O Partido Comunista Português realizou a sua IX Assembleia da Organização Concelhia de Espinho na passada sexta-feira, dia 19 de Fevereiro de 2016 nas novas instalações do Centro de Trabalhos do Concelho.

Seguindo a máxima marxista de “estudar a realidade para melhor a poder transformar”, os comunistas espinhenses debruçaram-se sobre a proposta de resolução política apresentada pela Comissão Concelhia cessante, estudando a caracterização e evolução social do Concelho e das freguesias, fazendo o balanço da actividade partidária feita e lançando um plano de actividades de intervenção na realidade espinhense e ao mesmo tempo no fortalecimento do PCP.

Salientou-se a diminuição da população espinhense e o seu envelhecimento, o clima de regressão sentido em Espinho e desenharam-se algumas estratégias de reversão desta realidade. Cada comissão de freguesia apresentou a sua realidade socioeconómica e a respectiva actividade durante o período decorrido após a última assembleia, assumindo-se de novo a luta pela recuperação da autonomia da freguesia de Guetim.

Elencaram-se várias direcções de actividade para intervenção na realidade do Concelho, desde as empresas e locais de trabalho às pescas, dos micro, pequenos e médios empresários aos empregados das grandes superfícies, da dinamização do Centro de Trabalho a uma maior acção e visibilidade do Partido na rua.

Enriquecido pelas correcções e adendas feitas durante a discussão, o documento de resolução política foi aprovado pela maioria dos presentes, passando-se à eleição da nova Comissão Concelhia que, após apresentação e discussão da proposta da sua composição, foi também aprovada por maioria. É constituída por 18 elementos, distribuídos pelas antigas 5 freguesias (com Guetim presente), possuindo na sua composição 8 operários, 3 funcionários públicos, 2 professores, 2 operadores de serviços, 1 médico, 1 advogado e 1 alfaiate.

Encerrando a sessão, Tiago Vieira, membro do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Aveiro, elogiou o documento aprovado e a riqueza da discussão produzida. Frisando que o “PCP deve estar preparado para actuar em quaisquer circunstâncias políticas”, devendo apenas contar com os seus próprios meios, o dirigente do Partido lembrou a prioridade de organizações de células nos locais de trabalho e de “saída do Partido para a rua”, única via segura de levar a voz do PCP a cada um dos espinhenses. Lembrou o próximo 95º aniversário do PCP, o 40º da Constituição e a 40ª edição da Festa do Avante. Fazendo um alargado comentário à situação política nacional, valorizou as medidas tomadas por este governo no sentido da devolução daquilo de que a maioria dos portugueses foi espoliada pelo governo PSD/CDS, derrotado graças à iniciativa e apoio do PCP. Entretanto lembrou também o aparecimento de medidas com que o Partido não está de acordo, dados os limites do alcance político deste Governo do Partido Socialista e da sua indisponibilidade para romper com alguns dos principais constrangimentos ao desenvolvimento soberano (dívida pública intocada, compromisso com o Tratado Orçamental, etc.). E as consequências práticas são bem claras, como se vê nos valores das actualizações das pensões de reforma ou na solução encontrada para o BANIF. Concluiu que "não se pode esperar que um pessegueiro dê peras…”

No encerramento da sessão e apesar do adiantado da hora, a nova Comissão Concelhia reuniu já para eleger o seu organismo executivo, constituído por 8 elementos, e marcar a primeira reunião.

A Comissão Concelhia de Espinho do PCP

Espinho, 20 de Fevereiro de 2016

 

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