1. Os resultados da Greve Geral no distrito de Aveiro, apurados até este momento, constituem uma importante vitória dos trabalhadores. Os níveis de adesão em muitas empresas e locais doe trabalho, do sector público e empresarial do Estado e do sector privado são claramente superiores aos da Greve Geral de há um ano.

2. São muitas as escolas, agrupamentos escolares, jardins de infância, repartições de finanças, serviços de segurança social, estações dos CTT e outros serviços públicos encerrados ou profundamente afectados em todo o distrito. Os hospitais, estabelecimentos e serviços de saúde estão a funcionar muitas vezes em serviços mínimos. Os serviços municipais e de abastecimento de águas estão muito afectados. Os transportes públicos estão parados (100% na Moveaveiro), ou funcionam em serviços mínimos (caso da CP).

3. No que respeita ao sector privado, destacam-se níveis de adesão muito positivos no sector automóvel (CACIA-Renault 75% na produção), empresas metalúrgicas muito afectadas (Funfrap, Grohe). Empresas do sector corticeiro com a produção quase parada (IpocorcK 90%, Amorim Revestimentos 90%, Socori 80%, ICL 96.25%, ICAL 100%). Empresas de Calçado sem produção, ou quase (C. Dietz 100%, Glessmioni 100%, Moveon 90%). Empresas têxteis profundamente afectadas (Califa 90%, Huber 60%, Trecar 50%). Vários Hipermercados muito afectados (Recheio, Aveiro, 66%, Pingo Doce, Espinho, 60%).

4. A adesão dos trabalhadores à Greve Geral demonstra que também neste distrito, numa situação de enorme dificuldade, de extorsão, chantagem, intimidação e até de provocação (como demonstram os incidentes na Tovartex e na ICL), grande massa de trabalhadores adere à Greve Geral e aos seus mais importantes objectivos - dar combate à exploração e à pobreza, resistir ao pacto de agressão e ao OE de roubo e de desastre nacional, afirmar uma nova política em defesa de quem trabalha.

5. O PCP responsabiliza o Governo pelas orientações que levaram a que a ACT, no decorrer da Greve, tenha desrespeitado as suas competências fundamentais de fazer cumprir a legislação laboral, com uma actuação de cobertura objectiva e efectiva das ilegalidades do patronato, quanto aos direitos dos trabalhadores em geral e aos direitos de greve e dos piquetes de greve em particular. O PCP repudia as acções ilegais da GNR, de conteúdo repressivo, de intimidação aos trabalhadores e de protecção das ilegalidades patronais, nomeadamente na CACIA – Renault. Este governo demonstra assim que está contra a Constituição e que são os trabalhadores que defendem a lei e os direitos, liberdades e garantias do nosso povo.

6. O PCP saúda a determinação dos trabalhadores na luta e apela à sua continuidade, ainda hoje, nos desenvolvimentos da Greve Geral e nas concentrações nas cinco praças de informação sobre a Greve, que decorrem em todo o distrito. O PCP confia em que os trabalhadores saberão partir, desta Greve Geral, para novas batalhas na luta por uma política patriótica e de esquerda e por um Portugal com futuro.

Gabinete de Imprensa da DORAV

14h15, 24 de Novembro de 2011

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