Rosa Gadanho dirigindo a sua saudação aos presentes do jantar convívio do PCP em ÍlhavoReunindo cerca de quatro dezenas de pessoas, realizou-se ontem, no restaurante Telheiro, em Ílhavo, um jantar comemorativo do 90º aniversário do PCP e do 37º aniversário do 25 de Abril, organizado pela Concelhia de Ílhavo. Confraternização animada que, tendo como horizonte as próximas eleições legislativas, contou com a participação de Rosa Gadanho, candidata independente proposta pelo PCP, integrada na lista da CDU pelo círculo de Aveiro. Os trabalhos foram orientados por António Salavessa membro da Concelhia de Ílhavo e da DORAV.

 

António Salavessa na apresentação inicialTranscreve-se a intervenção de Rosa Gadanho.

 

Saudação

Vivemos um tempo de desequilíbrios económicos, sociais e ambientais em consequência das opções políticas dos governos que colocando-se ao serviço de interesses económicos e financeiros monopolizadores, nos tentam convencer que estão a defender os interesses do Povo.

É a crise, dizem eles, omitindo que em nome do progresso, do desenvolvimento, da redução do défice, sem hesitações, têm imposto à sociedade portuguesa um conjunto de reformas penalizadoras e actuado numa linha de demissão das responsabilidades do Estado, para com o Povo português.

O Povo, confrontado com estas investidas despudoradas e o recurso a estratégias impensáveis num estado democrático, fica, no mínimo, perplexo.

E de perplexidade em perplexidade, temos assistido ao longo dos últimos anos, com grande preocupação, ao desmoronamento do nosso país.

Primeiro, levaram-nos o sustento – a pesca, a agricultura, a indústria, o trabalho…

Depois, criaram condições aos grandes grupos económicos para se tornarem ainda mais poderosos, através da privatização de empresas chave, essenciais ao equilíbrio da nossa economia.

Rosa Gadanho dirigindo a sua saudação aos presentes do jantar convívio do PCP em ÍlhavoAgora, numa postura perfeitamente miserável, dizem que nos querem ajudar.

Para isto NÃO. Não contem com a CDU. A CDU é Povo e Povo que se preze, nunca trai o seu País.

Para a CDU, a crise não nasceu de geração espontânea, tem responsáveis e eles são o PS, o PSD e o CDS, ou seja os partidos que durante os últimos 35 anos governaram este país.

Não é por acaso que, assistimos ao permanente incutir na opinião pública, da necessidade de uma maioria consensual, com várias possibilidades de formação, a saber, PS + PSD ou PS + PSD + CDS ou PS + CDS…

Por muitas combinações que se façam, o resultado final será sempre o mesmo – implementação de políticas de direita.

Então, perguntamos nós, se são todos tão parecidos, para não dizer iguais, para quê tanta insistência na maioria e no consenso?

A resposta parece-me evidente. A aplicação de determinadas medidas pelo FMI, implicam alterações à nossa Constituição.

Eles sabem que para estas tramóias não podem contar com a CDU.

A CDU é feita de gente determinada e de confiança que assume compromissos com os trabalhadores, os reformados, os jovens.

Num país, onde grassam as desigualdades e injustiças, é preciso votar em quem dá garantias de trabalhar com generosidade e militância, representando e defendendo os que menos podem e menos têm.

Aveiro precisa de um deputado da CDU na Assembleia da República.

Não sendo fácil, é possível.

Se nas últimas legislativas, a CDU teve mais 1500 votos, com o desagrado actual, é possível ter ainda mais votos.

Vamos dedicar todos os bocadinhos que tivermos para, militantemente, fazer campanha. Estamos a falar de um período de tempo relativamente curto – cerca de 1 mês.

Sejamos nós capazes de orientar o desencanto e as expectativas dos nossos familiares, amigos, vizinhos e conhecidos, nesse sentido e teremos uma grande vitória.

Vamos a isto! Viva a CDU

Aveiro, 29 de Abril de 2011

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