Aveiro

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP repudia a postura do Executivo PSD/CDS da CMA relativamente às Comemorações Populares do 25 de Abril e do 1º de Maio em Aveiro.

A CMA, ao contrário da tradição democrática de Aveiro recusou-se a ceder palco e respectivo ponto de luz, conforme habitualmente solicitado pelo movimento associativo e sindical. Mais, deixou esta solicitação sem resposta até à véspera do 25 de Abril, obstaculizando, ainda mais, a realização destas tradicionais iniciativas.

Filipe GuerraTranscreve-se intervenção de Filipe guerra na AM de Aveiro em 25 de Abril de 2014.

A iníciar a intervenção oral, manifestou repúdio pela não cedência de palco da CMA para as comemorações populares.

 

Exmos. Senhores,

Celebramos hoje o 40º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974.

Com o assinalar desta data, observamos na sociedade portuguesa, em diversas estruturas, institucionais e não institucionais, académicas, sociais, culturais e largamente na comunicação social dominante a tentativas de reescrita da História, de branqueamento do fascismo, de falseamento de papéis e responsabilidades, e, até, de denegrir a própria Revolução.

Só a luta nos pode dar aquilo que nos querem roubarO Serviço de Ortopedia do Hospital de Aveiro tem, há muito, necessidade de recorrer constantemente ao trabalho extraordinário de enfermeiros para preencher escalas de serviço programado. Apesar do problema ter sido apresentado pelos enfermeiros à Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), o problema nunca foi objeto de qualquer medida séria. Desta forma, a situação agravou-se, por um lado, com a exaustão física e psicológica de vários profissionais que acabaram por ficar de baixa e a impossibilidade de poderem ser gozadas as férias a que qualquer trabalhador tem direito.

Miguel Viegas em contactos com a população em S. JacintoA CDU, através do seu candidato Miguel Viegas às próximas eleições para o Parlamento Europeu, esteve hoje presente em S. Jacinto naquela que pode ser considerada com a sua primeira acção de campanha.

Acompanhado de vários activistas, Miguel Viegas manteve contactos com a população, inteirando-se dos seus problemas mais prementes e que têm a ver, em primeiro lugar, com o seu isolamento.

À velha questão da ligação a Aveiro, que merecia, seguramente, mais barcos e preços mais acessíveis, junta-se a falta de equipamentos que possam trazer mais qualidade de vida aos habitantes daquela que é a única praia do concelho de Aveiro.

Durante a visita, mereceram particular atenção a Escola Primária e respectivo Jardim de Infância e a ameaça que paira sobre o Centro de Saúde local. Sobre a primeira situação emerge a necessidade premente de obras de beneficiação, incluindo a remoção das telhas de amianto no Jardim de Infância cuja permanência constitui um autêntico escândalo tendo em conta as responsabilidades do Ministério da Educação e Ciência e da autarquia.

Quanto ao Centro de Saúde que, por incrível que pareça, tem também uma cobertura de telhas de amianto, a CDU regista as palavras do responsável pelo Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga que descarta, para já, qualquer encerramento, muito embora vá mencionando a possível referenciação dos utentes de S. Jacinto para a Murtosa. Trata-se de uma questão de enorme importância, relativamente à qual a população de S. Jacinto se deve manter atenta e mobilizada.

Aveiro, 12 de Abril de 2014.

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP

População e a GNR na Coutada impediu avanço das máquinasNum momento em que correm várias queixas relativamente ao projeto do futuro Parque da Ciência e Inovação que, inclusivamente, já sofreu diversas modificações, a Câmara de Ílhavo resolveu avançar com as obras de acesso, à revelia de todas as normas elementares de bom senso colocando-se, afrontosamente, à margem da legalidade.

Com efeito, e perante a determinação da Câmara em avançar com as máquinas no terreno, os moradores em conjunto com a associação ambientalista Quercus, avançaram de imediato com uma ação popular, conseguindo que a obra fosse embargada. Ainda assim, a Câmara Municipal de Ílhavo, num gesto de completa arrogância, emitiu um comunicado através do qual não reconhece nem a legitimidade dos moradores, nem a força da lei, e reitera o propósito de avançar com as obras.

Perante este cenário, a população esteve hoje no terreno procurando travar o avanço das máquinas. A legalidade acabaria por ser reposta com a chegada da GNR que notificou os trabalhadores e impediu o início das operações previstas.

O PCP, que se fez representar pelo seu dirigente, Miguel Viegas, não pode deixar de repudiar o comportamento da Câmara de Ílhavo e solidarizar-se com as populações em luta. Em causa estão violações flagrantes da reserva agrícola e reserva ecológica, que não foram acauteladas no estudo de impacto ambiental. Tal como consta de diversos requerimentos apresentados pelo PCP na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, os estudos nada referem sobre localizações alternativas, pelo que todo o processo deve ser repensado, antes que danos irreparáveis aconteçam.

Aveiro, 8 de Abril de 2014

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP

Falha no fornecimento de leite a escolas do 1º ciclo em AveiroAproveitando a sessão da Assembleia Municipal de Aveiro, realizada ontem, o PCP, pela voz do seu representante, Filipe Guerra, apresentou um conjunto de questões sobre a actual situação social e política marcada pela crise e pelo desemprego, não deixando passar em claro a interrupção no fornecimento de leite às escolas do 1.º ciclo do concelho ocorrido no mês passado.

 Ver pergunta ao Governo

São já muitas as intervenções do PCP sobre o Centro Hospitalar do Baixo-Vouga e sobre o Hospital Infante D. Pedro (Aveiro), em particular. A falta de recursos técnicos e humanos agravada pelos cortes cegos do orçamento de estado na Saúde tem vindo a atingir de forma séria a qualidade do serviço prestado por aquele centro hospitalar com situações gritantes que deveriam fazer corar de vergonha os nossos actuais responsáveis políticos.

A situação da Moveaveiro agrava-se de dia para dia, fruto de uma política de destruição que compromete toda e qualquer estratégia de viabilização da empresa. Em vez de viabilizar a empresa, integrando-a no perímetro da Câmara Municipal e transformando a Moveaveiro num verdadeiro instrumento ao serviço da população e do desenvolvimento do Concelho, este executivo municipal, à semelhança dos anteriores, persiste no firme propósito de tudo fazer para a sua inviabilização.

Os fiscais da Movepark, responsáveis pela fiscalização da área de estacionamento pago na cidade de Aveiro vivem momentos dramáticos, à semelhança dos restantes trabalhadores da Moveaveiro.

Fruto de uma completa desorientação política dos sucessivos executivos municipais que passaram pela Câmara de Aveiro, a verdade é que não existe uma verdadeira política de mobilidade que oriente e coordene as questões do trânsito, do estacionamento, dos transportes públicos e da promoção dos modos suaves de locomoção.

As políticas de estacionamento revelam de forma clarividente esta ausência de ideias e demonstram a incompetência de quem nunca soube gerir a coisa pública em benefício dos cidadãos. Foi a construção de parques de estacionamento sem critério, como é o caso da praça Marquês de Pombal, foi a criação de zonas de estacionamento em áreas residenciais, onde o investimento em parquímetros se revelou profundamente negativo para a empresa, e por fim a tentativa de concessão de múltiplos parques subterrâneos, já numa fase delirante do último mandato 2009-2013 da responsabilidade de PSD-CDS.

No quadro da realização da última Assembleia da União de Freguesias da Glória e Vera-Cruz, Rosa Gadanho, eleita pelo PCP naquele órgão autárquico, colocou um conjunto de questões prementes que se arrastam há já algum tempo e começam a infernizar a vida de grande parte da população.

Acesso à Escola Básica Sá Barrocas, AveiroA primeira questão tem a ver com os acessos à Escola Básica das Barrocas. Não se compreende como é que não foi possível, ao longo destes anos, resolver um simples desnível de cerca de 50 cm, que obriga à realização de uma autêntica gincana para aceder àquele estabelecimento de ensino, criando, inclusivamente, uma situação de risco para todos os utentes. Neste sentido, o PCP entende que, com pouco investimento, poder-se-ia resolver o problema do desnível, permitindo um melhor aproveitamento de todo aquele espaço, com parque de estacionamento e passeios verdadeiramente condignos.

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