Aspecto geral do comicio durante a intervençao de Jeronimo de Sousa No passado Sábado, dia 20 de Março, pelas 15 horas, o Secretário-geral do PCP deslocou-se aos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira para a realização de um comício inserido na campanha em curso "Lutar contra as injustiças, exigir uma vida melhor!".
À hora marcada já os corredores da colectividade, e a própria sala, se encontravam repletos por algumas centenas de participantes no comício vindos de São João da Madeira e do resto do Distrito de Aveiro.

 

O comício iniciou-se com um pequeno momento musical, seguido da declamação do poema, de Ary dos Santos, "A fábrica". A primeira intervenção no comício coube a Diogo D'Ávila da Organização Regional de Aveiro da JCP, que apontou as crescentes dificuldades que os sucessivos governos de direita tem imposto à juventude, como o aumento das propinas, os baixos salários, a precariedade ou a redução de liberdades e garantias democráticas, sublinhando, também, o compromisso da JCP com as lutas que aí se avizinham no Ensino Secundário, Superior e na jornada de 26 de Março.


A segunda intervenção no comício foi de Fátima Guimarães, da Comissão Concelhia de São João da Madeira e do Executivo da DORAV do PCP, que fez uma referência ao património histórico de intervenção do PCP e dos seus militantes, cuja luta, naquele concelho, remonta desde os anos trinta do século passado até aos dias de hoje. Fátima Guimarães fez a ponte entre as históricas lutas dos trabalhadores sanjoanenses, e consequente repressão fascista, com as batalhas que actualmente se travam no Concelho em defesa da produção, do emprego, dos salários e direitos sociais, contra a precariedade, pela ruptura e mudança de políticas e o forte compromisso que a organização local do Partido mantém com os trabalhadores e populações do Concelho.


A última intervenção da tarde coube ao Secretário-Geral do Partido, Jerónimo de Sousa. Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa referiu as injustiças resultantes do PEC, os projectos de privatização(que assinalou até já receberam a critica de Mário Soares ou Manuel Alegre), as injustiças fiscais, as contradições resultantes de um projecto que acentua as injustiças sociais e que apenas serve os interesses do capital. Em São João da Madeira, não deixou de referir o flagelo social iminente com a destruição da empresa metalúrgica Oliva "A Oliva é de importância estratégica para o país, mas em vez de termos um Governo empenhado na sua viabilização, vemo-lo indiferente quanto à situação destes novos desempregados e ao desaparecimento desta importante unidade de produção". Além do PEC do Governo PS/Sócrates e da situação social em São João da Madeira, Jerónimo de Sousa referiu os dramáticos números do aumento de desemprego e os seus responsáveis políticos "Foram os Governos PSD/CDS/PS que nos fizeram perder 22 mil postos de trabalho na indústria. Um país que destrói isto é um país sem futuro condenado ao atraso, e isso é da responsabilidade desses partidos."
A terminar a sua intervenção, o Secretário-Geral expressou o reconhecimento que importantes sectores sociais fazem do papel e intervenção do Partido e, ainda, o empenhamento do Partido no Distrito de Aveiro e no país em prosseguir o combate contra o PEC, as injustiças e as políticas de direita, por um Partido mais forte, pelas rupturas e mudanças cada vez mais urgentes para um país com futuro.

 

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