Uma delegação de Espinho do PCP, esteve esta semana à porta da Tapeçaria Ferreira de Sá, numa acção de contacto com os trabalhadores, inserida na campanha "Valorizar os trabalhadores, Mais Força ao PCP".

A Tapeçaria Ferreira de Sá é uma empresa em franca expansão, exportando já para todos os continentes, e conta já com mais de 100 trabalhadores, pelo que não se justifica o constante "entra e sai" de trabalhadores, recorrendo constantemente aos contratos a prazo, muitos deles ao mês.

Da mesma forma, são difíceis de aceitar os ritmos de trabalho cada vez mais intensos e o acentuar da pressão sobre os trabalhadores.

Recentemente, a administração decidiu proceder ao aumento dos salários, colocando-os em 600€ como valor mínimo, ou seja, acima do mínimo definido pelo Governo e do contrato colectivo de trabalho.

Esta decisão comprova o que o PCP sempre disse. Num sector em franco crescimento, num momento em que a economia nacional se expande, o aumento dos salários não representa qualquer problema para as empresas. De resto, no médio e longo prazos, ele é até desejável para melhorar o poder aquisitivo dos trabalhadores, algo com consequências óbvias no aumento do dinamismo económico e, por conseguinte, no aumento de emprego - factos que contribuiriam positivamente para a situação da Segurança Social, que teria assim mais receitas e menos despesas.

Na Tapeçaria Ferreira de Sá, como em tantas empresas do sector têxtil, a expansão não pode ser feita à custa da precariezação das relações laborais, pelo que o PCP sublinha que a cada posto de trabalho permanente tem de corresponder um contracto efectivo de trabalho. Para o PCP é urgente acabar com a precariedade, como forma de respeito pelos direitos dos trabalhadores mas também como alavanca do desenvolvimento social e económico do País.

Aveiro, 20 de Março de 2018
O Gabinete de Imprensa da Dorav do PCP

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