, intervir e assegurar que os seus eleitos municipais defendem os interesses da população, dos trabalhadores, da escola pública, rejeitando a municipalização da educação no concelho de Águeda, na próxima Assembleia Municipal que irá realizar-se dia 17 de Abril.

A luta é o caminho! E a população de Águeda pode contar com a solidariedade e intervenção do PCP na defesa dos seus direitos e justos interesses.

A Comissão Concelhia de Águeda do PCP

10 de Abril de 2015

Para o topo