Uma delegação de Oliveira de Azeméis do PCP realizou à porta da Simoldes Plásticos, uma acção de contacto com os trabalhadores, no quadro da campanha “Valorizar os trabalhadores, Mais Força ao PCP!”

A Simoldes anunciou em Fevereiro um investimento de 20 milhões de euros num centro de testes para o grupo em Oliveira de Azeméis e a criação de mais 400 postos de trabalho este ano para Portugal.

Actualmente o volume de negócios do Grupo Simoldes ultrapassa os 600 milhões de euros, e integra 32 empresas em vários países, lidera as exportações nacionais do setor ao absorver 20% das transações com o mercado externo e emprega mais de 5000 trabalhadores em todo o mundo.

Segundo António Rodrigues, patrão da Simoldes e quinto homem mais rico de Portugal, não se pode esquecer “a vertente humana necessária para concretizar tal crescimento”.

Palavras doces, que contrastam com uma realidade bem mais amarga. Fica por explicar porque é que uma empresa com este caudal de produção e implantação nacional e internacional, recorre a trabalho precário! Afinal, quem investe tantos milhões na expansão da fábrica/grupo, não estará seguramente a achar que vai ter uma quebra súbita nas vendas ou que a actual fase é boa por causa de uma encomenda pontual! Mesmo admitindo que possa ser necessário ter em conta que há flutuações na procura, quem investe assim terá sempre necessidades de mão de obra permanente.

Não se compreende por isso que a empresa continue a utilizar para a contratação dos seus trabalhadores a empresa Kelly Services, uma empresa de aluguer de mão-de-obra, sujeitando quem trabalha na empresa a uma incerteza permanente quanto ao seu futuro, apesar de o patrão ter um rumo para o futuro bem claro.

Para o PCP é urgente que esta situação seja resolvida e que acabe a precariedade – A cada posto de trabalho permanente um contracto efectivo de trabalho.

A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP
8 de Março de 2018


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