Aveiro

A seu pedido, uma delegação do Ciclaveiro foi recebida por uma delegação composta por membros da Direcção da Organização Regional e da Comissão Concelhia de Aveiro com Manuel Reis, Filipe Guerra e Tiago Vieira. Originada num projecto de iniciativa de cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte no seu dia-a-dia, esta Associação formalizou-se recentemente. Este encontro com o PCP faz parte de um conjunto de iniciativas de apresentação e sensibilização junto dos diversas entidades que intervêm sobre a utilização do espaço público, com especial atenção às necessidades relacionadas com a mobilidade.

As questões da mobilidade têm sido objecto muito presente na reflexão e intervenção do PCP. Filipe Guerra, eleito pelo PCP na Assembleia Municipal de Aveiro, exemplificou alguns casos traduzidos em intervenções específicas a nível autárquico. A destruição da Moveaveiro demonstra como falaciosos foram os argumentos usados pelos sucessivos executivos camarários que, ao longo de décadas, foram afastando os serviços municipalizados de transportes de Aveiro da esfera do controlo democrático, acenando com melhorias de acessibilidades.

Nas últimas semanas, muito se tem dito e escrito sobre a situação do CHVBV. Perante isto, é evidente que as escalas de médicos do serviço de urgência do CHBV têm estado incompletas, comprometendo os cuidados prestados à população. Houve alguns turnos em que esteve escalado apenas um cirurgião, ao invés dos três que legalmente deveriam estar de serviço. Isto leva inclusivamente a que seja alterada a orientação de doentes urgentes a nível nacional, uma vez que nestes turnos o CHBV deixou de ter capacidade para atender politraumatizados graves.

Também na escala de Medicina Interna há graves lacunas, havendo turnos por preencher e estando por vezes escalado um interno do primeiro ano da especialidade no lugar de um especialista. Como resultado, há sobrecarga de trabalho para os restantes especialistas escalados e atrasos no atendimento dos doentes.

O PCP salienta também a falta das especialidades de Urologia e Neurologia no serviço de urgência (esta última apenas disponível 12h por semana), o encerramento da Consulta Urgente de Otorrino e a irregularidade da escala de urgência de Oftalmologia.

No passado dia 3 de Novembro, teve lugar uma reunião entre o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro – Ribau Esteves – e os trabalhadores da Move Aveiro (transporte rodoviário e fluvial e estacionamentos).

Este encontro serviu para confirmar o que já se esperava: apostada na destruição da Move Aveiro, a maioria PSD/CDS, liderada por Ribau Esteves, vem agora apresentar aos trabalhadores uma proposta que poderá representar um futuro de perda de direitos e, em alguns casos, mesmo de emprego.

Assim, invocando o “cumprimento da lei” para procurar afastar de si a necessária avaliação política de todo este processo, a Câmara vai colocar-se na intermediação da passagem de alguns trabalhadores para os operadores privados que assumirão os serviços concessionados. No que toca aos restantes trabalhadores, alguns serão integrados nos serviços camarários.

Boletim da Comissão Concelhia de Aveiro do PCP

A Organização Concelhia de Aveiro publicou em Março mais um número do seu boletim «Moliceiro de Abril»!

Nesta edição destaca-se que no processo do FAM, Ribau Esteves e a sua maioria PSD/CDS demonstram não só uma profunda insensibilidade social como também manifesta incompetência na elaboração do programa, numa linha de orientação que favorece grandes interesses privados em detrimento do interesse público, como é o caso do desmantelamento da Moveaveiro. A CMA não tem condições enquanto autarquia para assegurar as suas responsabilidades legais em relação aos animais, não havendo centro de recolha oficial para animais no concelho de Aveiro. Trata-se de um problema de segurança e saúde públicas que mereceu proposta do GP do PCP no sentido da criação de uma rede de centros oficiais de recolha de animais e a criação de mecanismos legais que estimulem campanhas de esterilização e de vacinação.

Em defesa da Saúde, lutar pelo Serviço Nacional de Saúde! caracteriza a situação actual neste sector no distrito, concluindo para o PCP a saúde é um direito humano e constitucional, não é um negócio. A competição entre unidades de saúde levará à destruição das mais periféricas, à desregulação laboral com prejuízo dos trabalhadores e em última análise ao favorecimento das clínicas privadas.

 

No passado dia 2 de Março, Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, veio servir-se do aniversário do Centro Hospitalar do Baixo-Vouga para anunciar negociações para abertura de um novo hospital privado em Aveiro.

O PCP não pode deixar de assinalar esta provocação do edil aveirense - vir ao aniversário de uma instituição pública vangloriar-se de mais uma machadada no SNS.

No entanto, mais significativo que a falta de gosto de Ribau Esteves, o que importa sublinhar é o florescimento do negócio privado em torno da saúde, que só cresce por via das insuficiências do SNS - não apenas no nosso concelho, mas por todo o País. Relembramos que são muitos os casos que atestam que as instituições privadas de saúde apenas servem para encher os bolsos dos seus donos/accionistas e, quando as situações se agudizam para os doentes, procuram sempre desviar para os serviços públicos a sua resolução.

Saiu mais um número do boletim da célula do Hospital de Aveiro do PCP. Dedicado à questão das 35 horas e análise da da situação política nacional que decorre das eleições de 4 de Outubro e formação de Governo do PS, este continua a ser um veículo privilegiado de informação e esclarecimento dos trabalhadores.

disponível aqui para descarregar em formato pdf.

O Executivo Municipal de Aveiro, de maioria PSD/CDS liderado por Ribau Esteves mostra-se incapaz de resolver os principais problemas do Município, como comprovam as recentes notícias que registam a concessão de serviços públicos de transporte da MoveAveiro, bem como o chumbo do FAM.

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP considera que o negócio em vias de realização de concessão da MoveAveiro à Transdev, confirma a incapacidade do actual Executivo em prover um serviço público de transporte aos aveirenses. Ao invés realiza uma concessão, em segunda tentativa em condições financeiras e económicas ainda mais favoráveis ao concessionário, em que ao melhor estilo das PPP ao concessionário se asseguram rendas fixas pagas pela autarquia ficando os lucros do serviço nas mãos privadas. Este negócio não assegura um serviço público à escala concelhia, nem a renovação da frota. A única posição assegurada é a indemnização que a autarquia assume.

Boletim da Concelhia de Aveiro do PCP

Moliceiro de Abril, Dez 2015A Organização Concelhia de Aveiro publicou hoje mais um número do seu boletim «Moliceiro de Abril»!

O presente número debruça-se sobre os desenvolvimentos da situação no concelho de Aveiro, abordando ainda a recente vitória dos trabalhadores da Câmara Municipal. São ainda focados aspectos da situação internacional e dado destaque à candidatura de Edgar Silva à Presidência da República.

Rasgando todos os compromissos eleitorais assumidos nas últimas Eleições Autárquicas, na sessão da Assembleia Municipal extraordinária de 13 de Novembro de 2013, a maioria PSD/CDS aumentou gravemente os impostos sobre a vida económica e social do município.

Com efeito, foi aprovado apela maioria a colocação em taxas máximas o Imposto Municipal de Imóveis, Derrama, IRS e Taxa Municipal de Direitos de Passagem. Nem a descida da taxa do lixo, propagandeada como uma grande medida, pode iludir os restantes aumentos e, em particular o fortíssimo impacto que terá sobre milhares de aveirenses a colocação à taxa máxima do IMI.

O Centro de Saúde de Aveiro voltou a fazer notícia pelas piores razões, perante o encolher de ombros dos responsáveis. A situação que se verificou nos últimos dias, em que o Centro de Saúde foi inundado por degradação do edifício, é inaceitável e demonstra a estratégia dos sucessivos governos para desmantelar o Serviço Nacional de Saúde. Degradam-se os serviços para que os utentes procurem outras alternativas e depois encerram-se os serviços porque não têm procura.

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