Aveiro

O PCP reuniu ontem com a direcção da Banda Amizade na sua sede, conhecendo o seu espaço, preocupações e dificuldades que sentiram durante o período de confinamento e após o estado de emergência.

O PCP partilha das preocupações transmitidas pela banda filarmónica mais antiga do concelho de Aveiro. A Banda é composta pela orquestra com cerca de 70 músicos, um maestro e a escola de música com cerca de 40 alunos juvenis. Durante este período a Banda investiu em novas partituras, garantiu os salários e o pagamento das despesas correntes, apesar da sua actividade ter sido reduzida a zero.

A vida da Banda Amizade sofreu constrangimentos no novo contexto sanitário, contudo, devido à resiliência e à sua histórica capacidade de reinvenção e adaptação, a Banda Amizade irá abrir o novo ano lectivo da sua escola de música em Setembro.

A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português realizou no sábado dia 8 um debate acerca da luta pela agricultura familiar e pela floresta com a presença do camarada João Frazão da Comissão Política do Comité Central.  

Esta iniciativa, que aconteceu no Parque da Balsa, em Eixo, contou a presença de vários camaradas que trouxeram a debate as dificuldades sentidas pelo pequenos e médios agricultores no distrito de Aveiro.  

Uma das questões discutidas prendeu-se com a urgência da concretização do verdadeiro Estatuto da Agricultura Familiar, que sirva de apoio aos pequenos e médios agricultores, principalmente considerando o contexto actual, que veio evidenciar as dificuldades já sentidas anteriormente. Foram identificadas as causas estruturantes que levam à perda da soberania alimentar, que se prendem com décadas de políticas de direita ao serviço do agro-negócio. Um Portugal submisso aos ditames de uma União Europeia sempre disposta a dar a mão aos grandes grupos económicos, destruindo tecido produtivo nacional e forçando à importação de produtos que o país tinha e tem capacidade para produzir.  

O Partido Comunista Português teve conhecimento da existência de uma grande quantidade de peixes mortos junto à ponte do Rio Novo Príncipe em Vilarinho, Cacia. Esta situação, reportada pela ADACE – Associação de Defesa do Ambiente de Cacia e Esgueira – merece preocupação e reflecte uma falta de fiscalização e intervenção no que refere a questões ambientais, que o PCP já vem insistindo.

O Partido Comunista Português visitou esta semana a Quinta Ecológica da Moita (QEM), em Oliveirinha, a convite da ASPEA que dinamiza o espaço e as actividades de educação ambiental. A visita permitiu revelar algumas dificuldades das associações no que respeita a financiamento, resultando num empobrecimento e subaproveitamento de uma área tão rica e diversa do ponto de vista ambiental, educativo, cultural e paisagístico. A questão da mobilidade foi também trazida, pelos constrangimentos causados por ter sido removida a paragem junto à QEM (no complexo social da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro) aquando da concessão do serviço púbico de transporte a privados, que como o PCP sempre denunciou, continua a resultar num negócio ruinoso para a população de Aveiro.

O PCP teve conhecimento, através de aviso, que a empresa AveiroBus suprimiu, por tempo Indeterminado, as carreiras da linha nº 13, que liga Aveiro-Forte da Barra/São Jacinto e vice-versa nos horários das 19h35 (Aveiro), 19h55 (Forte da Barra), 22h50 (Forte da Barra) e 23h10 (Aveiro), embora a AveiroBus, vergonhosamente, já o fizesse uma semana antes sem qualquer aviso.

Esta lamentável atitude mostra o total desrespeito por quem trabalha, muitos dos quais sem outros meios de mobilidade, deixando desta forma utentes, principalmente trabalhadores, sem transportes para regressarem a casa e também para iniciarem os seus turnos de trabalho.

O Partido Comunista Português colocou ao Presidente da Câmara Municipal de Aveiro na assembleia municipal de quarta-feira várias preocupações relativamente às obras da Avenida Lourenço Peixinho e no impacto que estas terão para quem lá habita e para os pequenos e médios comerciantes.

Obras que, de acordo com o edil, arrancarão rapidamente sob pena de perda dos fundos comunitários adstritos. O executivo autárquico alegou que há comerciantes interessados na obra, dizendo que a falência de empresas é tão natural como a morte dos cidadãos.

O surto epidémico Covid-19 que o país e o mundo combatem vieram revelar uma série de fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), resultantes de décadas de políticas de direita e de desinvestimento na Saúde, denunciadas e combatidas desde sempre pelo PCP.

Seja pelo défice de profissionais de saúde, agravado com a sua desvalorização social, profissional e salarial, seja pela falta de condições materiais e logísticas, a degradação e as tentativas de aniquilação do SNS têm-se tornado evidentes, resultando no que é hoje um terreno mais difícil para dar resposta à situação actual.

O Hospital Infante Dom Pedro é um exemplo do ataque que tem vindo a ser feito à saúde, com uma série de valências encerradas ao longo dos últimos tempos e grandes necessidades em termos de profissionais de saúde. Necessidades essas que se vêm agora evidenciadas e que precisam de uma resposta pronta, que tenha em vista não só o combate ao surto epidémico, mas também que reforcem o SNS que temos e teremos no futuro.

O encerramento temporário das urgências pediátricas no Hospital Infante Dom Pedro – causado pela infecção de médicos deste serviço - não deixa de ser preocupante pelo que pode representar para a saúde das crianças e jovens da região, que terão que se deslocar até Porto ou Coimbra em caso de urgência. Relembramos que mais investimento, traduzido em melhores condições evitariam situações-limite, que não são aceitáveis e não podem perdurar no tempo.

A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português vem apresentar publicamente a sua preocupação e protesto, ante a situação de concentração dos serviços presenciais de três unidades de saúde (Nariz, Requeixo e Nossa Sr.ª de Fátima) em Nossa Sr.ª de Fátima.

A situação presente é altamente penalizadora para as populações daqueles territórios do Município de Aveiro, aumentando dificuldades já existentes no acesso aos cuidados de Saúde (com a devida atenção e acompanhamento clínico), num meio em que as acessibilidades já são reduzidas (nomeadamente pela quase ausência de transportes públicos), e sobre uma população maioritariamente envelhecida.

O PCP apresentou na Assembleia Municipal de Aveiro da passada sexta-feira uma Moção para que a Assembleia exigisse ao governo o fim da cobrança de portagens nas ex-SCUT, nomeadamente na A17, A25 e A29. Esta Moção foi chumbada com os votos contra do PS, PSD e CDS, clarificando que a defesa dos interesses da população de Aveiro não passa pela agenda política destes partidos.

A introdução de portagens na A17, A25 e A29 teve graves consequências para as populações e para a generalidade do tecido económico do Concelho e da Região, que viram o seu poder económico e dinamismo diminuídos. Além de agravar as dificuldades económicas dos utentes, já duramente afectados por baixos salários e rendimentos, por situações de desemprego e precariedade, esta medida conduz ao agravamento da situação económica de muitas empresas e dificulta em muito a vida de inúmeras pessoas que utilizam esta via para se deslocar diariamente para o trabalho ou para ter acesso aos serviços públicos, também eles fortemente penalizados com as opções políticas de sucessivos encerramentos de escolas, tribunais, hospitais e centros de saúde. 

Na primeira reunião Assembleia Municipal de Aveiro, ocorrida a 13 de Fevereiro, o PCP manifestou a sua oposição ao parqueamento automóvel pago em zonas do concelho que dão acesso a serviços públicos como é o caso do parque de longa duração que serve o Hospital Infante Dom Pedro e a Universidade, bem como na zona da Forca, onde se localiza a Loja do Cidadão e outros serviços públicos de interesse para os munícipes. Não sendo de interesse turístico e servindo os trabalhadores/estudantes ou utentes o PCP considera que o executivo deveria pôr fim à cobrança nestas zonas, apelando à população que se mobilize também na defesa dos seus direitos.

O PCP levou também à discussão os problemas sentidos pela população pela diminuição da qualidade do serviço prestado pela Veolia na recolha de resíduos sólidos urbanos, afectando principalmente as freguesias periféricas do Município. Assim como os problemas da Baixa de Santo António como a fraca iluminação e as suas constantes quebras, os problemas de sinalização viária, constituindo estes problemas de segurança sobre os quais é necessário a CMA intervir.

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