São João da Madeira

Dando continuidade à denúncia da acentuada precariedade que se regista também no distrito de Aveiro e nomeadamente em S. João da Madeira, militantes da organização do PCP contactaram os trabalhadores da FAURÉCIA, entre a mudança de turno.

Deste encontro, confirmou-se o que já se sabia: uma boa parte destes trabalhadores, sobretudo os mais jovens, são contratados por seis, três ou mesmo um mês, conforme as necessidades pontuais da empresa!

Estamos a falar da maior empresa da região, com cerca de mil e quinhentos trabalhadores e que se afirma com avultados lucros!

Mas os lucros desta multinacional, não se compadecem com o impacto negativo nas pessoas, nas famílias, pela instabilidade provocada com a precariedade dos seus trabalhadores: usa empresas de mão-de-obra, com gabinetes instalados nas suas instalações para aí fazerem a triagem e a colocação temporária dos candidatos ao emprego. E se alguns destes, ao fim de vários contratos, acabam por ficar trabalhadores da FAURÉCIA, têm que colocar o “conta-quilómetros a zero” porque a empresa não lhes reconhece o tempo que lá trabalharam antes.

Dando continuidade à luta travada pelo aumento dos seus salários, os trabalhadores da Flexipol estão a cumprir 4 dias de greve (19, 20, 21 e 22 de maio).

Os trabalhadores tomaram a opção por esta forma de luta, depois de um período de greve à primeira hora de cada turno, seguido de greve às horas extraordinárias e sem que a administração da empresa desse sinais de respeito pelas suas justas reivindicações.

O municipalismo tem vindo a ser atacado um pouco por toda a Europa

Extracto da intervenção CDU - A. Municipal Janeiro S. João da Madeira

Em Portugal os vários governos têm, também, cada vez mais, enveredado por este caminho. A asfixia financeira e legal do Poder Local tem sido uma constante:

Entregam mais competências sem as devidas contrapartidas financeiras; diminuem a parte das receitas provenientes do Orçamento de Estado (ou seja a parte dos impostos que todos pagamos).

Por outro lado a democracia tem vindo a ser restringida: reforçam-se os poderes dos presidentes dos executivos, retiram-se poderes aos órgãos deliberativos - a Lei 75/2013 é, objectivamente, mais um instrumento de redução da democracia!

E tudo isto apesar de estar provado que cada euro gasto pelas autarquias tem uma rentabilidade média mais eficiente que cada euro gasto pelo Estado Central.

As eleições autárquicas importam, como dizíamos no nosso Compromisso Eleitoral.

Ao contrário de outras forças políticas, a CDU melhorou o seu resultado eleitoral de forma significativa.

Embora não tendo conseguido eleger vereadores para a Câmara Municipal, reforçamos a nossa votação em votos, em percentagem e em número de eleitos – mantivemos uma eleita na Assembleia de Freguesia e subimos de um para dois eleitos na Assembleia Municipal.

Confiança na CDU Conferência de Imprensa da CDU em S João da Madeira * Jorge Cortez, Rita Mendes, Maria Alice Vieira

 

CDU Presta Contas

 

Mandato 2009/2013

É prática da CDU, a prestação de contas sobre o trabalho dos seus eleitos nos órgãos autárquicos. Este procedimento é tido ao longo do mandato mas feito globalmente, em jeito de balanço, no seu final.

Para a CDU este é um dever dos eleitos perante os munícipes, seus eleitores e uma consequência lógica da sua conceção de prática democrática. Assim sendo, este é o momento de balanço do mandato, é o tempo dos sanjoanenses avaliarem procedimentos, comportamentos e desempenhos das forças políticas que ao longo destes quase 4 anos dirigiram os destinos da autarquia local.

A CDU, com representação nas assembleias municipal e de freguesia, desenvolveu com empenho, competência e dedicação, um intenso trabalho em defesa dos interesses dos sanjoanenses e é justo evidenciá-lo, num momento em que os munícipes se preparam para escolher de novo os seus dirigentes locais.

O ato eleitoral que se aproxima é pretexto para os sanjoanenses refletirem sobre a cidade que têm e a cidade que querem ter, das prioridades que devem ser tidas em conta na gestão dos seus recursos, da forma como cada um dos órgãos deve intervir na sua concretização. È o tempo de preparação para que a tomada de decisão – eleição de novos autarcas - se faça tendo em conta projetos adequados e candidatos interessados e comprometidos apenas na defesa da causa pública. É um tempo para refletir, relacionar e naturalmente concluir que as políticas locais são fortemente condicionadas pelas centrais.

Em conferência de imprensa realizada ontem, a Comissão Concelhia de S. João da Madeira, do PCP, manifesta-se em defesa do Poder Local Democrático, solidária com as freguesias que o governo pretende extinguir e repudia as manobras palacianas que visam extinguir vários municípios. Transcreve-se

Nota à comunicação social

Após a apresentação do chamado Livro Verde para o Poder Local, e do repúdio que motivou centenas de Assembleias municipais, de freguesia e de acções das populações, o actual Projecto de Lei procura continuar e implementar os objectivos que o Governo preconiza para as autarquias, com o apoio do PS, por indicação da troika.

Realizou-se ontem, nos Paços da Cultura de S. João da Madeira, um concerto promovido pela Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP (DORAV), integrado nas comemorações do 90º aniversário do PCP. Percorreu-se alguma da obra de Fernando Lopes-Graça, melodias rústicas e populares, bem como canções revolucionárias internacionais e portuguesas. Participaram, neste concerto, para além de outros, os músicos: Carlos Canhoto, saxofones soprano e contralto, Fausto Neves, piano, Gisela Neves, violoncelo, Joana Resende, piano, e Manuel Pires da Rocha, violino. Da intervenção inicial de Fátima Guimarães, da DORAV, destaca-se o seguinte trecho:

Num quadro em que a bandeira do memorando da troika está em curso, a mais violenta ofensiva contra o Povo Português e os Trabalhadores desde o 25 de Abril, não é pelo seu peso na despesa pública que a cultura continua debaixo de fogo. É pelo seu papel central de afirmação da consciência da soberania e da identidade nacional. É pelo seu potencial de criação de liberdade de transformação e resistência.

Programa do concerto

que terminou com o seguinte momento:


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