Ovar

Yazaki recorre ao lay-offA Yazaki Saltano, criada em 1986, acumulou ao longo de décadas dezenas de milhões de euros de lucros à custa do esforço dos seus trabalhadores, mas também ao abrigo de dezenas de milhões de ajudas públicas nacionais e comunitárias: cedência de terrenos, isenções fiscais, Pedip, Prime, Fundo Social Europeu, etc. Apesar de todos estes fartos apoios, a empresa encetou nos últimos anos um deliberado processo de deslocalização da produção para outros países (norte de África e Leste Europeu) despedindo milhares de trabalhadores como se de peças descartáveis se tratassem. Dos mais de 7000 trabalhadores que chegou a empregar na década de noventa, restam hoje menos de 1400.

O Grupo Lusotufo SA, dedica-se há mais de quarenta anos à produção e comercialização de fios e revestimentos têxteis de solo. Com as suas 6 empresas representa o maior grupo empresarial da Península Ibérica neste sector. A casa mãe, Lusotufo, Indústrias Têxteis Irmãos Rolas, SA situa-se na Freguesia de Cortegaça, Concelho de Ovar onde emprega cerca de 430 trabalhadores.

Há muito que os moradores da Rua S. Silvestre (Freguesia de S. João, Concelho de Ovar) reclamavam a sua pavimentação. Depois de vários pedidos a obra viria finalmente a arrancar, muito embora tenha ficado muito aquem das legítimas expectativas. Para contactar com a população e inteirar-se do problema, uma delegação da CDU, encabeçada pelos eleitos Manuel Duarte e Américo Rodrigues, esteve recentemente naquela localidade limítrofe do concelho.

Num terreno da Zona Industrial, petencendo à multinacional Yazaki Saltano que se tem destacado pela sucessão de despedimentos que levou ao desemprego milhares de trabalhadores, encontra-se neste momento a nascer um vultuoso edifício destinado segundo se consta a albergar o seu centro tecnológico. Esta obra acontece num momento em que a empresa se prepara para despedir mais 80 trabalhadores através das habituais rescisões amigáveis.

Exporplas, fundada em 1981, é uma empresa de produção de cordas e fios em fibra sintética, com uma unidade industrial em Cortegaça com cerca de 70 trabalhadores.

Esta empresa, após ter despedido, em 2008, 3 trabalhadores "oferecendo em troca" o subsídio de desemprego, despediu ainda uma delegada sindical, processo que se encontra em sede de apreciação judicial.

Sucede que, e contra o disposto no Código do Trabalho, os trabalhadores serão vigiados por câmaras de videovigilância de uma forma constante, sendo que, nos termos do n.º 1 do artigo 20º do Código do Trabalho, "o empregador não pode utilizar meios de vigilância a distância no local de trabalho, mediante o emprego de equipamento tecnológico, com a finalidade de controlar o desempenho profissional do trabalhador".

Jorge Machado AerosolesNum momento de enorme angústia por parte dos trabalhadores da Aerosoles, mas também de expectativas tendo em conta as hesitações, avanços e recuos por parte dos decisores deste processo (Governo e Administração do Grupo Investvar), temos assistido a um conjunto de manobras vergonhosas onde os salários e o futuro dos postos de trabalho têm constituído uma autêntica arma de pressão visando interesses que os ultrapassam por completo.

Trabalhadores na SebraSEBRA - Indústria de Mobiliário, SA é uma empresa especializada na produção de mobiliário em kit. Existe há mais de 20 anos e emprega neste momento cerca de 250 trabalhadores nas duas unidades fabris situadas em Albergaria-a-Velha e em Ovar.

Contra todas as expectativas daqueles que tanto deram a ganhar à empresa ao longo de décadas, na esmagadora maioria a troco de salários de miséria, a empresa ainda não pagou os salários de Dezembro aos trabalhadores da unidade de Ovar, e continua com salários em atraso na fábrica de Albergaria-a-Velha. Depois de sucessivas promessas não cumpridas, os 39 trabalhadores da fábrica de Ovar não tiveram outra opção senão suspenderem os seus contratos de trabalho por não pagamento pontual da retribuição, recorrendo ao subsídio de desemprego para poderem sobreviver.

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