A CDU organizou esta sexta um debate sobre mobilidade partindo do projeto de ciclovia que fará a ligação entre a estação de Aveiro e a Universidade. Para lá dos problemas de desenho e dos conflitos identificados, sobressai a ideia de uma oportunidade perdida para promover de forma integrada um novo paradigma de mobilidade para Aveiro.

Neste debate, para alem de Miguel Viegas e Filipe Guerra da CDU, participaram várias associações e cidadãos individuais que encheram a sala da antiga Junta de Freguesia da Vera Cruz. Das várias intervenções, destaque-se a existência de vários problemas no traçado proposto os pontos conflituantes na rotunda do Pingo Doce e no cruzamento da Mario, a subida até à Mário Sacramento e a ausência de locais de estacionamento junto à estação da CP.

Mas para Miguel Viegas, a escolha deste traçado em detrimento de outros bem mais rápidos e centrais revelam que a Câmara ainda não percebeu a necessidade de mudar o paradigma de mobilidade dando uma maior centralidade aos modos suaves. As escolhas deste executivo municipal, desde logo na construção do parque de estacionamento subterrâneo no Rossio e a falta de investimento no transporte coletivo reforçam esta convicção.

Filipe Guerra, eleito municipal na Assembleia Municipal de Aveiro irá colocar estas questões já na próxima assembleia municipal. Importa saber qual o envolvimento do departamento de ordenamento da Universidade de Aveiro nesta solução e que pensa fazer relativamente aos seus pontos críticos. Importa saber quais os fundamentos para a decisão de colocar a ponte pedonal na rotunda do ISCA, solução esta que contraria todas as recomendações que apontam para a necessidade de reduzir a velocidade dos carros com medidas físicas de acalmia de tráfego. Importa finalmente saber se esta Câmara está ou não na disposição de abrir o debate à população e aos restantes partidos da oposição para uma nova política de mobilidade que liberte o centro de parte do transito automóvel e crie condições ao uso pedonal e da bicicleta.

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