Segundo foi possível apurar pelo PCP, a CGD prepara-se para encerrar 5 balcões no distrito de Aveiro!

Esta decisão merece a mais firme oposição do PCP, uma vez que contraria os interesses das populações e das empresas (particularmente das micro, pequenas e médias), conduzindo à supressão de diversos postos de trabalho e apenas contribuindo para colocar mais pressão e congestionar os restantes balcões.

Entre os balcões na calha a encerrar, encontra-se inclusive o edifício sede da CGD em Aveiro, que, ao que foi possível apurar, será convertido em unidade hoteleira, sendo que alguns dos seus trabalhadores foram já transferidos para o Porto e Coimbra. Estão também na lista os balcões da Universidade de Aveiro, Avanca (Estarreja), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis) e Rio Meão (Santa Maria da Feira).

O PCP rejeita quaisquer critérios economicistas na administração de uma entidade pública como a CGD. Porém, neste caso, é ainda mais grave pois estes critérios não podem ser aplicados, por se tratar de áreas densamente povoadas, com relevante actividade económica. Torna-se evidente que o que está em causa é uma política de desmembramento e desvalorização da CGD, numa autêntica operação de gestão danosa, para não dizer eivada de objectivos que pretendem retirar a CGD da esfera pública.

O PCP considera que à CGD cabe um papel de serviço público, corresponde aos interesses da economia nacional e do desenvolvimento do país e, perante a gravidade da situação, o seu grupo parlamentar na Assembleia da República vai confrontar o Governo acerca desta matéria, exigindo a pronta intervenção para interrupção deste processo. De igual modo, o PCP apela às populações visadas que não se resignem e lutem, demonstrando vivamente a sua indignação, pois apenas a força do povo pode impedir mais esta machadada na soberania do País.

Aveiro, 16 Junho de 2018
O Gabinete de Imprensa da DORAV do PCP


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