Aveiro

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP realizou na manhã de 24 de Março, uma visita ao Bairro Histórico do Concelho, nomeadamente ao edificado envolvido pelas ruas Combatentes da Grande Guerra (antiga Rua Direita), Luís Cipriano e Batalhão Caçadores 10, onde se esta a realizar relevante intervenção urbanística que recentemente deu origem ao desabamento de um terceiro edifício, não contemplado na dita intervenção.

Na zona do Concelho acima citada está portanto em curso uma relevante intervenção urbanística sobre a qual se desconhecem as preocupações patrimoniais e arqueológicas. A intervenção urbanística em causa apenas teve a preocupação, até ao momento, de preservação da fachada da habitação datada de 1616, não tendo sido respeitado qualquer outro elemento constante do património histórico e arqueológico ali edificado e identificado. Pelo contrário, sucedem-se os episódios de incêndios, desabamentos e demolições, estando actualmente em estado de absoluta degradação e destruição o património existente.

A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português vem apresentar a sua firme oposição à proposta de encerramento de mais duas agências da Caixa Geral de Depósitos no nosso concelho.

De acordo com a proposta conhecida é intenção da CGD proceder ao encerramento das agências de São Bernando e na sede da AIDA, facto grave por si, mas ainda mais se tido em conta que no espaço de poucos anos foram já encerradas os balcões Aveiro sul, Loja do Cidadão e Sá-Barrocas. Esta situação terá ainda consequências no plano laboral com o desaparecimento de dezenas de postos de trabalho e despedimentos.

No final da passada semana, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, veio anunciar alterações aos horários dos autocarros da Movebus ( Transdev), procurando silenciar a contestação dos muitos utentes dos transportes públicos de Aveiro que se viram lesados no processo de extinção da MoveAveiro e concessão à Transdev.

Sem prejuízo de uma análise mais aprofundada a estas alterações e respectivo comentário, o PCP não pode deixar de assinalar que a par com as ditas alterações de horários houve graves alterações de preços!

Na verdade, o que antes era um bilhete de ida e volta no período de 24 horas, passou a ser de apenas ida. E a tarifa de compra a bordo para crianças e idosos que era de 1,50€ passou a 2,00€!

Na semana passada, Ribau Esteves veio em tom de mistério pré-eleitoral anunciar que haveria uma entidade privada disponível para investir 50 milhões de euros na construção de um novo hospital em Aveiro, mais concretamente em terrenos junto da estação de Aveiro, com quem o negócio estaria praticamente fechado.

Tais declarações merecem do PCP as seguintes considerações:

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP comunica que fez agendar na próxima sessão da Assembleia Municipal de Aveiro a realizar na próxima sexta-feira dia 17 de Fevereiro de proposta de Recomendação à CMA sobre a Defesa do serviço público de transporte no município.

A proposta de Recomendação tem três pontos essenciais:
-a realização de uma auscultação profunda a todos os interessados no serviço, entre utentes, estruturas representativas dos trabalhadores, entidades económicas, comunidade escolar entre outras;
-revisão urgente de horários e percursos vigentes;
-reformulação de bilhética, com reversão imediata dos aumentos de preços registados em Janeiro e aumento dos postos de aquisição dos títulos de viagem.

Passada apenas uma semana útil da entrada em funcionamento da concessão plena dos transportes rodoviários no concelho de Aveiro à Transdev – com o nome “Aveiro Bus” – é já evidente que se multiplicaram os problemas sentidos pelos habitantes dos concelhos que dependem do transporte público.

Mais do que “pontuais”, os problemas já identificados por habitantes de vários pontos dos concelhos revelam que há uma questão estrutural por resolver. Não é coincidência que apareçam queixas de várias freguesias do concelho (Cacia, São Bernardo, Eixo, etc.), trata-se precisamente da confirmação daquilo para que o PCP sempre alertara: a concessão dos transportes a privados conduz à degradação da sua qualidade, pois o factor determinante para quem presta o serviço é o lucro!

Em virtude dos recentes desenvolvimentos da situação da MoveAveiro e da sua concessão, o PCP realizou no final da tarde de hoje uma acção de esclarecimento junto da população do concelho de Aveiro.

Concentrados em algumas das principais artérias do concelho, os militantes do PCP envolvidos nesta iniciativa tiveram oportunidade de distribuir um panfleto elaborado para o efeito, bem como contactar directamente com utentes e outros munícipes que só não são utentes porque a oferta pública de transportes os força a fazer do seu carro individual.

Nos contactos feitos ficou evidente que, tanto ao nível das preocupações com o actual quadro, como do cepticismo face à solução encontrada, há na população aveirense uma grande identificação com os aspectos fundamentais da linha de intervenção do PCP sobre a matéria.

A seu pedido, uma delegação do Ciclaveiro foi recebida por uma delegação composta por membros da Direcção da Organização Regional e da Comissão Concelhia de Aveiro com Manuel Reis, Filipe Guerra e Tiago Vieira. Originada num projecto de iniciativa de cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte no seu dia-a-dia, esta Associação formalizou-se recentemente. Este encontro com o PCP faz parte de um conjunto de iniciativas de apresentação e sensibilização junto dos diversas entidades que intervêm sobre a utilização do espaço público, com especial atenção às necessidades relacionadas com a mobilidade.

As questões da mobilidade têm sido objecto muito presente na reflexão e intervenção do PCP. Filipe Guerra, eleito pelo PCP na Assembleia Municipal de Aveiro, exemplificou alguns casos traduzidos em intervenções específicas a nível autárquico. A destruição da Moveaveiro demonstra como falaciosos foram os argumentos usados pelos sucessivos executivos camarários que, ao longo de décadas, foram afastando os serviços municipalizados de transportes de Aveiro da esfera do controlo democrático, acenando com melhorias de acessibilidades.

Nas últimas semanas, muito se tem dito e escrito sobre a situação do CHVBV. Perante isto, é evidente que as escalas de médicos do serviço de urgência do CHBV têm estado incompletas, comprometendo os cuidados prestados à população. Houve alguns turnos em que esteve escalado apenas um cirurgião, ao invés dos três que legalmente deveriam estar de serviço. Isto leva inclusivamente a que seja alterada a orientação de doentes urgentes a nível nacional, uma vez que nestes turnos o CHBV deixou de ter capacidade para atender politraumatizados graves.

Também na escala de Medicina Interna há graves lacunas, havendo turnos por preencher e estando por vezes escalado um interno do primeiro ano da especialidade no lugar de um especialista. Como resultado, há sobrecarga de trabalho para os restantes especialistas escalados e atrasos no atendimento dos doentes.

O PCP salienta também a falta das especialidades de Urologia e Neurologia no serviço de urgência (esta última apenas disponível 12h por semana), o encerramento da Consulta Urgente de Otorrino e a irregularidade da escala de urgência de Oftalmologia.

No passado dia 3 de Novembro, teve lugar uma reunião entre o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro – Ribau Esteves – e os trabalhadores da Move Aveiro (transporte rodoviário e fluvial e estacionamentos).

Este encontro serviu para confirmar o que já se esperava: apostada na destruição da Move Aveiro, a maioria PSD/CDS, liderada por Ribau Esteves, vem agora apresentar aos trabalhadores uma proposta que poderá representar um futuro de perda de direitos e, em alguns casos, mesmo de emprego.

Assim, invocando o “cumprimento da lei” para procurar afastar de si a necessária avaliação política de todo este processo, a Câmara vai colocar-se na intermediação da passagem de alguns trabalhadores para os operadores privados que assumirão os serviços concessionados. No que toca aos restantes trabalhadores, alguns serão integrados nos serviços camarários.

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