Oliveira de Azeméis

 O PCP manifesta a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores da Lactogal, em Oliveira de Azeméis, que se encontram em Greve durante 24 horas na defesa de direitos e por melhores salários.

Os trabalhadores lutam por aumentos dignos de salários, com valor mínimo de 35€. Valor anteriormente acordado com a empresa mas que esta não cumpriu, bem como o direito às diuturnidades para todos os trabalhadores.

Se os lucros não são distribuídos pelos trabalhadores, porque é que à primeira dificuldade são os trabalhadores a pagar a factura?

A actual crise sanitária provocada pelo virus Covid-19, tornou ainda mais evidente as fragilidades e pressões a que os trabalhadores são sujeitos e em particular os trabalhadores com vínculo precário.

 O Grupo Simoldes – Plastic Division um dos maiores empregadores do concelho de Oliveira de Azeméis, teve no ano de 2018 Resultados líquidos acima dos 10 milhões de euros (segundo a lista das 500 melhores empresas de Aveiro), isto só nos Plásticos. Além disso, este grupo tem recorrido a fundos comunitários para expandir o seu negócio.

O PCP já tinha alertado para a fragilidade dos seus trabalhadores onde num comunicado em 2018 dizia: “Quem aqui trabalha com vínculos precários, mas ocupa postos de trabalho permanentes, a única certeza que tem é a incerteza quanto ao seu futuro, apesar deste grande grupo que é a Simoldes ter um futuro bem claro e prospero”, “Para além da precariedade, também a imposição dos bancos de horas, que não passam de um depósito de horas de trabalho não remunerado, é uma realidade. Para quem se recusa a aceitar os bancos de horas, a ameaça e repreensão são uma constante.”.

No passado sábado, dia 15, o deputado do PCP na Assembleia da República, António Filipe, encontrou-se com os trabalhadores das empresas «Catalã» e «Jomica», do sector do calçado em Oliveira de Azeméis, para ouvir as suas preocupações quanto ao seu futuro.

Entretanto, o PCP teve conhecimento que a empresa terá pago os salários em atraso referentes a parte do mês de Janeiro e o correspondente aos dias que trabalharam no mês de Fevereiro.

Os trabalhadores em luta pela garantia dos seus direitos, encontram-se em vigília junto às empresas para impossibilitar a saída de máquinas e de material.

Uma delegação do PCP esteve hoje junto dos trabalhadores das empresas de Calçado «Catalã» e «Jomica», pertencentes aos mesmos donos, que encerraram as portas na passada sexta feira.Os cerca de 110 trabalhadores estiveram hoje à porta das empresas para receberem o documento que lhes dará direito ao subsidio de desemprego mas estes trabalhadores têm ainda a receber metade do salário de Janeiro e os dias de trabalho do mês de Fevereiro.

As empresas encerraram sem qualquer aviso prévio aos trabalhadores, além de que, não está esclarecido o pagamento relativamente aos seus direitos por antiguidade.

A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP comemorou os 45 anos do 25 de Abril num jantar que juntou mais de duas dezenas de pessoas, e cuja intervenção esteve a cargo de Ana Valente, mandatária distrital da CDU nas eleições ao Parlamento Europeu.

A mandatária da CDU relembrou que o 25 de Abril não se construiu nessa madrugada. O 25 de Abril foi fruto da resistência e da luta de muitos homens e mulheres que ao longo dos tempos foram construindo um país novo, dando um contributo decisivo para o derrube do estado fascista. Para isso, deu exemplos como a greve de 1934, na Marinha Grande, onde os operários vidreiros corajosamente tomaram o poder por algumas horas, sendo depois brutalmente reprimidos pela máquina fascista. E, a crise académica de 62 e 69, que constituíram importantes expressões massivas da resistência estudantil à ditadura.

Desde então, o PCP afirma que Abril, não se comemora 1 dia por ano Abril comemora-se todos os dias, defendo-o. Quando lutamos pela Escola pública, gratuita e de qualidade estamos a comemorar Abril, quando lutamos pelo nosso Serviço Nacional de Saúde estamos a comemorar Abril, quando lutamos por 1% para a cultura estamos a comemorar Abril.

Tendo tido conhecimento de que os trabalhadores do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo se encontram com salários em atraso, nomeadamente o subsidio de Natal de 2018, metade do salário de Janeiro e os meses de Fevereiro e Março, o PCP vem por este meio manifestar a sua solidariedade tanto com os trabalhadores, como com os Utentes desta IPSS.

Devido aos salários em atraso, e ao abrigo da lei, vários trabalhadores do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo, apresentaram já o pedido de rescisão, por justa causa, dos contratos de trabalho, o que poderá pôr em causa a qualidade dos cuidados prestados aos utentes, crianças e idosos.

Da nossa parte colocaremos a questão na Assembleia da Republica com o intuito de contribuir para um rápida resolução desta situação.

Comemorou-se sexta feira, em Macieira de Sarnes, o 98º Aniversário do PCP, com a participação de cerca de quatro dezenas de pessoas, organizado pela Concelhia de Oliveira do Azeméis do PCP e que contou com a presença de Ana Isaura Costa responsável politica da Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP e Fausto Neves, membro do Executivo da Direcção Regional de Aveiro do PCP e na animação com Miguel Araújo.

Na sua intervenção, Fausto Neves salientou que durante o Fascismo foi o PCP o único partido a recusar dissolver-se perante a ordem nesse sentido dada pelo governo fascista e a entrar na clandestinidade. Isso significou para o Partido, ainda em formação e solidificação, graves provações sendo conhecido um rol único de mártires, assassinados, torturados, enclausurados sem julgamento ou com julgamentos viciados!

Lembrou também o papel do PCP que permitiu a actual solução política e salientou os importantes avanços alcançados, como a recuperação de salários, do subsídio de Natal, dos feriados, na valorização de reformas e pensões, na redução de impostos sobre o trabalho, no apoio às famílias libertando-as dos custos dos materiais escolares, reduzindo propinas e aumentando o abono de família, na concretização da eliminação do Pagamento Especial por Conta que pesava sobre as micro, pequenas e médias empresas e em muitos outros domínios. Pese embora que muito mais longe se poderia ir, se o PS não estivesse agarrado aos constrangimentos do EURO, da Europa e do Capital.

Uma delegação de Oliveira de Azeméis do PCP esteve junto da população de Nogueira do Cravo para dar a conhecer a campanha «Água privada, água mais cara».

O PCP pôde ouvir as queixas e reclamações dos Nogueirenses que não têm ainda nem água nem saneamento da rede mesmo que, nalguns casos a instalação na rua já esteja feita.

Para os que já usufruem dos serviços da Indaqua é inadmissível que o aumento tenha sido tão grande comparativamente quando a gestão da água pertencia ao Município.

Mais uma vez, a população está de acordo com o PCP defendendo que os serviços públicos e neste caso, essenciais à vida, devam estar ao serviço da população e não ao serviço de empresas que enriquecem à custa da população.

O PCP defende que a água e saneamento devem ser públicos e acessíveis a todos.

Uma vez mais somos confrontados com notícias vindas a público de que o Governo do PSD e CDS, ao “abrigo das exigências” da Troika na sua senda persecutória contra o Serviço Nacional de Saúde, se prepara para encerrar o Serviço de Urgência Básica do Hospital S. Miguel.

A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP não pode deixar de repudiar tal medida e manifesta a sua preocupação pelas consequências que atingirão as populações e os mais desfavorecidos se esta se concretizar, ficarão sem esta Urgência Hospitalar, de proximidade e qualidade, inaugurada em 2008 com pompa e mediatismo político.

A deputada do PCP Diana Ferreira e membros da Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP, concentraram-se junto do balcão da CGD em Nogueira do Cravo para, junto com a população, protestarem contra o seu encerramento, anunciado para o dia 30 de Junho.

Para o PCP é inaceitável o encerramento deste balcão que actualmente serve sete freguesias.

A CGD é um banco público que deve cumprir a sua função de proximidade com a população, sobretudo com os reformados e as micro, pequenas e médias empresas da região.

A deputada Diana Ferreira irá questionar o governo sobre o anuncio do encerramento da CGD em Nogueira do Cravo, uma vez que não se percebem os critérios para que tal aconteça.

 

Oliveira de Azeméis, 19 de Junho de 2018
A Comissão Concelhia de Oliveira de Azemeis do PCP

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