São João da Madeira

No âmbito de uma visita de trabalho ao distrito de Aveiro, a deputada do PCP ao Parlamento Europeu, Sandra Pereira, esteve em S. João da Madeira a recolher informações sobre a situação laboral no concelho e em particular a dos trabalhadores da Faurécia, a maior empregadora da região.

Esta empresa, entre 2017 e 2018, acumulou lucros no valor de 189 milhões de euros.

No entanto, perante a situação de pandemia, isso não reverteu em favor dos trabalhadores, já que:

- A grande maioria dos trabalhadores das duas unidades da Faurécia encontra-se em lay-off;

- Nestas duas unidades, os trabalhadores precários foram os primeiros a ser despedidos, demonstrando como este tipo de contratos são realmente uma antecâmara para o desemprego.

- Já no início do surto, os trabalhadores foram enviados para casa recorrendo a empresa ao banco de horas e a férias!

A atual situação de surto epidémico, não pode justificar a perda de direitos ou de remunerações. O uso abusivo do instrumento lay-off por parte das grandes empresas, apenas visa transferir para os trabalhadores e para o orçamento da Segurança Social, os custos desta crise epidémica.

Para assinalar os 75 anos da Greve dos Sapateiros, acontecimento marcante na vida coletiva deste comunidade, a organização concelhia de S. J. Madeira do PCP promoveu uma sessão debate no dia 3 de agosto pela 21:30 horas, no auditório Zeca Afonso/Sindicato do calçado.

A participação de diversos intervenientes na sessão, conduzida por Joaquim Almeira, estudioso da luta dos trabalhadores no distrito e ex-coordenador da União dos Sindicatos, e Daniel Vieira licenciado em história e naturalmente interessado na evocação deste acontecimento enquanto neto de um dos organizadores da Greve, tornaram a comemoração particularmente relevante e extremamente adequada. Como foi sublinhado, não se pode viver adequadamente o hoje, sem conhecer o que aconteceu antes, sem se perceber como se chegou cá!

Foi há setenta e cinco anos que milhares de trabalhadores do calçado reagiram organizadamente às degradantes condições de vida que levavam.

Vivia-se em plena guerra, 2.ª mundial, com restrições brutais na distribuição dos géneros alimentícios e com condições de trabalho sufocantes: nos horários, nos salários, nas condições para o desempenho da profissão.

Assim, esgotadas as possibilidades de entendimento com os patrões, num acto colectivo edificante da sua condição de trabalhadores, ousaram reivindicar melhores condições de vida e de trabalho, utilizando para isso a última arma que lhes restava, o recurso à greve!

ÁGUAS DE S. JOÃO

A Águas de S. João, empresa municipal que fornece a água à cidade, continua de modo irregular sem orçamento para o ano em curso. É uma situação incompreensível que o executivo não explica.

O PREÇO DOS LIXOS E DA ÁGUA

Devido a decisão da Câmara, vamos passar a pagar mais caro, todos os meses, a recolha do lixo. Isto apesar de nos empenharmos em separar, cada vez mais, os resíduos para reciclar, diminuindo a quantidade de lixos a tratar em aterro. Em nome da transparência, o município tem a obrigação de explicar a necessidade dos novos aumentos.

O Passeio CDU deste domingo foi no lugar da Quintã.

Voltamos à Travessa S. Francisco Xavier, um daqueles lugares que denunciamos em tempos como “Aqui também é S. João da Madeira”, na espectativa de que tivesse havido alguma intervenção no tratamento dado aos espaços públicos de menor visibilidade.
Verificamos que, afinal, continua a verificar-se uma atenção desigual. Conforme evidencia a fotografia, continua a haver espaços cuidados e há os que continuam a monte!

Há jardins
... e jardins!

 

Dando continuidade à denúncia da acentuada precariedade que se regista também no distrito de Aveiro e nomeadamente em S. João da Madeira, militantes da organização do PCP contactaram os trabalhadores da FAURÉCIA, entre a mudança de turno.

Deste encontro, confirmou-se o que já se sabia: uma boa parte destes trabalhadores, sobretudo os mais jovens, são contratados por seis, três ou mesmo um mês, conforme as necessidades pontuais da empresa!

Estamos a falar da maior empresa da região, com cerca de mil e quinhentos trabalhadores e que se afirma com avultados lucros!

Mas os lucros desta multinacional, não se compadecem com o impacto negativo nas pessoas, nas famílias, pela instabilidade provocada com a precariedade dos seus trabalhadores: usa empresas de mão-de-obra, com gabinetes instalados nas suas instalações para aí fazerem a triagem e a colocação temporária dos candidatos ao emprego. E se alguns destes, ao fim de vários contratos, acabam por ficar trabalhadores da FAURÉCIA, têm que colocar o “conta-quilómetros a zero” porque a empresa não lhes reconhece o tempo que lá trabalharam antes.

Dando continuidade à luta travada pelo aumento dos seus salários, os trabalhadores da Flexipol estão a cumprir 4 dias de greve (19, 20, 21 e 22 de maio).

Os trabalhadores tomaram a opção por esta forma de luta, depois de um período de greve à primeira hora de cada turno, seguido de greve às horas extraordinárias e sem que a administração da empresa desse sinais de respeito pelas suas justas reivindicações.

O municipalismo tem vindo a ser atacado um pouco por toda a Europa

Extracto da intervenção CDU - A. Municipal Janeiro S. João da Madeira

Em Portugal os vários governos têm, também, cada vez mais, enveredado por este caminho. A asfixia financeira e legal do Poder Local tem sido uma constante:

Entregam mais competências sem as devidas contrapartidas financeiras; diminuem a parte das receitas provenientes do Orçamento de Estado (ou seja a parte dos impostos que todos pagamos).

Por outro lado a democracia tem vindo a ser restringida: reforçam-se os poderes dos presidentes dos executivos, retiram-se poderes aos órgãos deliberativos - a Lei 75/2013 é, objectivamente, mais um instrumento de redução da democracia!

E tudo isto apesar de estar provado que cada euro gasto pelas autarquias tem uma rentabilidade média mais eficiente que cada euro gasto pelo Estado Central.

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