Uma delegação do PCP esteve mais uma vez na Grohe Portugal - Componentes Sanitários, em Albergaria-a-Velha, numa acção de contacto com os trabalhadores no âmbito da campanha " Valorizar os trabalhadores, mais força ao PCP!"

A Grohe é uma empresa cujo volume de vendas tem vindo sempre a crescer, crescimento esse que assenta na exploração dos seus trabalhadores, no aumento da precariedade e nos exigentes ritmos de trabalho. Se é verdade que o salário mínimo nesta empresa é de 600€, é importante notar que a progressão na carreira não obedece a critérios objectivos nem transparentes, levando a que haja situações de trabalhadores com antiguidades muito diferentes na empresa a auferir exactamente o mesmo salário.

Os aumentos salariais são feitos com base na avaliação dos trabalhadores, sendo esta avaliação muitas vezes discriminatória, pois tem como critérios não apenas a assiduidade, como também a produtividade, a disponibilidade e a "flexibilidade". Ora, traduzindo para termos práticos, tal significa que do que se trata é da promoção da competição entre trabalhadores e da sua aceitação de ritmos de trabalho mais e mais intensos, bem como de propostas de trocas de turnos ou desregulação horária. Tal facto, desde logo inaceitável para quem tem compromissos familiares, introduz uma lógica de premiar a aceitação da exploração ao invés da desejável (e expectável para quem acumula anos e anos de lucros!) promoção da qualidade de vida dos trabalhadores, cuja felicidade e bem-estar contribuiria, por certo, também para melhor laboração da própria empresa.

Este é mais um exemplo da necessidade das alterações à legislação laboral que o PCP propõe e pelo qual apelamos aos trabalhadores que se organizem e lutem, pois é esse é o único caminho para vencer.

Aveiro, 29 de Março de 2018
O Gabinete de Imprensa da DORAV do PCP

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