Aveiro

O PCP teve conhecimento, através de aviso, que a empresa AveiroBus suprimiu, por tempo Indeterminado, as carreiras da linha nº 13, que liga Aveiro-Forte da Barra/São Jacinto e vice-versa nos horários das 19h35 (Aveiro), 19h55 (Forte da Barra), 22h50 (Forte da Barra) e 23h10 (Aveiro), embora a AveiroBus, vergonhosamente, já o fizesse uma semana antes sem qualquer aviso.

Esta lamentável atitude mostra o total desrespeito por quem trabalha, muitos dos quais sem outros meios de mobilidade, deixando desta forma utentes, principalmente trabalhadores, sem transportes para regressarem a casa e também para iniciarem os seus turnos de trabalho.

O Partido Comunista Português colocou ao Presidente da Câmara Municipal de Aveiro na assembleia municipal de quarta-feira várias preocupações relativamente às obras da Avenida Lourenço Peixinho e no impacto que estas terão para quem lá habita e para os pequenos e médios comerciantes.

Obras que, de acordo com o edil, arrancarão rapidamente sob pena de perda dos fundos comunitários adstritos. O executivo autárquico alegou que há comerciantes interessados na obra, dizendo que a falência de empresas é tão natural como a morte dos cidadãos.

O surto epidémico Covid-19 que o país e o mundo combatem vieram revelar uma série de fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), resultantes de décadas de políticas de direita e de desinvestimento na Saúde, denunciadas e combatidas desde sempre pelo PCP.

Seja pelo défice de profissionais de saúde, agravado com a sua desvalorização social, profissional e salarial, seja pela falta de condições materiais e logísticas, a degradação e as tentativas de aniquilação do SNS têm-se tornado evidentes, resultando no que é hoje um terreno mais difícil para dar resposta à situação actual.

O Hospital Infante Dom Pedro é um exemplo do ataque que tem vindo a ser feito à saúde, com uma série de valências encerradas ao longo dos últimos tempos e grandes necessidades em termos de profissionais de saúde. Necessidades essas que se vêm agora evidenciadas e que precisam de uma resposta pronta, que tenha em vista não só o combate ao surto epidémico, mas também que reforcem o SNS que temos e teremos no futuro.

O encerramento temporário das urgências pediátricas no Hospital Infante Dom Pedro – causado pela infecção de médicos deste serviço - não deixa de ser preocupante pelo que pode representar para a saúde das crianças e jovens da região, que terão que se deslocar até Porto ou Coimbra em caso de urgência. Relembramos que mais investimento, traduzido em melhores condições evitariam situações-limite, que não são aceitáveis e não podem perdurar no tempo.

A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português vem apresentar publicamente a sua preocupação e protesto, ante a situação de concentração dos serviços presenciais de três unidades de saúde (Nariz, Requeixo e Nossa Sr.ª de Fátima) em Nossa Sr.ª de Fátima.

A situação presente é altamente penalizadora para as populações daqueles territórios do Município de Aveiro, aumentando dificuldades já existentes no acesso aos cuidados de Saúde (com a devida atenção e acompanhamento clínico), num meio em que as acessibilidades já são reduzidas (nomeadamente pela quase ausência de transportes públicos), e sobre uma população maioritariamente envelhecida.

O PCP apresentou na Assembleia Municipal de Aveiro da passada sexta-feira uma Moção para que a Assembleia exigisse ao governo o fim da cobrança de portagens nas ex-SCUT, nomeadamente na A17, A25 e A29. Esta Moção foi chumbada com os votos contra do PS, PSD e CDS, clarificando que a defesa dos interesses da população de Aveiro não passa pela agenda política destes partidos.

A introdução de portagens na A17, A25 e A29 teve graves consequências para as populações e para a generalidade do tecido económico do Concelho e da Região, que viram o seu poder económico e dinamismo diminuídos. Além de agravar as dificuldades económicas dos utentes, já duramente afectados por baixos salários e rendimentos, por situações de desemprego e precariedade, esta medida conduz ao agravamento da situação económica de muitas empresas e dificulta em muito a vida de inúmeras pessoas que utilizam esta via para se deslocar diariamente para o trabalho ou para ter acesso aos serviços públicos, também eles fortemente penalizados com as opções políticas de sucessivos encerramentos de escolas, tribunais, hospitais e centros de saúde. 

Na primeira reunião Assembleia Municipal de Aveiro, ocorrida a 13 de Fevereiro, o PCP manifestou a sua oposição ao parqueamento automóvel pago em zonas do concelho que dão acesso a serviços públicos como é o caso do parque de longa duração que serve o Hospital Infante Dom Pedro e a Universidade, bem como na zona da Forca, onde se localiza a Loja do Cidadão e outros serviços públicos de interesse para os munícipes. Não sendo de interesse turístico e servindo os trabalhadores/estudantes ou utentes o PCP considera que o executivo deveria pôr fim à cobrança nestas zonas, apelando à população que se mobilize também na defesa dos seus direitos.

O PCP levou também à discussão os problemas sentidos pela população pela diminuição da qualidade do serviço prestado pela Veolia na recolha de resíduos sólidos urbanos, afectando principalmente as freguesias periféricas do Município. Assim como os problemas da Baixa de Santo António como a fraca iluminação e as suas constantes quebras, os problemas de sinalização viária, constituindo estes problemas de segurança sobre os quais é necessário a CMA intervir.

A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português vem manifestar a sua preocupação pela situação de absoluta degradação em que se encontra o Viaduto de Esgueira, em Aveiro.

O Viaduto de Esgueira foi projectado nos anos 80, e valorizado patrimonialmente com os painéis cerâmicos do artista aveirense Vasco Branco. De então para cá, o viaduto serve diariamente a ligação de milhares de automóveis e peões entre as diversas freguesias de Aveiro e o centro da cidade.

Em 2003 foi detetado o abatimento da estrutura superior sob a linha de comboio. Poucos anos depois, foi alvo de ligeira intervenção, que não assegurou o fim do desnivelamento existente na parte superior da estrutura nem realizou diversas intervenções necessárias para a melhoria do Viaduto e da sua acessibilidade nomeadamente para os peões.

O Viaduto de Esgueira  apresenta actualmente uma degradação superior sendo uma situação insustentável que carece de intervenção urgente da C.M. Aveiro.

O PCP analisou os últimos dois anos de mandato autárquico do executivo PSD/CDS no concelho de Aveiro, fazendo um balanço claramente negativo, por vários factores que merecem destaque.

O PCP reitera a sua posição desfavorável à construção do parque subterrâneo do Rossio, voltando a questionar o aumento do valor da obra em 2 milhões de euros revelado recentemente. Reafirmamos que esta obra vai de encontro ao mercado especulativo e a interesses privados, sendo naturalmente contrária ao que são os interesses da população de Aveiro e os interesses do concelho, numa perspectiva ambiental, paisagística, social e financeira.

À semelhança do parque de estacionamento do Rossio, os projectos para a Avenida Lourenço Peixinho e a ciclovia da estação à universidade foram concebidos à margem das necessidades dos aveirenses e comércio local, sem que houvesse o cuidado em contabilizar as recomendações de diversas associações e movimentos cívicos locais. Esta é a imagem de marca do executivo camarário a metade do mandato, o menosprezar da opinião pública, dos movimentos populares e das associações locais, tomando decisões unilaterais com o tradicional aumentos orçamentais de "última hora".

A comissão concelhia do PCP levou à Assembleia Municipal de Aveiro várias preocupações sentidas pela população de São Jacinto. A inexistência de ambulância nesta freguesia aos fins-de-semana e feriados, causando óbvios constrangimentos à população e privando-a de um serviço básico de socorro. A resposta do executivo pela voz do seu edil, garantiu um “nível de assistência a emergência alto e muito bom”, demonstrando a estratégia desta estrutura autárquica de negar reiteradamente os problemas sentidos, em vez de providenciar a sua resolução.

Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu, acompanhado de Filipe Guerra, eleito municipal e Ana Valente da Direcção Regional de Aveiro, esteve esta quinta-feira em Aveiro em contacto com o projeto Sal de Aveiro dinamizado pela Associação Comercial de Aveiro e que envolve igualmente a Universidade de Aveiro. Graças ao trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu foi possível incluir o sal na lista de produtos biológicos. Esta iniciativa ocorre num momento em que decorrem negociações sobre a regulamentação da produção de sal biológico.

 As visitas às marinhas da Noerinha e da Ostraveiro, onde se produz respetivamente sal e ostras, demonstram bem as potencialidades de desenvolvimento deste setor. O valioso património das marinhas de sal de Aveiro, hoje abandonado na sua quase totalidade, espelha por outro lado, a incapacidade da autarquia e da Comunidade Intermunicipal de Aveiro para encontrar uma estratégia de valorização deste setor e das suas atividades conexas.

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