No âmbito da campanha do PCP “Mais direitos, mais futuro, não à precariedade” desenvolveu-se mais uma acção de contacto com trabalhadores, desta vez na Lusiaves/Avisabor em Pardilhó (Estarreja), onde a precariedade impera.

Nesta acção de contacto os trabalhadores relataram muitas das situações vivenciadas diariamente nesta empresa, que se prendem com a inexistência de um horário de trabalho fixo, uma vez que estes trabalhadores só sabem o seu horário de entrada, mas nunca sabem a hora de saída. Situações de atraso nos transportes dos produtos da empresa e avarias na maquinaria, que em nada dependem directamente dos trabalhadores, mas interferem no seu horário laboral, verificando-se por inúmeras vezes jornadas de 12 ou mais horas diárias. A isto acrescem frequentes ocasiões de incumprimento das pausas consagradas na lei.

A exploração assume ainda piores contornos se for tido em conta que o quadro é completado por: baixos salários (salário mínimo nacional é a regra); proliferação de contratos a prazo para desempenho de funções permanentes; trabalho em dias de feriado não pagos de acordo com a lei; ritmos de trabalho de grande intensidade; e, a "cereja no topo do bolo", as constantes situações de assédio que visa os trabalhadores.  

As palavras polidas e as campanhas de marketing da empresa contratastam de forma gritante com a realidade. Neste como em tantos outros casos, a necessidade da luta dos trabalhadores contra estas atrocidades é fundamental para que assim consigam fazer valer os seus direitos derrotando estas situações de verdadeira injustiça. 

Aveiro, 20 de Maio de 2016
Gabinete de imprensa da DORAV do PCP

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