Num quadro de ofensiva geral contra os direitos de quem trabalha que procura, designadamente, desviar parcelas crescentes da renda do trabalho para tapar os colossais buracos do sector financeiro, os professores e investigadores da Universidade de Aveiro mobilizam-se para as lutas que importa levar por diante em defesa de um ensino universitário público, acessível a todos e independente do poder económico.

Importa lembrar que a Universidade de Aveiro foi pioneira na passagem a fundação, aceitando de barato as promessas governamentais ao abrigo de um contrato-programa assinado em Setembro de 2009 com o então ministro Mariano Gago. Desta aventura fundacional, sobram as promessas por cumprir, o regresso da Universidade de Aveiro ao perímetro do orçamento de estado em 2012, por manifesta falta de receitas próprias, e as perspectiva de mais cortes e ameaças em linha com as actuais politicas recessivas deste governo.

Depois do corte de salários, do aumento de impostos, do roubo dos subsídios de férias e de Natal e do congelamento de todas as promoções, surge agora uma proposta de prestação de serviço docente que abre portas à duplicação da carga lectiva, num corolário lógico de quem já assumiu no seu orçamento um corte de 2,5% na massa salarial. Com a aprovação deste regulamento, é óbvio que a excepção passará rapidamente a regra, significando a prazo o despedimento de largas dezenas de professores. Neste sentido, os professores e investigadores comunistas da Universidade de Aveiro, que marcaram presença na grande manifestação de Sábado passado, continuarão a lutar, exortando toda a comunidade académica, juntamente com o seu sindicato de classe, a tomar partido contra este regulamento, desde já no próximo plenário de dia 15/2, convocado pelo SPRC, onde serão analisados todos os aspectos do documento e consideradas possíveis formas de luta.

Aveiro, 12 de Fevereiro de 2012

Colectivo dos Professores e Investigadores Comunistas da Universidade de Aveiro

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