Uma delegação do PCP acompanhou o primeiro dia da jornada de luta, que contou, esta quinta-feira, com a extraordinária adesão à greve dos trabalhadores da produção da Renault Cacia (80% no turno da noite e mais de 90% no turno das 6h), que permaneceram à porta da empresa, reivindicando os seus direitos e exigindo respeito por parte da administração.

A degradação das condições de trabalho, nomeadamente a redução das remunerações, a retirada de prémios, o não cumprimento da GSI (Gestão Salarial Interna) aos seus trabalhadores, os intensos ritmos de trabalho e horários desregulados, a pressão, a repressão no local de trabalho, além da existência de um grande número de trabalhadores temporários (30% da mão-de-obra são trabalhadores temporários, percentagem que já se mantém há vários anos), sendo que estes trabalhadores respondem a necessidades permanentes da empresa.

O cumprimento dos direitos dos trabalhadores da Renault Cacia, a sua valorização salarial, a existência de um vínculo efectivo, horários que garantam a conciliação entre o trabalho e a vida pessoal e familiar, bem como o fim da
caducidade da contratação colectiva são fundamentais para assegurar direitos e melhores condições de trabalho.

O PCP manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores em luta e reitera o compromisso de intervir nas várias instâncias na exigência do cumprimento desses direitos.

Gabinete de Imprensa da DORAV
Aveiro, 7 de Novembro de 2019

 

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