Espinho

1 – A Câmara Municipal de Espinho (PSD) resolveu cortar um enorme número de árvores na rua 19 e em outros pontos da cidade para construir as anunciadas ciclovias.

2 – Este abate dos negrilhos, verdadeiro património de Espinho, foi escondido de todos os espinhenses e da própria Assembleia Municipal.

3 – Para lá da existência de financiamento europeu para ciclovias (e não para outros fins de resolução urgente para Espinho ou para Portugal), não se conhece um estudo e/ou pensamento sério acerca dos atuais problemas da Mobilidade no Concelho, por parte deste executivo (PSD) ou do anterior executivo municipal (PS).

4 – A Câmara PSD vai tentar, com o financiamento das ciclovias, pagar também as velhas e rotas condutas de água que há muito deveriam estar remodeladas. Dividindo o mesmo financiamento por ciclovias e condutas de água, presume-se que ambas primarão pela má-qualidade de materiais e de empreiteiro, lembrando a remodelação urbana “José Mota/PS”.

Foi inaugurada no passado sábado - 20 de Maio -, no Centro Multimeios de Espinho, a exposição do PCP que assinala o centésimo aniversário da Revolução Socialista de Outubro. A ocasião foi participada por dezenas de espinhenses que puderam tomar parte nos dois momentos da iniciativa: primeiro, o debate sobre o tema, em seguida, um concerto evocativo, pelo "Trio com Paredes de Vidro".

No debate, que contou com o dirigente comunista João Frazão como orador principal, sublinhou-se um carácter absolutamente extraordinário do conjunto de conquistas que, em todos os campos, a Revolução de Outubro trouxe não apenas à Rússia (posteriormente União Soviética), mas a todo mundo. Abordou-se ainda o indispensável contributo dado pela URSS para impedir o nazi-fascismo de proliferar à escala planetária, bem como o desequilíbrio internacional que o desaparecimento da União Soviética trouxe e como isso fez do mundo um lugar mais inseguro.

A Presidente da Assembleia Municipal de Espinho, dra. Filomena Maia Gomes, eleita pelo PS, informou os respectivos vogais, por e-mail e no final do dia 21 de Abril passado, do cancelamento da sessão dedicada ao 25 de Abril, prevista como habitualmente para o próximo sábado.

Perante este facto a Comissão Concelhia de Espinho do PCP vem protestar publicamente e expor os seguintes argumentos:

1 – A Assembleia Municipal de Espinho deve comemorar condignamente a data que lhe deu origem, substância e método de trabalho: foi o 25 de Abril que nos trouxe a Democracia e o Poder Local;

Na sequência de um protesto de trabalhadores do INEM em Espinho, veio a público a intenção do INEM de dar a ambulância que faz serviço no nosso concelho aos Bombeiros.

Sendo muito nobre o princípio de apoiar mais o importantíssimo trabalho dos bombeiros – confrontados com falta de meios, por via da errada política de direita de PS, PSD e CDS, há anos –, esta é, porém, uma decisão profundamente inconsequente, errada e de difícil explicação lógica.

O dia 26 de Janeiro de 2018 ficará na história do Concelho de Espinho, como o dia em que a Assembleia da República decidiu a reabertura da Urgência do Hospital de Espinho.

A reabertura foi aprovada no seguimento da apresentação por parte do PCP de um projecto de recomendação a defender esta medida urgente, ao qual se associaram posteriormente PEV e BE.

É uma vitória do PCP, mas, antes de tudo, trata-se de uma vitória do povo de Espinho, que saudamos calorosamente. Foi ele, com a sua abnegada luta durante anos e, de forma particularmente intensa, no último ano, que conseguiu garantir a reabertura da Urgência do nosso Hospital.

De resto, a abstenção de PS, PSD e CDS nesta votação demonstra isso mesmo: embora não concordando com a proposta do PCP, os três partidos ficaram sem espaço para inviabilizar esta iniciativa, graças à luta das populações. Mais uma vez se prova que, como afirma o PCP, vale a pena lutar!

Aproveitando a deslocação a Espinho, no passado dia 20 de Fevereiro, da deputada do PCP, Diana Ferreira, para contactos com os passageiros do “Vouguinha” e esclarecimento das posições do PCP quanto à Linha do Vouga, a Comissão Concelhia de Espinho do Partido Comunista Português convidou a Comissão de Utentes do Hospital de Espinho para um encontro.

Com a presença da deputada, de membros da Comissão Concelhia de Espinho do PCP e da referida Comissão de Utentes trocaram-se opiniões e apurou-se que a recolha de assinaturas tem ultrapassado as melhores expectativas. A deputada forneceu alguns pormenores técnicos acerca do melhor enquadramento legal para o objectivo de reabrir no Hospital de Espinho uma Urgência Básica. Foi também interrogada acerca da melhor metodologia para a optimização da visibilidade na entrega dos largos milhares de assinaturas já recolhidas e ainda a recolher até ao dia 25 de Março, data-limite que ficou estabelecida e após a qual a Comissão de Utentes anunciará o momento da entrega formal das assinaturas recolhidas na Assembleia da República.

A Comissão Concelhia de Espinho do PCP vem, ao abrigo do artigo 26º da Lei da Imprensa, e em conformidade com o artigo 27º da mesma lei, exercer o seu direito de resposta relativo ao artigo do Jornal Maré Viva “«Os Verdes» e Bloco reclamam reabertura da urgência do hospital de Espinho”, publicado na página 5 do exemplar publicado a 24 de Janeiro de 2018, com chamada de capa.

Cópia desta comunicação será enviada para Entidade Reguladora da Comunicação Social.

Direito de resposta:

Mais uma vez, o Maré Viva escolhe o caminho da manipulação da verdade e omissão de factos no exercício da publicação do seu semanário.

Sendo verdade que PEV e BE apresentaram iniciativas legislativas com vista à reabertura da urgência do Hospital de Espinho, só quem esteja interessado na ocultação da verdade pode ignorar que:

1 – O PCP tem um reconhecidíssimo património de intervenção no que toca à luta por esta questão, tendo sido o primeiro a trazer o assunto de volta à Assembleia Municipal de Espinho (há mais de um ano atrás!), organizando iniciativas públicas sobre a matéria, incluindo a luta por esta questão no seu programa para as Eleições Autárquicas, trazendo a Espinho deputados da Assembleia da República a visitar o Hospital.

2 – O PCP apresentou na Assembleia da República há vários meses um diploma no mesmo sentido.

3 – Caso não tivesse havido apresentação do diploma por parte do PCP, a petição do Movimento de Utentes da Saúde de Espinho e as suas quase 10.000 assinaturas, poderiam nunca ter passado duma gaveta da Assembleia da República.

Na passada sexta-feira, activistas do PCP estiveram em contacto com os trabalhadores da Tapeçaria Ferreira de Sá, concretizando assim mais uma etapa da segunda fase da campanha «Mais direitos, mais futuro, não à precariedade!».

Nos contactos estabelecidos foi possível confirmar que, apesar da visível expansão da unidade fabril espinhense, subsistem situações de trabalho precário, contratação a prazo e recurso abusivo a estágios profissionais.

Mais se acrescenta que, apesar dos lucros e da insistência nos chavões da «responsabilidade social», está em marcha na empresa um processo de desvalorização salarial desde o início do ano.

Como é sabido, desde o início do ano o SMN foi estabelecido nos 557€. Ora, é oportuno relembrar que, desde o Verão passado (na sequência da intervenção pública do PCP), o salário dos trabalhadores da Tapeçaria Ferreira de Sá era 20€ superior ao Salário Mínimo Nacional (SMN), ou seja, 550€, porém, agora os trabalhadores vêem-se agora sem nenhuma actualização para lá do estabelecido legalmente, regressando assim ao salário mínimo e, nessa medida, sofrendo uma desvalorização salarial de 20€ mensais!

Espinho acolheu debate "Por que lutam os comunistas? História, Identidade e Projecto do PCP", com Albano Nunes

Na noite da passada 6a feira, o Centro de Trabalho do PCP em Espinho foi pequeno para acolher as várias dezenas de pessoas que a ele se deslocaram para participar na iniciativa "Por que lutam os comunistas? História, Identidade e Projecto do PCP", que contou com a participação de Albano Nunes, dirigente histórico do PCP e membro da sua Comissão Central de Controlo.

Para arrancar o debate, o dirigente comunista sublinhou o carácter único do PCP enquanto partido de classe, defensor da classe operária e de todos os trabalhadores, fazendo a ponte entre a Revolução de Outubro (que ainda há menos de uma semana comemorou o seu 100º Aniversário) e a fundação do Partido Comunista em Portugal.

Teve lugar no passado sábado, 28 de Janeiro, a apresentação do livro "Histórias da clandestinidade" de António Gervásio. Esta iniciativa contou com a presença do autor e de Lina Maltez, de quem ficou a cargo a introdução da discussão.

Foi perante uma assistência que encheu por completo o salão do Centro de Trabalho de Espinho do PCP, que o histórico dirigente comunista alentejano relatou alguns marcantes episódios da luta clandestina que o PCP dirigiu pelo derrubamento do fascismo em Portugal.

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