Na mesa Diana Ferreira, , Ana Valente, Tiago Vieira, Carlos Rodrigues e Rui Santiago

Na noite de 05 de Maio teve lugar na Casa da Comunidade Sustentável um debate do PCP sob o lema "Ensino Superior e Financiamento - O paradoxo entre as altas exigências e a falta de verbas!".

Participaram como oradores deste debate Ana Valente (estudante da UA), Carlos Rodrigues (professor na UA), Rui Santiago (professor na UA e director do DCSPT) e Diana Ferreira (deputada do PCP na Assembleia da República e membro da Comissão Parlamentar de Educação).

Ao longo das diferentes intervenções, quer da mesa, quer do público, ficou evidente que há uma estratégia concertada de destruição do Ensino Superior Público conquistado e construído com o 25 de Abril.

Um dos pilares fundamentais desta estratégia que os Governos PS, PSD e CDS vêm implementado é o sub-financiamento das instituições que, por um lado, obriga os estudantes a financiarem o seu percurso académico (em contraponto com o que acontece na generalidade dos países da Europa), e por outro, obriga as instituições a colocarem-se na dependência de grupos económicos para obter financiamento, subvertendo aquilo que deveria ser uma ligação saudável e reciprocamente benéfica para instituições públicas e empresas privadas com o desenvolvimento e modernização do aparelho produtivo nacional.

Partindo deste retrato da realidade debateram-se igualmente as propostas do PCP para a inversão da situação actual, dando-se particular destaque à abolição das propinas, ao reforço do financiamento do Ensino Superior e da Ciência, ao combate à precariedade entre docentes e investigadores, ao reforço dos mecanismos de Acção Social Escolar (mais importantes ainda neste quadro de grandes dificuldades por que passam as famílias portuguesas), e ao aprofundamento da democracia dentro das instituições através de uma gestão democrática, paritária e em que liberdade de acção e intervenção não sejam postas em causa.

Como necessário complemento à discussão de situação e propostas para a contrariar, debateu-se a necessidade de reforçar a resistência, quer de estudantes, quer de trabalhadores, como condição para impedir o prosseguimento deste caminho para a destruição do Ensino Superior e o retomar da construção do Ensino Superior Público, Gratuito e de Qualidade para todos, como plasmado na Constituição da República Portuguesa.

 

Para o topo