Actualmente a única farmácia da vila de Eixo, por dificuldade económicas, ameaça reduzir o tempo de aberturaNa sequência das crescentes dificuldades criadas pelas políticas de direita do Governo PSD-CDS, que assentam numa linha geral de empobrecimento da população, são agora as farmácias que se debatem já com problemas financeiros. E quem paga, como sempre, são as populações.

Na freguesia de Eixo, a terceira mais importante do concelho de Aveiro, com uma população composta por cerca de 9500 residentes, existe apenas um única farmácia. Esta farmácia, alegando dificuldades económicas, deixou de estar aberta ao Domingo à tarde e ameaça agora encerrar às 20h30, substituindo o atendimento pessoal que existia por um número de telemóvel para os casos urgentes, reduzindo de forma drástica o tempo de abertura.

É, aliás, incompreensível que a vila de Eixo que durante décadas dispôs de duas farmácias se veja, desde há pouco mais de dois anos, servida apenas por uma única farmácia. Com o seu território e população, na freguesia de Eixo, o acesso ao medicamento que era assegurado por duas farmácias está, neste momento, limitado a um estabelecimento exíguo e, ainda por cima, com um horário de abertura em fase de diminuição.

A este propósito, o PCP, através do seu eleito na Assembleia Municipal, António Salavessa, esteve esta semana reunido com a Junta de Freguesia de Eixo para analisar este problema. Sendo conhecidos os vários constrangimentos impostos pelos cortes no rendimento das pessoas, o PCP entende que as populações não podem ficar ainda mais prejudicadas com estas medidas, para mais num assunto tão delicado como é este, relacionado com o acesso à saúde e ao medicamento.

Numa matéria tão complexa quanto esta, em que se cruzam aspectos específicos da regulamentação de abertura de estabelecimentos farmacêuticos, com aspectos mais gerais que tem a ver com a progressiva desregulamentação parcial da venda de medicamentos, ainda para mais num quadro fortemente recessivo que restringe fortemente a compra de medicamente por parte de quem precisa, o PCP compromete-se a levar este problema quer à Assembleia Municipal de Aveiro, quer à Assembleia da República, no sentido de salvaguardar a qualidade de vida das populações.

Por último, o PCP estranha que,tendo sido todos os Grupos Parlamentares informados desta situação pela Junta de Freguesia de Eixo, os partidos maioritariamente votados nesta Freguesia ainda não tenham tomado posição em defesa da População.

A Comissão Concelhia de Aveiro

7 de Dezembro de 2012

Para o topo