A eleita da CDU, Rita Mendes, na Ass. Municipal de S. João da Madeira apresentou uma moção tomando posição em relação ao hospital do concelho, moção esta que foi aprovada por unanimidade na Ass. Municipal na sequência da discussão dum ponto agendado pela CDU.
A eleita fez aindauma interveção demostrando a solidariedade da CDU para com os trabalhadores, e suas empresas.


MOÇÃO

Durante muitas décadas, o Hospital de S. João da Madeira serviu a população da área que lhe estava atribuída constituída por um conjunto de localidades próximas da região em que a cidade se insere.

A última reestruturação dos serviços de urgência e as alterações realizadas na gestão do Hospital de S. João da Madeira trouxeram aos utentes que anteriormente eram encaminhados para o Hospital de S. João da Madeira uma diminuição clara de prestação de alguns serviços de saúde em que se destaca o Serviço de Urgência.

Hoje, com muita frequência, temos conhecimento de utentes que são encaminhados pelo INEM para o Hospital de Santa Maria da Feira que esperam muito mais tempo do que esperavam anteriormente, no Hospital de S. João da Madeira.

Por outro lado, tem-se vindo a verificar, que a nova gestão dos três hospitais (S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira) não se tem baseado em critérios de optimização do Hospital de S. João da Madeira.

O que temos assistido, nos últimos meses, é à subalternização do Hospital de S. João da Madeira, pondo em causa especialidades e serviços, como a Ortopedia, que tinha atingido níveis qualitativos consensualmente reconhecidos.

Assistimos ao esvaziamento do Hospital, o que nos leva a temer pelo seu futuro.

Perante o que ficou dito, a Assembleia Municipal de S. João da Madeira, manifesta à Sr.ª Ministra da Saúde o seu profundo desacordo com a generalidade das medidas que têm sido tomadas e reclama que a mesma tome medidas no sentido de as corrigir.

S. João da Madeira, 11 de Dezembro de 2009

A eleita da CDU
Rita Susana Bastos de Oliveira Mendes

Intervenção de solidariedade

O PCP tem acompanhado o processo de recuperação especial da empresa OLIVA desde 1995, assim como o actual processo de insolvência em curso, decidido pelo tribunal em Agosto e cujo balanço se fará no início de Janeiro. Tem desenvolvido, quer através da sua organização local, quer através do seu grupo parlamentar, várias acções no sentido de viabilizar a empresa e garantir os postos de trabalho. Isto é do conhecimento da população em geral e dos trabalhadores da Oliva em especial.
Temo-nos preocupado que os planos municipais não agucem os dentes à especulação imobiliária e que não esqueçam que é importante manter a empresa em funcionamento e em S.J.M. Estaremos atentos à revisão do PDM e aos planos de pormenor para que não contribuam para o encerramento da empresa. Também é importante que o executivo municipal esteja atento e faça o que estiver ao seu alcance para que a empresa continue a laborar, nomeadamente quando se puser como condição a recuperação das instalações ou a sua mudança para outro local, que haja a sensibilidade para criar as condições de espaço e infra-estruturas que garantam a permanência desta grande empresa no nosso concelho.
Várias têm sido as intervenções de deputados de PCP para alertar e pressionar os governos no sentido de intervirem de modo a facilitar e não complicar a continuação da empresa. Uma empresa com a história e com a actividade metalúrgica como a OLIVA não é só importante para a economia local mas também para a economia nacional.

A Califa é uma empresa cujo processo acompanhados desde os primeiros momentos de dificuldade. Diversas foram as acções do PCP junto das trabalhadoras, junto do governo, junto da Inspecção do trabalho. Vários requerimentos têm sido apresentados pelos seus deputados inclusive no parlamento europeu. Neste processo, a eurodeputada Ilda Figueiredo já esteve na empresa mais do que uma vez assim como o próprio Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
Queremos aqui realçar a maturidade e responsabilidade das suas trabalhadoras, que de modo inteligente e com grande bom senso têm resistido a diversas tentativas de encerramento da empresa, sacrificando-se de forma louvável pelo seu posto de trabalho.
Entendemos que aqui e não no BPN se justificaria a intervenção do estado porque se trata de uma empresa que tem know-how e que tem mercado mas cuja principal dificuldade é disponibilidade financeira sobretudo para a matéria-prima. Para nós, é fundamental um apoio à tesouraria e a garantia de que há transparência na gestão da empresa. Alertamos que é preferível investir, garantindo postos de trabalho para o futuro, do que por centenas de trabalhadoras dependentes do subsídio de desemprego.

Relativamente à A.Henriques, é um processo com muitas semelhanças com os anteriores, também em processo de insolvência, que esperamos que seja viabilizada. Para além de ter cerca de cem trabalhadores é provavelmente a empresa industrial mais antiga de S. João da Madeira e tem uma longa experiência e capacidade ligada à produção de produtos de borracha.
Esperamos também que aqui haja a atenção suficiente do poder central, intervindo se necessário para evitar o encerramento da empresa.

Estas três empresas são uma amostra da situação das pequenas e médias empresas em Portugal, pequenas empresas que são a base do desenvolvimento do nosso concelho. Lembramos que a esmagadora maioria dos postos de trabalho em Portugal são micro, pequenas e médias empresas e há que defender os trabalhadores, respeitar os pequenos, médios e micro empresários, viabilizando para isso as empresas.
Nós defendemos que estas empresas devem assentar sobretudo no sector privado e por isso não estamos a pretender que o estado tenha uma atitude paternalista. Mas os Estado deve dinamizar políticas económicas e financeiras que permitam que estas empresas se desenvolvam e contribuam, como têm contribuído para a criação de riqueza e para o desenvolvimento social e económico.
Entendemos que não adianta fazer grandes promoções de novas tecnologias, de choques tecnológicos, etc, quando ao lado se deixam morrer empresas que seriam viáveis se não tivessem sido condicionadas por medidas que não têm em conta as especificidades das localidades, das regiões e do país.
No nosso caso em concreto, o encerramento destas empresas constituiria um desastre social para a nossa cidade e para a região.
É por isto que não podemos ficar indiferentes.


                                                        A eleita da CDU
                                                          Rita Mendes

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