DORAV

Inserido na jornada de trabalho nas áreas afectadas pelos incêndios de Outubro de 2017, uma delegação do PCP, que contou com a presença da deputada Diana Ferreira, esteve hoje reunida com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Aveiro (CDOS) e visitou uma das empresas atingidas pelos incêndios no concelho de Vagos.

No encontro com o CDOS foram levantadas algumas preocupações em torno da alteração da paisagem no distrito, com áreas florestais, cada vez maiores, em que a espécie dominante é o eucalipto, em torno do abandono da agricultura, em torno de problemas no ordenamento do território e, sobretudo, na falta de meios humanos para responder às várias situações, incluindo na área da prevenção. Particular ênfase foi dada às condições de trabalho que é necessário dar resposta (em termos remuneratório, mas também de carreira) para assegurar que, no terreno, se efective a capacidade de vigilância e de resposta rápida, crucial no ataque aos incêndios florestais.

Na reunião e visita à fábrica de plásticos J. Prior, foi salientada a rápida e eficaz resposta dos diferentes organismos públicos envolvidos no programa de apoio às empresas, mas alguma dificuldade, nos tempos de reposta, por parte de algumas companhias de seguros. Por outro lado, foi chamado à atenção para as zonas industriais, muitas delas sem as infra-estruturas necessárias para dar resposta a situações de emergência - acessos rodoviários, pontos de água - e mesmo para as corporações locais de bombeiros que não têm o material adequado para o combate às ocorrências tendo em conta o tipo e a diversidade de matéria combustível em cada uma das empresas presentes nessas zonas industriais.

Realizou-se no passado sábado, dia 7, em Oliveira de Azeméis, o Convívio Regional de Aveiro do PCP que reuniu algumas centenas de pessoas entre simpatizantes e militantes do Partido. Iniciativa de confraternização animada musicalmente pelo jovem Miguel Araújo que revisitou alguns dos principais temas de música de intervenção cuja actualidade permanece e se manifesta quais rebentos novos em planta viva e vigorosa. O ambiente bucólico, do Parque Urbano de Cavaleiros em Santiago de Riba-Ul, assim o sugere por ali brotando, de novo, a frescura das gentes e dos ideais que animam este colectivo na sua nobre missão.

O comício contou com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário Geral, que sublinhou a prioridade do PCP na defesa, reposição e conquista de direitos, no quadro da discussão do Orçamento Geral do Estado para 2019, não cedendo à chantagem com que alguns pretendem que o PCP assine qualquer outra coisa.

Uma vez mais o PCP prestou homenagem a Ferreira Soares, o Dr. Prata assim conhecido, no dia em que fez 76 anos do seu brutal assinato pelas mãos de uma brigada da PVDE, no dia 4 de Julho de 1942.

O médico comunista foi homenageado no cemitério de Nogueira do Cravo, Santa Maria da Feira com a participação de dezenas de militantes e simpatizantes comunistas bem como de alguns familiares, nomeadamente filhos e neta e com a participação de Mafalda Guerreiro membro do Comité Central do PCP.

Ferreira Soares era um destacado quadro do PCP, membro do Comité Regional do Douro, forçado à clandestinidade, foi ajudado pelo povo de Nogueira da Regedoura, que lhe assegurou durante anos abrigo e comida e zelou sempre pela sua segurança. A este gesto respondeu sempre com a sua solidariedade, nunca negando apoio médico gratuito a esta humilde população. No seu funeral, e apesar da intimidação policial, acorreram «milhares de pessoas», destacou a edição clandestina do jornal Avante! na altura.

No passado dia 2 de Julho, uma delegação do PCP, com a presença da deputada na Assembleia da República, Diana Ferreira, realizou visitas à DocaPesca e ao Porto de Aveiro.

A Docapesca, empresa do Sector Empresarial do Estado, tutelada pelo Ministério do Mar, tem a seu cargo o serviço público da prestação de serviços de venda de pescado, bem como o apoio ao sector da pesca e respectivos portos.

A Segurança Alimentar, tratando-se de uma questão de saúde pública, é transversal a toda a empresa: a concepção das infraestruturas e equipamentos, a higiene e segurança das instalações, equipamentos e trabalhadores e a formação profissional, são elementos que fazem parte das boas prácticas da Docapesca, como garantia da aplicação das regras de higiene e segurança alimentar impostas pela legislação em vigor.

No entanto, contrariamente a todas estes importantíssimos pressupostos a DGV (Direcção Geral de Veterinária) retirou o médico veterinário que lá estava colocado, pondo em causa a saúde pública por dificuldades manifestas de fiscalização de todo o pescado. Tal decisão é mais um elemento de confirmação do que o PCP vem afirmando: a submissão do País aos ditames de uma dívida insustentável e de um garrote como défice é contrário o interesse nacional e coloca gravíssimas limitações ao desempenho pleno das funções sociais do Estado e, por isso, não serve para desenvolver o País.

Na manhã de dia 29 de Junho, uma delegação do PCP juntou-se ao protesto das trabalhadoras da FERLIMPA, concentradas à porta do Hospital Infante D. Pedro (Hospital de Aveiro), instituição onde asseguram o serviço de limpeza.

Ficou bem patente nesta concentração que não faltam razões para a indignação das trabalhadoras. Dos salários pagos fora de tempo, ao incumprimento do contrato colectivo, passando pelos episódios de repressão e assédio, sem esquecer o exercício de funções que não são de limpeza (como jardinagem!) e a insalubridade para trabalhadores e utentes do Hospital que significa a circulação por jardins exteriores e áreas reservadas a doentes de risco sem qualquer alteração de uniforme, tudo acontece no quotidiano destas trabalhadoras.

No entender do PCP, esta é uma situação duplamente grave. Primeiro, porque se trata de uma conduta completamente ao arrepio das leis, o que agrava ainda mais a situação de exploração destas trabalhadoras já tão fustigadas por um trabalho duro por um salário tão baixo. Segundo, e não menos grave, porque tudo isto ocorre no interior de uma instituição pública e, ainda por cima, com as especificidades de um hospital!

É com pesar que o Secretariado da DORAV comunica o falecimento de Luís Filipe Toca Quintino.

Luís Filipe Toca Quintino aderiu ao Partido Comunista Português em 1972.

Nascido a 24 de Junho de 1950 em Benavente, enquanto estudante participou no movimento associativo estudantil no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Em 1970 emigrou para a Holanda e aí fez parte da Comissão de Apoio aos Presos Políticos e do movimento associativo de emigrantes desertores e refratários portugueses.

Em 1974 regressa a Portugal e em Dezembro desse ano integra o quadro de funcionários do PCP.

Foi membro do Comité Local de Lisboa entre Setembro de 1974 e Fevereiro de 1975, integrando a partir dessa altura a Comissão Distrital de Aveiro. Em 1979, integra a Comissão Distrital de Viseu, regressando a Aveiro em 1981.

Foi membro da Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, do seu Executivo e Secretariado, onde foi responsável por diversas organizações concelhias, das quais se destaca a de Santa Maria da Feira, de que foi responsável por mais de duas décadas, e por frentes de trabalho específicas, nomeadamente as Autarquias, e o sector Corticeiro.

Actualmente Luís Quintino desenvolvia tarefas no plano do trabalho central do Partido.

O Secretariado sublinha o papel e o empenho de Luís Quintino na luta pela liberdade pela democracia e pelo Socialismo.

O Secretariado do DORAV

 

Os trabalhadores do Centro Hospitalar do Baixo Vouga foram confrontados esta manhã com o facto de os seus salários não terem ainda sido processados.

Esta falha é particularmente grave por se tratar de algo que não é sequer inédito na história recente desta instituição. A isso acresce o facto de, neste caso, se tratar de um mês em que, além dos salários, os trabalhadores devem receber os subsídios de férias.

Tratando-se hoje de uma quinta-feira é imperativo que os salários sejam recebidos no dia de amanhã sem falta, sob pena de muitos trabalhadores se verem na impossibilidade de satisfazer compromissos da sua vida pessoal.

O PCP questionará novamente o Ministério da Saúde para que se apure cabalmente as causas desta falha do CHBV e se tomem as medidas necessárias para que ela não aconteça novamente.

Flávio Sardo foi um notável anti fascista aveirense. Nos tempos da ditadura participou activamente na oposição ao regime, sendo um dos organizadores do II Congresso Republicano e do III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro. Deste, realizado em Abril de 1973, saíram contributos fundamentais para levar a cabo o 25 de Abril de 1974.

Após a Revolução assumiu a presidência da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Aveiro, sendo um dos obreiros das boas condições proporcionadas para as primeiras eleições autárquicas de 1976.
Sempre foi um democrática, desenvolvendo ao longo da sua vida uma postura de esquerda.
Mais recentemente participou em sessões evocativas dos 45 anos do II Congresso Republicano de Aveiro promovida pela URAP em Dezembro de 2014 e nas dos 40 anos e 45 anos do III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro promovidas respectivamente pelo NAM e pela URAP.

Faleceu a 20 de Junho de 2018

 

No âmbito da campanha do PCP “Mais Investimento, mais profissionais para o Serviço Nacional de Saúde” uma delegação de Albergaria-a-Velha do PCP visitou o USF D. Tereza onde se reunião com a Coordenadora desta unidade, Dra. Helena Melo.

A USF D. Tereza em Albergaria-a-Velha está a funcionar mal por falta de pessoal médico e administrativo. Neste momento tem 3 médicos e 3 administrativos quando para funcionar bem deveria ter 6 médicos e 6 administrativos. Situação que tende a agravar-se pois um desses médicos pediu a reforma há um ano, que a qualquer momento lhe pode ser concedida.

As instalações estão degradadas, com o aquecimento avariado, paredes danificadas e a cobertura deixa entrar a água da chuva, até nos gabinetes onde decorrem as consultas.

De acordo com a informação dada pela Dra. Helena Melo, a USF D. Tereza neste momento não funciona, pois não tem autonomia sequer para mandar arranjar um vidro partido, não pagam as despesas correntes de água, luz, etc., pois está tudo centralizado. E mais grave ainda, não podem contractar médicos nem funcionário, pois estão pendentes da autorização da Administração Regional de Saúde.

O PCP inicia hoje uma jornada de uma semana em defesa do Serviço Nacional de Saúde, com o lema “A Saúde é um direito, Não é um Negócio” que teve o seu início no distrito de Aveiro com uma distribuição do panfleto nacional a profissionais e utentes do Centro Hospitalar entre Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira.

As dificuldades que se vivem hoje no acesso aos cuidados de saúde, fruto de uma prolongada ofensiva, fundamentalmente através de diversos encerramentos de unidades de saúde, da privatização de serviços e da falta de investimentos públicos fundamentais para a sua manutenção e melhoria levam a que seja urgente uma resposta em defesa do SNS.

Durante o contacto com os trabalhadores e utentes desta unidade hospitalar houve a possibilidade de se partilhar as principais preocupações e problemas vividos no quotidiano deste hospital nomeadamente, a falta de auxiliares e enfermeiros, a sobrelotação e a dificuldade de dar resposta às necessidades básicas.

É notório que a dimensão desta unidade está aquém das necessidades uma vez que aquando da sua construção a resposta que estava no seu âmbito era mais reduzida, tendo hoje, após os encerramentos de outros hospitais em concelhos vizinhos concentrado os serviços. Desde o parque de estacionamento que não consegue dar resposta a todos os funcionários e utentes, à falta de camas e pessoal, bem como à resposta incapaz do Serviço de Urgênci0a, sendo fundamental tomar medidas que possam dar resposta às principais preocupações de utentes e profissionais de saúde.


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