Uma delegação do PCP esteve em contacto com as trabalhadoras da empresa de confecções, LISIL - Manuel Ferreira Marques, Lda., em Oliveira do Bairro para dar a conhecer a campanha do PCP "Valorizar os trabalhadores, mais força ao PCP!"

Na LISIL trabalham cerca de 100 mulheres e cerca de 50% da força de trabalho tem contratos a prazo, sendo dispensadas quando atingem o limite permitido por lei, para darem lugar a novas trabalhadoras então recrutadas para as mesmíssimas funções. Ou seja, pela prática fica demonstrado que estes postos de trabalho são permanentes, pelo que devem ter contratos efectivos.

De resto, o próprio contingente de trabalhadores deveria ser maior. Prova disso é que as trabalhadoras costumam fazer horas extraordinárias para poderem entregar as encomendas a tempo e horas.

A isto acresce que na LISIL o único salário é o salário mínimo estabelecido pelo contrato colectivo de trabalho, independentemente da categoria profissional. Na verdade, este só é pago porque a empresa a isso foi obrigada e a prová-lo está o facto de, até ao momento, estas trabalhadoras terem estado a receber mais 16€/mês de retroactivos, que a empresa foi forçada a restituir uma vez que esteve a pagar abaixo do salário mínimo durante um longo período de tempo!

Como se tal não fosse já bastante, a pressão psicológica é o dia a dia desta empresa onde existem metas de produção que têm de ser cumpridas sem terem em conta se o que está a ser fabricado é o mais elaborado ou não. Esta pressão coloca as trabalhadoras a competirem entre si e a aceitarem ritmos de trabalho mais intensos, colocando em causa a sua saúde física e psicológica.

São garantidos por ano 10 dias de férias, quando a empresa fecha no mês de Agosto, mas a pressão para regressarem ao trabalho quando estão a gozar as restantes férias devidas é grande, assim como, a pressão para não faltarem para dar assistência a filhos menores, provando que as máquinas sem a força de trabalho destas trabalhadoras produzem zero.

Para o PCP é urgente acabar com a precariedade, é urgente o aumento dos salários, como forma de respeito pelos direitos dos trabalhadores, mas também, como alavanca para o desenvolvimento social e económico do país.
 

Aveiro, 6 de Abril de 2018
O Gabinete de Imprensa da Dorav do PCP

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