Águeda

A Comissão Coordenadora de Águeda da CDU realizou no passado sábado, dia 14 de Novembro, uma acção junto ao que resta da ponte caída sobre o Vouga, em Lamas e Macinhata, que contou com a presença de várias dezenas de cidadãos, assinalando mais um ano que passa sem que a ponte ali caída em 2011 seja recuperada.

Esta ponte, para além de constituir um importante marco histórico na região,é uma indispensável infra-estrutura para as populações de Lamas e de Macinhata do Vouga.

De facto, sem a sua recuperação, aqueles que pretendam atravessar a pé têm que arriscar a sua segurança, uma vez que a única alternativa que resta é utilizar o IC2, numa das zonas com mais tráfego do concelho.

Passaram 9 anos desde a sua queda e até hoje, nem o Poder Local nem o Estado Central, demonstraram qualquer vontade na sua reabilitação, revelando um completo desprezo pelas populações por ela servidas.

Para a CDU a recuperação da ponte significa diminuir o isolamento e contribuir para a coesão territorial, garantir o direito à mobilidade e melhorar a qualidade de vida da população local.

É preciso que o Poder Local cumpra o seu papel e intervenha junto do Governo e das Infraestruturas de Portugal para que a justa reivindicação da recuperação da ponte seja alcançada.

É com profunda preocupação que a Comissão Concelhia de Águeda do PCP recebe a notícia de que o Hospital de Dia Polivalente, onde são prestados cuidados de saúde em regime de ambulatório sem necessidade de internamento, passaria a funcionar no Hospital de Águeda.

Essa transferência, ainda que temporária, implica um notório atraso na realização dos tratamentos e um transtorno sobejamente maior para os utentes.

Uma vez que o Hospital de Águeda não conta hoje com um laboratório, os utentes primeiramente terão que se deslocar ao Hospital de Aveiro para a realização de análises, aguardar dois dias pelos resultados e só depois poderão receber o tratamento no Hospital de Dia. Ao contrário do que acontecia quando os serviços estavam concentrados no Hospital de Aveiro em que era possível realizar as análises e receber o tratamento no mesmo dia.

Acresce que a ligação a Águeda através de Transporte Público é fraca, tornando um verdadeiro entrave ao acesso àqueles que não dispõem de transporte individual.

A Comissão Coordenadora de Águeda da CDU realizou, no passado Sábado, dia 10 de Outubro, uma sessão de lançamento de um abaixo-assinado exigindo a reabilitação da Ponte sobre o Vouga, que contou com a presença de cerca de duas dezenas de pessoas.

A falta de reabilitação desta ponte, lembre-se caída em Novembro de 2011 por falta de manutenção, é reflexo do desprezo a que as populações por ela servidas têm sido sujeitas. De facto, com a circulação dificultada, aumenta o isolamento, reduzem-se as acessibilidades e arrisca-se a própria segurança, pois, para se chegar ao outro lado da margem é necessário utilizar o IC2. Aliás, como foi ali salientado por vários moradores, nem sequer é permitido a um pequeno agricultor atravessar a ponte do IC2 de trator ao Sábado à tarde.

A Comissão Concelhia de Águeda do PCP tomou conhecimento das condições em que têm sido prestados os cuidados de saúde aos utentes do Pólo da Mourisca do Vouga, pertencente à UCSP Águeda III.

As consultas daquela Extensão de Saúde foram canceladas e encontram-se actualmente suspensas, sem data prevista para a sua reposição, estando apenas a ser assegurado um contacto telefónico e a requisição de receitas para medicação e exames complementares de diagnóstico. Os utentes são obrigados a dizer junto à recepção o que pretendem sem qualquer garantia de privacidade.

A actual crise sanitária colocou em evidência a importância da defesa dos serviços públicos e em particular do Serviço Nacional de Saúde. Para além das medidas de resposta à Covid-19 o SNS tem de continuar a assegurar a actividade assistencial a todas as outras situações de doenças, incluindo crónicas, agudas e urgentes, sendo elevado o número de utentes que continuam a precisar de vigilância médica e de enfermagem, que ficam com a falta de consultas longe do acompanhamento necessário.

Foi com algum agrado que a Comissão Concelhia de Águeda do PCP tomou conhecimento de que a Câmara Municipal vai avaliar o estado de conservação de 31 pontes e viadutos de todo o concelho de forma a programar, conforme afirmado, “futuras intervenções que se revelem necessárias”.

Todavia, causa alguma estranheza que a mesma Câmara Municipal nada tenha feito para resolver o problema da ponte sobre o Vouga, que liga Lamas do Vouga e Macinhata, caída em 2011, num claro desprezo pelo património histórico e causando evidentes prejuízos para as populações. De facto, com a circulação dificultada, aumenta o isolamento, reduzem-se as acessibilidades e arrisca-se a própria segurança, pois, para se chegar ao outro lado da margem é necessário utilizar o IC2.

Foi com espanto que a Comissão Concelhia de Águeda do PCP viu anunciado na página do Facebook do Jornal Soberania do Povo um novo conteúdo, com o mote "Conversas de outro género", em que estariam representadas as várias forças políticas. De facto, as intervenientes anunciadas para a iniciativa têm conhecida filiação e relação partidária com as forças políticas que se diz representarem, excepto a pessoa que supostamente iria representar o Partido Comunista Português.

O PCP esclarece que não foi contactado por aquele jornal para participar em qualquer sessão, nem quem supostamente o iria representar é militante deste Partido. O Partido não coloca em causa a idoneidade da pessoa escolhida por esse jornal, mas esclarece que é o PCP que decide quem e como se faz representar em iniciativas ou acções públicas.

O PCP faz notar a sua preocupação ao analisar os últimos dados disponíveis relativos ao desemprego no concelho de Águeda (dados disponibilizados pelo IEFP, Instituto do emprego e formação profissional, relativos ao período de Abril deste ano). Comparando com o período homólogo do ano passado, o desemprego regista uma subida de 30% no concelho, sendo que os trabalhadores mais afectados são aqueles com vínculo de trabalho precário, a recibos verdes e em situações de subemprego.

Uma delegação do Partido Comunista Português esteve na passada Quinta-Feira, dia 28 de Maio, junto ao Hospital Conde de Sucena, em Águeda, numa acção de contactos pela defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde.

É reconhecido que, apesar das décadas de políticas de esvaziamento e desinvestimento, o Serviço Nacional de Saúde foi insubstituível na resposta ao surto epidémico. Todavia, os grupos económicos do negócio da doença e os seus representantes políticos desenvolvem uma gigantesca operação para o atacar e comprometer o seu futuro visando, a pretexto do combate desenvolvido pelo SNS ao surto epidémico, entregar novas valências, funções e recursos públicos aos grupos privados.

A situação que o País atravessa exige medidas para combater e liquidar o vírus, para salvar quantas vidas for possível, mas é inaceitável em nome disso, liquidar direitos e cortar salários.

Pelo contrário, a situação actual exige a adopção de medidas concretas de protecção dos trabalhadores, com a proibição dos despedimentos, com a nulidade dos actos que sejam praticados em violação da legislação laboral, com a consideração da Covid-19 como doença profissional para todos os trabalhadores dos serviços essenciais e também o pagamento do suplemento remuneratório de compensação do risco da penosidade e insalubridade que estes trabalhadores enfrentam.

Nota da Comissão Concelhia de Águeda do PCP

É com profunda preocupação que o PCP recebe a resposta do Governo à sua pergunta sobre a Extensão de Saúde de Belazaima do Chão.

O PCP questionou o Governo procurando saber se é sua intenção o encerramento da Extensão de Saúde de Belazaima do Chão; qual a justificação para que desde Outubro de 2019 não se tenha encontrado uma solução para a contratação de um médico de família; e que medidas o Governo iria adoptar para repor a prestação de cuidados de saúde à população servida por aquela extensão de saúde e que investimentos na melhoria do seu funcionamento tem previstos.

O Governo limita-se a esclarecer que o acesso à prestação de cuidados de saúdes primários da população de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão encontra-se assegurado uma vez que podem se deslocar à sede da UCSP Águeda II (centro de saúde de Águeda) para consultas abertas para doenças agudas e para consultas programadas de vigilância da saúde , que não é uma real solução pois significa uma deslocação de pelo menos 14km numa realidade em que não existe uma rede de transportes públicos capaz de dar resposta às necessidades. Nada adianta sobre a contratação de um novo médico de família para aquela Extensão de Saúde.

No atual momento, em que enfrentamos no país um surto epidémico, torna-se ainda mais relevante garantir o funcionamento adequado da Extensão de Saúde de Belazaima do Chão, assegurando o acompanhamento de outras patologias e a ligação do SNS às populações.

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