Espinho

O dia 26 de Janeiro de 2018 ficará na história do Concelho de Espinho, como o dia em que a Assembleia da República decidiu a reabertura da Urgência do Hospital de Espinho.

A reabertura foi aprovada no seguimento da apresentação por parte do PCP de um projecto de recomendação a defender esta medida urgente, ao qual se associaram posteriormente PEV e BE.

É uma vitória do PCP, mas, antes de tudo, trata-se de uma vitória do povo de Espinho, que saudamos calorosamente. Foi ele, com a sua abnegada luta durante anos e, de forma particularmente intensa, no último ano, que conseguiu garantir a reabertura da Urgência do nosso Hospital.

De resto, a abstenção de PS, PSD e CDS nesta votação demonstra isso mesmo: embora não concordando com a proposta do PCP, os três partidos ficaram sem espaço para inviabilizar esta iniciativa, graças à luta das populações. Mais uma vez se prova que, como afirma o PCP, vale a pena lutar!

Aproveitando a deslocação a Espinho, no passado dia 20 de Fevereiro, da deputada do PCP, Diana Ferreira, para contactos com os passageiros do “Vouguinha” e esclarecimento das posições do PCP quanto à Linha do Vouga, a Comissão Concelhia de Espinho do Partido Comunista Português convidou a Comissão de Utentes do Hospital de Espinho para um encontro.

Com a presença da deputada, de membros da Comissão Concelhia de Espinho do PCP e da referida Comissão de Utentes trocaram-se opiniões e apurou-se que a recolha de assinaturas tem ultrapassado as melhores expectativas. A deputada forneceu alguns pormenores técnicos acerca do melhor enquadramento legal para o objectivo de reabrir no Hospital de Espinho uma Urgência Básica. Foi também interrogada acerca da melhor metodologia para a optimização da visibilidade na entrega dos largos milhares de assinaturas já recolhidas e ainda a recolher até ao dia 25 de Março, data-limite que ficou estabelecida e após a qual a Comissão de Utentes anunciará o momento da entrega formal das assinaturas recolhidas na Assembleia da República.

A Comissão Concelhia de Espinho do PCP vem, ao abrigo do artigo 26º da Lei da Imprensa, e em conformidade com o artigo 27º da mesma lei, exercer o seu direito de resposta relativo ao artigo do Jornal Maré Viva “«Os Verdes» e Bloco reclamam reabertura da urgência do hospital de Espinho”, publicado na página 5 do exemplar publicado a 24 de Janeiro de 2018, com chamada de capa.

Cópia desta comunicação será enviada para Entidade Reguladora da Comunicação Social.

Direito de resposta:

Mais uma vez, o Maré Viva escolhe o caminho da manipulação da verdade e omissão de factos no exercício da publicação do seu semanário.

Sendo verdade que PEV e BE apresentaram iniciativas legislativas com vista à reabertura da urgência do Hospital de Espinho, só quem esteja interessado na ocultação da verdade pode ignorar que:

1 – O PCP tem um reconhecidíssimo património de intervenção no que toca à luta por esta questão, tendo sido o primeiro a trazer o assunto de volta à Assembleia Municipal de Espinho (há mais de um ano atrás!), organizando iniciativas públicas sobre a matéria, incluindo a luta por esta questão no seu programa para as Eleições Autárquicas, trazendo a Espinho deputados da Assembleia da República a visitar o Hospital.

2 – O PCP apresentou na Assembleia da República há vários meses um diploma no mesmo sentido.

3 – Caso não tivesse havido apresentação do diploma por parte do PCP, a petição do Movimento de Utentes da Saúde de Espinho e as suas quase 10.000 assinaturas, poderiam nunca ter passado duma gaveta da Assembleia da República.

Na passada sexta-feira, activistas do PCP estiveram em contacto com os trabalhadores da Tapeçaria Ferreira de Sá, concretizando assim mais uma etapa da segunda fase da campanha «Mais direitos, mais futuro, não à precariedade!».

Nos contactos estabelecidos foi possível confirmar que, apesar da visível expansão da unidade fabril espinhense, subsistem situações de trabalho precário, contratação a prazo e recurso abusivo a estágios profissionais.

Mais se acrescenta que, apesar dos lucros e da insistência nos chavões da «responsabilidade social», está em marcha na empresa um processo de desvalorização salarial desde o início do ano.

Como é sabido, desde o início do ano o SMN foi estabelecido nos 557€. Ora, é oportuno relembrar que, desde o Verão passado (na sequência da intervenção pública do PCP), o salário dos trabalhadores da Tapeçaria Ferreira de Sá era 20€ superior ao Salário Mínimo Nacional (SMN), ou seja, 550€, porém, agora os trabalhadores vêem-se agora sem nenhuma actualização para lá do estabelecido legalmente, regressando assim ao salário mínimo e, nessa medida, sofrendo uma desvalorização salarial de 20€ mensais!

Espinho acolheu debate "Por que lutam os comunistas? História, Identidade e Projecto do PCP", com Albano Nunes

Na noite da passada 6a feira, o Centro de Trabalho do PCP em Espinho foi pequeno para acolher as várias dezenas de pessoas que a ele se deslocaram para participar na iniciativa "Por que lutam os comunistas? História, Identidade e Projecto do PCP", que contou com a participação de Albano Nunes, dirigente histórico do PCP e membro da sua Comissão Central de Controlo.

Para arrancar o debate, o dirigente comunista sublinhou o carácter único do PCP enquanto partido de classe, defensor da classe operária e de todos os trabalhadores, fazendo a ponte entre a Revolução de Outubro (que ainda há menos de uma semana comemorou o seu 100º Aniversário) e a fundação do Partido Comunista em Portugal.

Teve lugar no passado sábado, 28 de Janeiro, a apresentação do livro "Histórias da clandestinidade" de António Gervásio. Esta iniciativa contou com a presença do autor e de Lina Maltez, de quem ficou a cargo a introdução da discussão.

Foi perante uma assistência que encheu por completo o salão do Centro de Trabalho de Espinho do PCP, que o histórico dirigente comunista alentejano relatou alguns marcantes episódios da luta clandestina que o PCP dirigiu pelo derrubamento do fascismo em Portugal.

Foi inaugurada no passado sábado - 20 de Maio -, no Centro Multimeios de Espinho, a exposição do PCP que assinala o centésimo aniversário da Revolução Socialista de Outubro. A ocasião foi participada por dezenas de espinhenses que puderam tomar parte nos dois momentos da iniciativa: primeiro, o debate sobre o tema, em seguida, um concerto evocativo, pelo "Trio com Paredes de Vidro".

No debate, que contou com o dirigente comunista João Frazão como orador principal, sublinhou-se um carácter absolutamente extraordinário do conjunto de conquistas que, em todos os campos, a Revolução de Outubro trouxe não apenas à Rússia (posteriormente União Soviética), mas a todo mundo. Abordou-se ainda o indispensável contributo dado pela URSS para impedir o nazi-fascismo de proliferar à escala planetária, bem como o desequilíbrio internacional que o desaparecimento da União Soviética trouxe e como isso fez do mundo um lugar mais inseguro.

De acordo com as Estatísticas do Emprego publicadas pelo INE, havia 549.500 desempregados no terceiro trimestre de 2016, tendo este número diminuído, quer face ao trimestre homólogo de 2015, quer face ao trimestre anterior, situando-se a taxa de desemprego em 10,9%.

Em nota pública, a CGTP-IN considera que o número real de desempregados e subempregados é bastante superior -1 milhão e 72 mil-, contabilizando o subemprego a tempo parcial, os desempregados em contratos emprego-inserção, em programas de estágio e os inscritos indisponíveis mas que procuram emprego.

Por sua vez, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), revela que o número de desempregados registados no Concelho de Espinho no mês Outubro de 2016 é de 2.608 (1.422 mulheres e 1.186 homens).

Na sequência de um protesto de trabalhadores do INEM em Espinho, veio a público a intenção do INEM de dar a ambulância que faz serviço no nosso concelho aos Bombeiros.

Sendo muito nobre o princípio de apoiar mais o importantíssimo trabalho dos bombeiros – confrontados com falta de meios, por via da errada política de direita de PS, PSD e CDS, há anos –, esta é, porém, uma decisão profundamente inconsequente, errada e de difícil explicação lógica.

Sob o lema "É justo, possível e necessário: devolver a urgência a Espinho", teve lugar na noite de dia 14 de Outubro um debate promovido pelo PCP na Junta de Freguesia de Espinho. Os oradores desta iniciativa foram António Moreira da Costa (médico espinhense) e Diana Ferreira (deputada do PCP na Assembleia da República).

Durante a sessão, que contou sempre com a sala a transbordar pelas mais de 60 pessoas que marcaram presença, abordou-se a história do encerramento da urgência em Espinho (há cerca de uma década, promovida pelo Governo PS/Sócrates) e as gravosas consequências para a população, que viu o atendimento permanente "trocado" por uma ambulância - que agora ninguém sabe bem o serviço que realiza.


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