Aveiro

Na sequência do anúncio do encerramento de 5 balcões da Caixa Geral de Depósitos no Distrito de Aveiro, o PCP levou hoje a cabo uma acção de contacto com a população contestando uma intenção que tem como objectivo de longo prazo a destruição do próprio banco público.

No contacto com as pessoas que à hora de almoço passavam pela Ponte Praça, em Aveiro, ficou patente o descontentamento popular e o acordo com a reivindicação do PCP de uma intervenção do Governo para interromper este processo.

De facto, aquilo de que o País precisa é de uma CGD que recupere a sua missão histórica de banco público, que deve estar ao serviço do desenvolvimento e soberania nacionais, apoiando os diferentes sectores da economia, e não aquilo que os sucessivos têm feito dela: um banco de gestão igual aos bancos privados, mas com capitais públicos!

Aveiro, 22 de Junho de 2018
O Gabinete de Imprensa do PCP

 

  1. O PCP considera que a praça conhecida por Jardim do Rossio merece e carece de uma intervenção para a requalificar, revitalizar e valorizar. No entanto, entendemos que essa intervenção não pode ser dissociada do espaço envolvente (Bairro Beira-Mar, Alboi, Rua de Coimbra, ...), por um lado, e da requalificação do eixo Estação CP - Av. Dr. Lourenço Peixinho. Pelo que, a metodologia adoptada de «trabalho à peça», sem ter em conta estes elementos, não nos parece, de todo, a mais adequada;
  2. Consideramos que a Praça Jardim do Rossio, deve ser um espaço predominantemente ajardinado, de lazer e de convívio, de usufruto dos residentes da zona e da população que nos visita;
  3. O envolvimento e participação da população em todo o processo, em especial, residentes, comerciantes, associações e colectividades locais, parece-nos um aspecto fundamental a respeitar;
  4. O projecto apresentado pela CMA não responde, na nossa avaliação, aos pressupostos em cima enunciados, antes os contraria em vários aspectos.

A Comissão Concelhia do PCP vem comunicar o seu repúdio pelas declarações produzidas pelo Presidente da C. M. Aveiro, este fim-de-semana, em São Jacinto, em que qualificou de «palhaçada» e «circo degradante» as diversas intervenções políticas e cívicas em torno dos problemas da Saúde e da falta de médicos em São Jacinto e noutras freguesias do Concelho.

Para o PCP, das declarações produzidas, sobre o conteúdo e termos escolhidos, resulta desde logo a consideração de que as mesmas revelam deselegância e má-educação indignas de titulares de cargos públicos e que apenas desprestigiam as instituições por si representadas. Mais, atendendo à presença do Presidente da Concelhia aveirense do PSD na concentração da população de São Jacinto na semana passada, coloca-se-nos a dúvida se estaria Ribáu Esteves igualmente a qualificar de «palhaçada» e «circo degradante» a acção do seu dirigente partidário.

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP comunica a sua presença hoje na Freguesia de São Jacinto, no Concelho de Aveiro, em solidariedade com a luta da população e dos utentes do Centro de Saúde de São Jacinto.

A Freguesia de São Jacinto encontra-se, de momento, sem qualquer médico. Após os sucessivos cortes efectuados (e às alterações, por parte do Ministério da Saúde, no ratio utentes/médico), o Centro de Saúde de São Jacinto, que serve uma população envelhecida e particularmente isolada geograficamente, confronta-se hoje com a ausência efectiva de médico de família. Situação que já há muito se arrastava, com a colocação de um médico a tempo parcial, mas que agora se agravou e assim continuará, pelo menos, durante mais de um mês e meio, com a agravante de que com o início da época balnear a população residente aumenta substancialmente.

Testemunhos de utentes relataram situações muito preocupantes, como a falta de vigilância médica a doentes diabéticos, a incapacidade em dar resposta a consultas de planeamento familiar e até de urgência ou a ter em comparecer de madrugada (4h da manhã) à porta do centro de saúde para garantir uma consulta.

A Câmara de Aveiro não pode assobiar para o lado!

O PCP realizou hoje uma acção de contacto com a população de Aveiro alertando para a grave situação que se vive na AveiroBus - empresa da Transdev que ficou com a concessão dos transportes urbanos do concelho - que coloca em risco os motoristas da empresa, os utentes dos transportes e toda a população, em geral!

Apesar de alertada pelos motoristas e pelos seus sindicatos, a administração insiste em violar a lei e não permitir aos motoristas dos autocarros o descanso mínimo de 11 horas entre o momento em que acabam de trabalhar num dia e retomam o trabalho no outro.

Escudando-se numa norma comunitária que nem se aplica aos centros das cidades, nem estaria a ser integralmente cumprida (mesmo que se aplicasse), a Transdev sujeita os trabalhadores a períodos de descanso ilegais e manifestamente insuficientes, já que em vários casos, depois de largar o trabalho é preciso regressar a casa. Resultado: há motoristas que trabalham um dia inteiro (que chega às 15 horas, em alguns casos, por causa das pausas legais) sem ter dormido mais do que 5 horas numa noite.

O PCP entende que esta é uma situação inadmissível e, tendo em conta, o tipo de veículo conduzido e os circuitos feitos, colocando em perigo iminente a população do concelho.

O PCP chama a atenção para a inaceitável situação em que alguns profissionais do CHBV se encontram, pois chegou ao nosso conhecimento que trabalhadores estão a fazer serviço no "arquivo" do hospital, sito nas antigas instalações do Centro de Saúde Mental, em S. Bernardo, infraestrutura que não dispõe de luz, água ou instalações sanitárias.

O PCP irá solicitar esclarecimentos sobre esta situação e exigir que as referidas instalações sejam dotadas das condições necessárias de funcionamento e que a solução não se cinja a medidas paliativas ou provisórias. Este é um equipamento que exige a pronta intervenção do Governo com vista a garantir o fim da sua degradação e a sua reabilitação, dotando o concelho de Aveiro de mais uma unidade de saúde no âmbito do SNS, que tanto precisa!

Face à notícia avançada nos órgãos de comunicação social dando nota do encerramento hoje dos balcão dos CTT na Universidade de Aveiro e em Barrosinhas (Águeda), a Comissão Concelhia de Aveiro do PCP, realizou uma acção de contacto com a população do concelho, exigindo uma postura firme da autarquia contra este encerramento, que irá  sufocar dos balcões remanescentes, onde logicamente os tempos de espera aumentarão e a qualidade do serviço se degradará ainda mais – pese embora os esforços dos trabalhadores da empresa.

Realizou-se no passado sábado um convívio/magusto no centro de trabalho do PCP em Aveiro, promovido pela comissão concelhia de Aveiro do PCP, que reuniu várias dezenas de camaradas e amigos que, de alguma forma, participaram no último acto eleitoral. Tratou-se de uma iniciativa de convívio, mas também de afirmação do projecto do PCP para o país e na sua determinação em levar mais longe as reivindicações e anseios da população. A intervenção política esteve a cargo de Diana Ferreira, deputada do PCP na A.R., centrando-se em torno da proposta de Orçamento do Estado para 2018, das suas limitações, mas também valorizando o facto de este Orçamento do Estado, com o contributo do PCP, consolidar as medidas de reposição de direitos, salários e rendimentos tomadas nos últimos dois anos e dar novos passos nessa reposição. Como seja, um novo aumento das pensões e reformas, de se aliviar o IRS aos trabalhadores, particularmente aos que têm rendimentos mais baixos, ou de serem devolvidos direitos aos trabalhadores da Administração Pública.

No seguimento da intensificação da exploração e repressão sentida pelos trabalhadores da Renault Cacia no seguimento do dito "acordo de competitividade", a célula do PCP na empresa distribuiu hoje um comunicado aos trabalhadores exortando para que estes não se resignem e resistam.

No comunicado são sublinhadas as consequências já sentidas pelos trabalhadores, designadamente a quebra no prémio trimestral e a imposição de trabalho em dia feriado não remunerado (ao abrigo da "bolsa de horas"), revelando-se assim as reais intenções da empresa quando forçou os trabalhadores a votar sucessivamente este "acordo" até à sua aprovação.

A comissão concelhia de Aveiro do PCP expressa a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores da Transdev/ETAC-Empresa de Transportes António Cunha, Lda, empresa que ficou com a exploração dos transportes públicos da cidade de Aveiro, na sequência do processo de extinção da empresa municipal Moveaveiro.

Os trabalhadores da Transdev iniciam, na próxima semana, uma greve às primeiras horas da manhã, pois, entre outras matérias , são forçados a permanecer disponíveis para a empresa 12 horas por dia, quando são remunerados apenas de oito horas.

Como oportunamente o PCP alertou e a realidade está a confirmar, as consequências da concessão dos transportes em Aveiro são os atrasos sucessivos, a supressão de carreiras sem aviso prévio, o aumento das tarifas e a exploração dos trabalhadores, caindo por terra a tão apregoada solução apresentada pelo executivo PSD/CDS da Câmara Municipal de Aveiro.


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