Santa Maria da Feira

No passado sábado, 24 de Março, realizou-se o jantar comemorativo do 97.º Aniversário do PCP em Fiães - Santa Maria da Feira que contou com a presença de dezenas de simpatizantes e militantes do Partido.

Este jantar, para além de dirigentes regionais e concelhios do Partido, contou com a presença de Tiago Vieira, membro do Comité Central do Partido, cuja intervenção salientou o papel do PCP ao longo dos seus 97 anos, bem como a necessidade de consolidar a influência do Partido no presente e no futuro.

Tiago Vieira salientou a situação actual do nosso País, dois anos após da eleições legislativas, onde a relação de forças permitiu ao PCP ter um papel de maior iniciativa e condicionamento de opções politicas, num quadro em que o governo minoritário do PS não tinha condições para determinar por si a acção politica e governativa, levando a avanços que comprovam que os portugueses não estavam condenados à politica dos cortes nas suas condições de vida e que o País não estava condenado ao rumo do empobrecimento que lhe queriam impor PSD e CDS. De resto, tal como o PCP sempre disse, comprovou-se que a devolução de rendimentos e recuperação de direitos constituíram factores de crescimento económico e de criação de emprego.

Reconhecendo os avanços e progressos mas conscientes de que Portugal continua a padecer de problemas estruturais profundos, nomeadamente nos serviços públicos, no plano social, nos baixos salários e na precariedade, os comunistas sublinham que estes problemas persistem e se agravam com as opções de classe do PS e do seu Governo ao convergergir com o PSD e o CDS em matérias chave. Assim, o PS confirma o seu compromisso com os interesses do grande capital e a sua submissão às imposições do Euro e da União Europeia.

O encerramento do Balcão dos CTT de Paços de Brandão confirma a concretização de uma política de destruição do serviço público, com consequências profundamente negativas para as populações e empresas que recorrem ao serviço postal e a outras funções asseguradas pelos CTT.

A «solução» encontrada entre a administração dos CTT e a Junta de Freguesia, com a entrega de serviços a uma empresa particular, não irá corresponder às necessidades da população como comprovado anteriormente em localidades onde o mesmo aconteceu.

Hoje o balcão dos CTT serve uma vasta população envelhecida, onde os transportes públicos são quase inexistentes e os correios desempenham um papel de serviço de proximidade imprescindível.

A troca por um «balcão de mercearia» leva-nos a questionar:

  • Terá este estabelecimento disponibilidade financeira para o pagamento das pensões de reforma todos os meses?
  • Existirá um marco de correio onde se garanta o sigilo postal?
  • Os restantes serviços diários serão assegurados com o mesmo profissionalismo?
  • Dado o movimento no actual balcão, é possível garantir que o novo estabelecimento dará resposta pronta aos utentes, ou tornar-se-á um lugar de longas esperas?

Prosseguindo a sua linha economicista, sem atender às gravíssimas consequências da sua decisão, a administração dos CTT veio divulgar mais um número significativo de encerramentos de postos dos correios em todo o país, entre eles na Freguesia de Paços de Brandão.

Trata-se de um novo ataque ao funcionamento dos serviços públicos, de resto inserida na privatização dos CTT, decidida pelo Governo PSD /CDS e que tem levado à degradação e constantes atrasos do serviço postal, afectando toda a população, ao despedimento dos seus trabalhadores, sem olhar a meios para atingir o seu único objectivo: maximizar os lucros em benefício exclusivo dos accionistas

Decorreu no passado dia 4 de Novembro, no Centro de Trabalho do PCP em Stª Mª da Feira, um plenário de militantes que procedeu à avaliação do actual momento político, bem como do balanço das eleições autárquicas e da intervenção futura do Partido.

Tiago Vieira, membro do Comité Central do PCP, presente neste plenário, enquadrou este debate numa perspectiva nacional, com a análise dos resultados eleitorais globais em que, não obstante o recuo e a perda de diversas autarquias, continuam a confirmar o projecto distintivo da CDU e são factores de confiança para a acção futura. Isso mesmo foi salientado pelo próprio, a propósito da proposta de Orçamento de Estado de 2018, em que se regista, com a contribuição decisiva do PCP, novos avanços na defesa, reposição e conquista de direitos. No entanto, está ainda distante das possibilidades reais de responder a muitos dos problemas do país. Vulnerabilidades que ficaram aliás bem patentes no verão passado com as tragédias ocorridas, a que não são alheias a falta de medidas do Governo PS, há muito reclamadas pelo PCP. Motivos acrescidos para uma acção persistente do Partido no debate do orçamento na especialidade que se vai seguir. Mas também na luta e na mobilização do povo e dos trabalhadores, com realce para a manifestação do próximo dia 18 de Novembro da CGTP em Lisboa.

Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira

Requerimento

25 de outubro de 2017

Apresentado por: Filipe Moreira (CDU)

Assunto: Curso de água poluído – São Paio de Oleiros

 Exmo. Senhor

Presidente da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira

A Rua de Bela Vila (São Paio de Oleiros) atravessa um curso de água que corre de este para oeste. O referido curso de água apresenta constantemente cor negra, como demonstrado nas fotografias abaixo, o que nos leva a crer que o foco de poluições é industrial e, evidentemente, situado a montante do local referido.

Nota de Imprensa

A Comissão Concelhia do PCP de Stª Mª da Feira expressa toda a solidariedade com as trabalhadoras da Huber Tricot que realizaram uma greve esta sexta feira, dia 7 de Abril, por melhores salários. Marcou presença nesta acção de luta uma delegação desta Comissão constituída por Filipe Moreira, Luís Quintino e Joaquim Santos.

Não é compreensível, nem aceitável que uma empresa que tenha gerado lucros e apresentado crescimento ao longo dos anos continue a praticar uma política de salários baixos. Foi possível constatar que apesar de algumas das cerca de 260 trabalhadoras estarem ao serviço da empresa há 30 anos auferem 3 euros mais do que o salário mínimo nacional. O que motiva a mais viva revolta e indignação junto das trabalhadoras desta empresa face a tamanha injustiça.


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