Na passada sexta-feira, activistas do PCP estiveram em contacto com os trabalhadores da Tapeçaria Ferreira de Sá, concretizando assim mais uma etapa da segunda fase da campanha «Mais direitos, mais futuro, não à precariedade!».

Nos contactos estabelecidos foi possível confirmar que, apesar da visível expansão da unidade fabril espinhense, subsistem situações de trabalho precário, contratação a prazo e recurso abusivo a estágios profissionais.

Mais se acrescenta que, apesar dos lucros e da insistência nos chavões da «responsabilidade social», está em marcha na empresa um processo de desvalorização salarial desde o início do ano.

Como é sabido, desde o início do ano o SMN foi estabelecido nos 557€. Ora, é oportuno relembrar que, desde o Verão passado (na sequência da intervenção pública do PCP), o salário dos trabalhadores da Tapeçaria Ferreira de Sá era 20€ superior ao Salário Mínimo Nacional (SMN), ou seja, 550€, porém, agora os trabalhadores vêem-se agora sem nenhuma actualização para lá do estabelecido legalmente, regressando assim ao salário mínimo e, nessa medida, sofrendo uma desvalorização salarial de 20€ mensais!

O PCP prosseguirá a sua acção e iniciativa no sentido de apelar aos trabalhadores que se unam, que se organizem e lutem contra a precariedade e os baixos salários, como forma de resolução de alguns dos aspecto mais penalizadores da vida do povo português e do desenvolvimento económico do País.

Espinho, 12 de Fevereiro de 2017
A Comissão Concelhia de Espinho do PCP

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