Na passada 2a feira, 5 de Março, uma delegação do PCP, em que se incluía o deputado ao Parlamento Europeu, Miguel Viegas, visitou vários locais do concelho onde o direito constitucional à habitação está muitíssimo longe de estar assegurado.

Neste périplo foram confirmadas as grandes preocupações que os eleitos comunistas haviam levantado na última sessão da Assembleia Municipal de Estarreja e às quais a maioria PSD/CDS e, em particular, o Presidente da Câmara não conseguiram dar resposta satisfatória.

Dos locais visitados, destacam-se com particular ênfase duas situações: o lugar do Monte de Cima (freguesia de Pardilhó) e o Bairro da Teixugueira (freguesia de Beduído).

No primeiro, a delegação do PCP encontrou grande insatisfação popular por sentir que, mais uma vez, as promessas feitas em tempo de campanha eleitoral caíram em saco roto. São por demais evidentes as carências num lugar onde se amontam as casas feitas apenas de placas de madeira, de construção precária ou simples "roulottes", num cenário impensável em pleno século XXI. Das situações ali encontradas, provou-se que apenas a falta de vontade política dos sucessivos executivos camarários impede que estes moradores possam legalizar as suas habitações e, a partir daí, ter acesso a saneamento e a programas de reabilitação já existentes.

No segundo, foram visitados os prédios que são propriedade da CME, senhorio de quem a grande maioria dos moradores tem enormes queixas, dada a inoperância quase total que contribui para que se multipliquem os problemas, sejam estes de fácil resolução (desentupimentos, ligação de gás natural, iluminação das zonas comuns dos prédios), ou mais complexa mas tão ou mais premente (todas as questões de graves infiltrações). A isto soma-se a incúria no tratamento dos espaços comuns, que podiam ser melhor aproveitados, tornando-se áreas relevantes de lazer e convívio .

Assim se prova, da pior maneira, que as preocupações manifestadas pelo PCP têm eco na realidade e que só a ausência de qualquer vontade política para proporcionar uma vida melhor a estes que são os sectores mais fragilizados da população estarrejense pode permitir que se chegue a esta situação. É lamentável que uma maioria que tanto gosta de apadrinhar os interesses dos grandes grupos económicos instalados no concelho, tenha afinal tão pouca sensibilidade social!

O PCP continuará o seu trabalho de denúncia e proposta em sede própria, apelando à população do concelho de Estarreja que não se resigne e lute pela vida melhor a que tem direito!

Estarreja, 6 de Março de 2018
A Comissão Concelhia de Estarreja do PCP


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