São João da Madeira

Para assinalar os 75 anos da Greve dos Sapateiros, acontecimento marcante na vida coletiva deste comunidade, a organização concelhia de S. J. Madeira do PCP promoveu uma sessão debate no dia 3 de agosto pela 21:30 horas, no auditório Zeca Afonso/Sindicato do calçado.

A participação de diversos intervenientes na sessão, conduzida por Joaquim Almeira, estudioso da luta dos trabalhadores no distrito e ex-coordenador da União dos Sindicatos, e Daniel Vieira licenciado em história e naturalmente interessado na evocação deste acontecimento enquanto neto de um dos organizadores da Greve, tornaram a comemoração particularmente relevante e extremamente adequada. Como foi sublinhado, não se pode viver adequadamente o hoje, sem conhecer o que aconteceu antes, sem se perceber como se chegou cá!

Foi há setenta e cinco anos que milhares de trabalhadores do calçado reagiram organizadamente às degradantes condições de vida que levavam.

Vivia-se em plena guerra, 2.ª mundial, com restrições brutais na distribuição dos géneros alimentícios e com condições de trabalho sufocantes: nos horários, nos salários, nas condições para o desempenho da profissão.

Assim, esgotadas as possibilidades de entendimento com os patrões, num acto colectivo edificante da sua condição de trabalhadores, ousaram reivindicar melhores condições de vida e de trabalho, utilizando para isso a última arma que lhes restava, o recurso à greve!

ÁGUAS DE S. JOÃO

A Águas de S. João, empresa municipal que fornece a água à cidade, continua de modo irregular sem orçamento para o ano em curso. É uma situação incompreensível que o executivo não explica.

O PREÇO DOS LIXOS E DA ÁGUA

Devido a decisão da Câmara, vamos passar a pagar mais caro, todos os meses, a recolha do lixo. Isto apesar de nos empenharmos em separar, cada vez mais, os resíduos para reciclar, diminuindo a quantidade de lixos a tratar em aterro. Em nome da transparência, o município tem a obrigação de explicar a necessidade dos novos aumentos.

O Passeio CDU deste domingo foi no lugar da Quintã.

Voltamos à Travessa S. Francisco Xavier, um daqueles lugares que denunciamos em tempos como “Aqui também é S. João da Madeira”, na espectativa de que tivesse havido alguma intervenção no tratamento dado aos espaços públicos de menor visibilidade.
Verificamos que, afinal, continua a verificar-se uma atenção desigual. Conforme evidencia a fotografia, continua a haver espaços cuidados e há os que continuam a monte!

Há jardins
... e jardins!

 

Dando continuidade à denúncia da acentuada precariedade que se regista também no distrito de Aveiro e nomeadamente em S. João da Madeira, militantes da organização do PCP contactaram os trabalhadores da FAURÉCIA, entre a mudança de turno.

Deste encontro, confirmou-se o que já se sabia: uma boa parte destes trabalhadores, sobretudo os mais jovens, são contratados por seis, três ou mesmo um mês, conforme as necessidades pontuais da empresa!

Estamos a falar da maior empresa da região, com cerca de mil e quinhentos trabalhadores e que se afirma com avultados lucros!

Mas os lucros desta multinacional, não se compadecem com o impacto negativo nas pessoas, nas famílias, pela instabilidade provocada com a precariedade dos seus trabalhadores: usa empresas de mão-de-obra, com gabinetes instalados nas suas instalações para aí fazerem a triagem e a colocação temporária dos candidatos ao emprego. E se alguns destes, ao fim de vários contratos, acabam por ficar trabalhadores da FAURÉCIA, têm que colocar o “conta-quilómetros a zero” porque a empresa não lhes reconhece o tempo que lá trabalharam antes.

Dando continuidade à luta travada pelo aumento dos seus salários, os trabalhadores da Flexipol estão a cumprir 4 dias de greve (19, 20, 21 e 22 de maio).

Os trabalhadores tomaram a opção por esta forma de luta, depois de um período de greve à primeira hora de cada turno, seguido de greve às horas extraordinárias e sem que a administração da empresa desse sinais de respeito pelas suas justas reivindicações.

O municipalismo tem vindo a ser atacado um pouco por toda a Europa

Extracto da intervenção CDU - A. Municipal Janeiro S. João da Madeira

Em Portugal os vários governos têm, também, cada vez mais, enveredado por este caminho. A asfixia financeira e legal do Poder Local tem sido uma constante:

Entregam mais competências sem as devidas contrapartidas financeiras; diminuem a parte das receitas provenientes do Orçamento de Estado (ou seja a parte dos impostos que todos pagamos).

Por outro lado a democracia tem vindo a ser restringida: reforçam-se os poderes dos presidentes dos executivos, retiram-se poderes aos órgãos deliberativos - a Lei 75/2013 é, objectivamente, mais um instrumento de redução da democracia!

E tudo isto apesar de estar provado que cada euro gasto pelas autarquias tem uma rentabilidade média mais eficiente que cada euro gasto pelo Estado Central.

As eleições autárquicas importam, como dizíamos no nosso Compromisso Eleitoral.

Ao contrário de outras forças políticas, a CDU melhorou o seu resultado eleitoral de forma significativa.

Embora não tendo conseguido eleger vereadores para a Câmara Municipal, reforçamos a nossa votação em votos, em percentagem e em número de eleitos – mantivemos uma eleita na Assembleia de Freguesia e subimos de um para dois eleitos na Assembleia Municipal.


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