A célula do PCP no Centro Hospitalar do Baixo Vouga realizou no dia 17 de Abril um jantar convívio seguido de debate que contou com a presença da deputada na Assembleia da República, Paula Santos.

O debate foi participado e incidiu nas políticas dos sucessivos governos de direita PS/PSD/CDS que têm vindo a destruir o Serviço Nacional de Saúde e os direitos no trabalho.

O PCP apresentou as suas propostas para o sector da Saúde, como o reforço das campanhas de saúde escolar, a alocação de recursos humanos e técnicos aos cuidados de saúde primários, uma política do medicamento patriótica e que deixe de colocar o Estado na posição de refém da indústria farmacêutica e a reabertura dos serviços hospitalares entretanto encerrados na sequência da criação dos centros hospitalares.

O PCP mantém-se firme na defesa dos direitos dos trabalhadores, rejeitando o aumento do horário de trabalho para as 40h, contra o roubo dos feriados, em defesa dos subsídios por trabalho por turnos e a horas incómodas, em defesa do direito às folgas e descansos compensatórios e contra o roubo nos salários.

Foi também discutida a sustentabilidade das propostas do PCP pois e é verdade que, de facto, aumentam a despesa do Ministério da Saúde, é igualmente verdade que hoje os juros da dívida - que não pára de crescer - excede já o orçamento da saúde estando pelos 9 mil milhões de euros.

É, por isso, imprescindível uma mudança de paradigma político-económico, centrando nos trabalhadores e no povo, na defesa dos seus direitos constitucionais, a acção política. É urgente a renegociação da dívida, alguma dela ilegítima, e a ruptura com as opções políticas da União Europeia, adoptando uma política patriótica e de esquerda que coloque o país a produzir, cabendo aos trabalhadores e ao povo lutar por ela na rua, nos locais de trabalho e aproveitando as próximas eleições para dar força a quem, como a CDU, sustenta tais opções para solucionar os problemas do país.

Para o topo