O PCP tem vindo a denunciá-lo desde o início do mês, mas o comportamento mantém-se: há uma inadmissível promiscuidade na campanha do PS, no distrito de Aveiro, que insiste em abusar do aparelho de Estado para a sua própria propaganda.

 

Repetindo o que já sucedeu noutros casos, Helena André, cabeça de lista do PS em Aveiro, deslocou-se ao concelho da Mealhada, recorrendo aos meios do Estado, numa aparatosa acção de propaganda em que arrastou um pesado staff oficial e envolveu responsáveis, instituições e empresas locais. Mais uma vez, a candidata e o seu partido, escudam-se na condição de ministra de um governo (demissionário) para fazerem campanha eleitoral de uma forma que a Comissão Concelhia do PCP denuncia e reprova.

Na Mealhada e em todo o distrito, durante o mandato como Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, nunca as populações, os trabalhadores, as instituições ou as empresas conheceram tão denodado interesse de Helena André, nem sequer pelos êxitos locais que agora quer celebrar furiosamente. O súbito entusiasmo em programas carregados de visitas, de elogios interesseiros e de apelos inconsequentes, não é mais do que oportunismo eleitoralista da candidata e do seu partido, com recurso a meios do Estado.

Mas as imensas dificuldades que o seu desempenho como ministra agravou no distrito, não constam, ao que vai sendo divulgado, da agenda das acções de propaganda. A este propósito, o PCP lembra o que a candidata do PS em campanha como ministra/candidata ou candidata/ministra não refere: quase 40 000 desempregados no distrito, metade deles sem protecção social; também no distrito, 40 000 crianças que deixaram de receber o abono de família; encerramentos de empresas, deslocalizações, despedimentos a rodos; baixos salários e baixíssimas pensões, ainda por cima congeladas; incumprimento do acordo sobre o salário mínimo; degradação das leis do trabalho…

Na sequência da visita, foi noticiada a autorização por fim dada pela Segurança Social à Misericórdia da Mealhada para a conversão do centro de noite em lar de idosos, um pedido com três anos e há três anos sem deferimento. Parte deles foram sob a tutela de Helena André. Resolvido o problema, é impossível não registar a demora, as responsabilidades e a «coincidência» com o período de campanha em que anda a candidata/ministra. São maus exemplos que descredibilizam o exercício de cargos políticos e que, depois de envolvidos na ideia falsa do «todos iguais», tendem a afastar os cidadãos da política.

Pelo seu lado, a Comissão Concelhia do PCP prosseguirá a campanha da CDU no concelho, com meios modestos, com o esforço e empenho dos seus militantes e com a certeza de que, mais tarde ou mais cedo, abusos como o que denunciamos serão justamente punidos pelos eleitores do concelho, juntamente com as políticas que lhes subjazem.

A Comissão Concelhia do PCP da Mealhada,

21 de Maio de 2011

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