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Hospital de AveiroO Hospital Infante D. Pedro – Aveiro vive hoje uma situação de completa ruptura em termos de pessoal médico. De acordo com informações do próprio hospital, na sequência da várias passagem à reforma e de cessação de diversos contratos, o Serviço de Ginecologia/Obstetrícia terá perdido um total de seis médicos, perda esta relativamente à qual a direcção daquela unidade hospitalar alega hoje não ter meios para ultrapassar. Estando proibida de recorrer à bolsa de recrutamento, e tendo já ultrapassado o número de horas extraordinárias legalmente admissíveis, a impossibilidade de preenchimento da escala de serviço para o mês de Novembro actualmente em curso parece ser já uma realidade de facto.

Ou seja, durante o mês de Novembro, o Hospital Infante D. Pedro – Aveiro irá funcionar em alguns períodos com um médico obstetra, e outros sem qualquer obstetra, deixando assim de garantir condições mínimas de funcionamento num dos distritos mais populosos do pais.

Perante este verdadeiro escândalo, que deixa centenas de milhares de utentes em situação de completa vulnerabilidade, o PCP, através do seu Grupo Parlamentar, irá entregar hoje mesmo na Assembleia da República um requerimento dirigido ao Ministério da Saúde onde este é questionado sobre esta situações. Com efeito, sendo assumida falta de médicos obstetras, importa saber como irão ser assistidos os pacientes internados naquele serviço, entre os quais as parturientes (mas não só) e como irão ser geridos os casos urgentes que entrem naquele serviço durante os períodos onde não foi possível preencher a escala de serviço.

O PCP considera esta situação absolutamente lamentável, representando apenas um exemplo das consequências dos cortes cegos que este Governo da Troika procura impor a todos os portugueses. O PCP espera contudo que esta situação possa ser resolvida urgentemente, a bem de todos os utentes do SNS.

Comissão Concelhia Aveiro do PCP

5 de Novembro de 2012

 

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