Numa dinâmica sem paralelo, a CDU avança com toda a confiança, desta vez rumo ao concelho de Águeda onde manteve esta manhã um importante reunião com a Associação Empresarial de Águeda. Da parte da CDU participaram Miguel Viegas, Lúcia Gomes e António Ferreira todos candidatos pelo círculo de Aveiro às próximas eleições legislativas. Por parte da AEA, participaram Miguel Coelho, Secretário-geral e Óscar Silva vice-presidente.

 

Conhecida que é a estrutura empresarial da região e particularmente do concelho, é natural que grande parte da discussão tenha girado à volta das micros, pequenas, e médias empresas, responsáveis hoje por mais de 95% do emprego no distrito de Aveiro. Num momento de pré-campanha em todos os partidos falam desta realidade era importante que fossem discutidas medidas concretas visando um efectivo apoio a este sector produtivo que manifestamente e apesar do discurso governamental, não tem chegado aos pequenos e médios empresários.

Como ficou bem demonstrado ao longo da reunião, a maioria dos apoios amplamente divulgados pelo governo acabam sistematicamente nas mãos dos grandes grupos económicos. O QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) perde-se na imensa burocracia e não chega a quem precisa, o crédito bonificado só tem servido para engordar o sector financeiro e grande parte das medidas de apoio à criação ou defesa do emprego não encontram aplicação prática na esmagadora maioria de empresas que empregam escassas dezenas de trabalhadores. Para alem disso, ao nível dos factores produtivos, os empresários continuam em clara desvantagem competitiva relativamente a outros países vizinhos, designadamente em relação ao custo energético (electricidade, combustíveis etc…). Relativamente à energia eléctrica foi muito sublinhada o elevado custo a contrastar com a baixa qualidade do serviço onde são verificados cortes de energia recorrentes que causam enormes prejuízos.

Pela voz dos candidatos, que anotaram um conjunto de situações específicas que darão certamente lugar a várias intervenções futuras, foram apresentadas as propostas que a CDU defende para este sector. A CDU defende uma economia mista onde convivam por um lado um Estado Forte e dinâmica que tenha sob seu poder um conjunto de alavancas fundamentais para o desenvolvimento económico do país e por outro uma forte presença de micro, pequenas e médias empresas. A CDU defende a existência de um sector financeiro público, não ao serviço de meia dúzia de grandes fortunas, grande parte das quais estrangeiras, mas antes ao serviço do aparelho produtivo e do país. O mesmo foi afirmado relativamente ao sector energético e aos transportes.

Relativamente às PME, a CDU defende políticas específicas de apoio ao sector que possam ultrapassar os bloqueios e os entraves ao seu desenvolvimento. Para isso defendemos o associativismo, o cooperativismo e a criação e apoio de organismos de cariz inter-profissional que permitam às PMEs juntar recursos a fazer funcionar as economias de escala onde estas sejam necessárias. Políticas de apoio em várias áreas de intervenção como sejam o apoio ao crédito, as políticas de transporte, os apoios à inovação e à formação profissional, os apoios à promoção, prospecção e exportação e as políticas de vigilância e combate à concorrência desleal. Tudo áreas prementes mas onde o governo tem fracassado em toda a linha.

Como diria António Ferreiro, empresário de Águeda e candidato da CDU, ou temos uma ruptura política no próximo dia 27 de Setembro, com novos actores e novas políticas, ou tudo continuará como dantes com empresas a fechar e trabalhadores a engrossar os números do desemprego. A CDU tem propostas, candidatos e trabalho realizado e conta já hoje com o apoio de muito empresários que compreendem a necessidade da ruptura. Uma ruptura patriótica de esquerda que o país clama há já tempo demais.

 

Águeda, 8 de Setembro de 2009

A Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro da CDU

 

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