Miguel Viegas, candidato da CDU às próximas eleições legislativas acompanhado de Miguel Jeri, eleito da CDU na Assembleia Municipal de Ovar estiveram no lugar da Marinha para ouvir os protestos da população perante a intervenção da APA, Agência Portuguesa para o Ambiente. A população não contesta a construção de barreiras de protecção para evitar a entrada de água salgada para os campos agrícolas. O que contesta é que as barreiras em construção, em vez de seguir as margens da Ria, chegam a passar 200 metros para o interior roubando terras agrícolas aos agricultores. Esta situação foi já motivo de protesto no período de discussão pública do projecto. A CDU reclama agora uma intervenção urgente da autarquia e da APA para corrigir esta aberração.

Este representa mais um exemplo que demonstra o total desrespeito pelas populações. Na discussão pública do projecto Polis da Ria de Aveiro, a população da Marinha que reclama motas de protecção para as suas terras agrícolas, entregou um abaixo-assinado chamando a atenção para o facto das barreiras de protecção passarem por dentro dos terrenos em vez que percorrerem as margens da Ria, como acontece em todos os outros concelhos onde foram criadas. Numa demonstração de total autismo face às justas críticas dos agricultores, a APA está a avançar com a obra, criando uma situação insólita em que os proprietários deixaram de ter acesso aos seus próprios terrenos. Segundo a empresa, não só não estão previstas quaisquer rampas de acesso para permitir o acesso às terras como também não está previsto qualquer sistema de drenagem das águas pluviais. Ou seja, ao prevenir as inundações pelas águas da Ria, a obra irá fomentar inundações por falta de drenagem das águas pluviais.

Pelo voz da CDU ficou o compromisso de intervir junto da autarquia e junto do ministério do ambiente através de uma pergunta parlamentar. A CDU exige saber porque não foram tidas em conta as críticas dos agricultores e que critérios estiveram na base do desenho das motas de protecção que, de acordo com o projecto, irão destruir várias dezenas de terras aráveis. Importa igualmente explicar o que a APA prevê fazer, quer em relação ao usufruto dos terrenos por parte dos proprietários, quer relativamente ao sistema de drenagem das águas pluviais.

Aveiro, 19 de Agosto de 2019

 

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