Uma delegação do Partido Comunista Português esteve na passada Quinta-Feira, dia 28 de Maio, junto ao Hospital Conde de Sucena, em Águeda, numa acção de contactos pela defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde.

É reconhecido que, apesar das décadas de políticas de esvaziamento e desinvestimento, o Serviço Nacional de Saúde foi insubstituível na resposta ao surto epidémico. Todavia, os grupos económicos do negócio da doença e os seus representantes políticos desenvolvem uma gigantesca operação para o atacar e comprometer o seu futuro visando, a pretexto do combate desenvolvido pelo SNS ao surto epidémico, entregar novas valências, funções e recursos públicos aos grupos privados.

Portugal precisa de ver reforçado o SNS. Não apenas para estar à altura da resposta necessária que o momento exige no plano da prevenção, mitigação e resposta clínica ao actual surto epidémico, mas também e sobretudo, para corresponder inteiramente à garantia do direito do Povo português à saúde em todos os planos e dimensões.

É com este objectivo que o PCP apresentou um plano de emergência para o reforço do Serviço Nacional de Saúde em que propõe: o reforço do investimento do SNS e o fim da aplicação da lei dos compromissos na saúde; a mobilização e modernização da capacidade de diagnóstico e terapêutica instalada através da internalização nos hospitais dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica; recuperar até ao fim de 2020 todos os actos que ficaram em suspenso ou foram adiados; reforçar o número de profissionais e meios técnicos; a formação da especialização para todos os médicos; aumentar a capacidade de camas de agudos, Cuidados Intensivos, cuidados continuados e paliativos; garantir uma reserva de equipamentos de protecção individual para os profissionais de saúde e garantir e alargar o número de testes e de testes serológicos; reforçar os meios humanos, técnicos e profissionais na área da saúde pública; aumentar a dotação global para a saúde mental; a adopção de uma estratégia nacional de segurança e saúde no trabalho; serviços de medicina do trabalho em todos os estabelecimentos de saúde; concretizar a criação do Laboratório Nacional do Medicamento; a constituição de uma reserva estratégica de medicamentos e dispositivos; promover e incentivar a reconversão da indústria para a produção de equipamentos de protecção individual, materiais clínicos e equipamentos médicos, medicamentos e reagentes indispensáveis ao país.

O direito a saúde tem que ser prioridade de qualquer Governo e o Serviço Nacional de Saúde, assim a realidade o demonstra, é a única garantia do seu cumprimento. Os utentes e os profissionais de saúde podem contar com o PCP para a resposta que se impõe na defesa intransigente do SNS.

1 de Junho de 2020
A Comissão Concelhia de Águeda do PCP

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