A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP teve conhecimento da intenção do Governo encerrar o balcão da CGD na freguesia de Nogueira do Cravo, em Oliveira de Azeméis no próximo dia 30 de Junho.

O PCP opõe-se frontalmente a esta decisão, ditada por critérios economicistas e de desvalorização da CGD. Enquanto banco público, a Caixa Geral de Depósitos deve estar ao serviço das micro, pequenas e médias empresas e manter um papel importante no apoio à economia nacional e às famílias portuguesas, dando um significativo contributo para as receitas nacionais.

A agência que o Governo quer encerrar no Concelho, para além do seu papel económico tem também uma função social muito importante, sobretudo para os reformados e pessoas mais idosas que perdem um imprescindível serviço público de proximidade; note-se que, nesta freguesia, existiram em tempos três agências bancárias, estando este serviço actualmente assegurado pelo banco público.

A acontecer, os Nogueirenses terão de se deslocar ao centro de Oliveira de Azeméis, o que não é fácil, pois não existe uma rede de transportes públicos adequada ou, então, aos concelhos vizinhos de São João da Madeira ou Vale de Cambra. Isso não é de todo do interesse dos Nogueirenses que são empurrados a  abrir conta em bancos privados na freguesia de Cesar uma vez que é mais próximo.

Isto só vem comprovar o que diz o PCP e que estas medidas estão a esvaziar a CGD. O banco público precisa de se reforçar e não diminuir a sua actividade para que outros ocupem o espaço que abandona.

O País precisa não apenas do banco público, mas do reforço do sector público bancário que assegure o controlo público e discipline o mercado financeiro, que salvaguarde a solvabilidade e reoriente a actividade da banca nacional.

O PCP apela por isso à população e às instituições, se manifestem contra esta arbitrariedade, gravosa dos interesses das populações, do tecido económico e do Concelho.

Oliveira de Azeméis, 15 de Junho de 2018
A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP

 

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