Logótipo do PCPO PCP bem reclamou que o Governo interviesse na procura de uma solução para viabilizar a Oliva.

O PCP bem afirmou que impedir o seu encerramento era uma questão estratégica para o país. Mas para isso ser importante, era necessário que os governantes tivessem preocupação com o futuro do país e, portanto, vontade de salvaguardar o sector produtivo, fonte de produção de riqueza de qualquer país em qualquer parte do mundo e em qualquer sistema económico.

 

O PCP bem denunciou que o sector financeiro, que por si só não produz riqueza, tinha merecido a atenção dos governantes do país, preocupados, com certeza, com os lucros de uns quantos, não tendo havido dúvidas em disponibilizar-lhes dinheiro do Estado – dinheiro dos que produzem a riqueza deste país!

Não foi tida em conta a reivindicação do PCP de que o Governo interviesse no sentido de salvar a Oliva com os meios do Estado, nomeadamente através da CGD e/ou Fundos Especiais de Apoio às Empresas e, com isso, ditaram o encerramento da empresa - daquela que foi talvez a mais emblemática empresa da região e a única a produzir peças para o ramo da indústria do automóvel pesado.

Era justa a crítica que o PCP fez à Câmara Municipal pela falta de empenhamento na procura da viabilização da Oliva - no mínimo denunciando a inacção do poder central, em evitar a morte de uma empresa local, cujo interesse nacional devia preocupar todos os democratas e patriotas,.Não basta dizer que ninguém queria comprar a empresa, era necessário considerá-la como um bem a preservar: era fundamental disponibilizar-lhe os meios financeiros e uma gestão capaz de a fazer retomar o percurso de onde foi desviada (processo que remonta à ITT) acautelando dessa forma a qualidade dos seus produtos, adequadas condições de trabalho ao seu pessoal e salvaguardando as condições ambientais da população circundante, conforme o exigiam há muito os seus trabalhadores!

Mas o que fez o Estado? Através da Segurança Social, votou favoravelmente pelo seu encerramento. Menos uma “chatice” de imediato! Só que, a verba a despender num ano, pela Segurança Social, para as prestações devidas aos trabalhadores, resolveria a viabilização da empresa. Sá que, para além deste prejuízo, há o facto de os trabalhadores dificilmente voltarem a arranjar emprego!..., mas não são estes os únicos prejuízos de imediato!

Há ainda o que se deixa de exportar! As peças para o ramo “automóvel pesado”, produzidas pelos trabalhadores da Oliva, que, como já se disse, que se saiba, não são produzidas em nenhuma outra fábrica portuguesa e que eram quase na totalidade destinadas à exportação, vão deixar de constituir parte da produção e, portanto, de contribuir para a riqueza deste país.

Chega pois ao fim uma empresa criada neste concelho há 85 anos, que ao longo da sua existência produziu com qualidade diversos produtos que prestigiaram os seus fundadores, os seus trabalhadores, o concelho a região e o país. Esta foi uma exemplar demonstração de como se deve criar riqueza: produzindo, não especulando!

Como sempre o tem feito, também neste momento, o PCP se solidariza com os trabalhadores da Oliva, os únicos que nas últimas décadas se bateram efectivamente pela manutenção da empresa, vítimas directas e imediatas desta desgovernação que continua a assolar o país! O PCP reivindica que todos os seus direitos sejam salvaguardados!

O PCP responsabiliza o Governo pela passividade com que assiste ao desmantelamento do tecido industrial pelo país e que neste concelho atinge níveis preocupantes!

O PCP alerta a Câmara Municipal para o ciclo de encerramentos de empresas no concelho, que parece não ter fim à vista e que traduz já uma descaracterização da vida concelhia!

Comissão Concelhia de S. João da Madeira do

PCP

Para o topo