DORAV

Dando quase por terminada a primeira fase da campanha “ + direitos + futuro, não à precariedade”, uma delegação do PCP marcou presença junto dos trabalhadores da Saicapack, empresa especializada na produção de embalagens de cartão, na unidade de Ovar, que conta com cerca de 250 trabalhadores, onde também a precariedade entre muitos dos seus trabalhadores é uma realidade.

Na campanha contra a precariedade que o PCP desenvolve, a organização concelhia de S. João da Madeira, contactou os trabalhadores da FEPSA.

A FEPSA é uma prestigiada empresa sanjoanense, com uma longa vida no fabrico de chapéus de feltro, que conta com cerca de duas centenas de trabalhadores. Trata-se de uma empresa que produz sobretudo para a exportação, que satisfaz encomendas diversas de um largo conjunto de países e que mantém um evidente equilíbrio económico-financeiro.

A fabricação dos chapéus de feltro na FEPSA é um processo que se inicia com a produção do feltro. São os trabalhadores da FEPSA, homens e mulheres “cujo saber e trabalho dedicado permitem à empresa concorrer num universo de qualidade de topo”, tal como a própria empresa afirma!

Dando continuidade à acção "Mais direitos, mais futuro, não à precariedade", activistas do PCP estabeleceram contacto com os trabalhadores da Oliveira e Irmão (OLI), no concelho de Aveiro.

Dos contactos estabelecidos foi possível confirmar que a precariedade prolifera entre muitos dos jovens que garantem a laboração da fábrica. O recurso a empresas de aluguer de mão-de-obra contribui para um ambiente de insegurança quanto ao futuro e desvalorização dos trabalhadores, tratados como peças descartáveis em caso de opções que não sejam do agrado a administração. Da mesma forma, a precariedade constitui um entrave à emancipação destes jovens que assim encontram mais dificuldades no abandonar de casa dos pais e/ou no tomar de decisões quanto a ter filhos.

No decorrer da campanha em curso "Mais direitos, Mais Futuro, Não à precariedade", militantes do PCP estiveram junto dos trabalhadores da Cordex em Esmoriz (Ovar), distribuindo o jornal informativo, assim como auscultando as denúncias feitas pelos trabalhadores sobre as más práticas recorrentes da empresa.

Das várias conversas que tiveram lugar, foi possível confirmar a contratação de mão de obra precária, os baixos salários, a falta de diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores.

No quadro da campanha do PCP “Mais direitos, mais futuro, não à precariedade” desenvolveu-se hoje mais uma acção de contacto com trabalhadores, desta feita no concelho de Estarreja, nomeadamente na Prozinco - empresa com grande expansão nos últimos anos, que se tornou num dos principais empregadores do concelho, mas que acompanhou esta evolução através da expansão da precariedade laboral.

Na verdade, a Prozinco é um caso particularmente negro. Como em muitas outras, também na Prozinco se recorre ao ilegítimo expediente de contratar empresas de aluguer de mão-de-obra para recrutar trabalhadores com vínculo precário para ocupar postos de trabalho permanentes.  Porém, na Prozinco a questão assume contornos mais macabros ainda, uma vez que esta empresa de sub-contratação é detida por familiares dos donos da própia Prozinco! 

No dia 1 de Junho celebra-se o Dia da Criança e, nesse quadro, o PCP realizou esta manhã acções de contacto com pais e mães de crianças, em vários pontos do distrito de Aveiro.

Com esta iniciativa o PCP visa dar visibilidade às suas propostas para garantir uma vida feliz e saudável, algo indissociável de uma política que garanta salários dignos, direitos laborais, independência económica e social dos agregados familiares. Da mesma forma, é fundamental assegurar o fim de todo e qualquer tipo de penalização das mulheres trabalhadoras no exercício do seu direito à maternidade e reforçar os direitos de maternidade e paternidade.

Tal como o PCP anunciou, as alterações na Portucel – agora chamada de “The Navigator Company” – não acabaram com a precariedade e os atropelos constantes aos direitos dos trabalhadores.

Passaram apenas alguns meses mas é já evidente que o que se passa é mais do mesmo, ou seja, cada vez pior situação para quem trabalha, com ritmos de trabalho mais intensos e aprofundamento da precariedade e exploração.

Tendo como objectivo declarado reduzir os custos de laboração, em particular da manutenção, aquilo a que se assiste é à eliminação de postos de trabalho pura e simples, obrigando assim os trabalhadores que ficam a ter de trabalhar mais, ou à reconversão dos vínculos com os trabalhadores, sujeitando-os à perda de direitos.

No seguimento das múltiplas iniciativas feitas pelas organizações representativas dos trabalhadores, a administração da FUNFRAP decidiu propor a 50 trabalhadores da empresa contrato sem termo (ou seja, passá-los a efectivos) e propor a 100 outros trabalhadores sub-contratados que passassem a contratos a prazo com a própria FUNFRAP. O PCP sublinha a importância desta vitória da luta e destaca o contributo que deu com a denúncia da situação em concreto por via da sua campanha “Mais direitos, mais futuro, não à precariedade!”.

Teve lugar recentemente uma reunião de dirigentes do Sindicato dos Corticeiros com uma delegação da DORAV do PCP, a pedido desta estrutura partidária.

Esta iniciativa, integrada na campanha contra a precariedade que o Partido está a desenvolver em todo o país, teve por objectivo aprofundar o conhecimento sobre a situação social e laboral no sector corticeiro, nomeadamente o crescente recurso a contratos precários na generalidade das empresas com as gravíssimas consequências daí decorrentes para a estabilidade da vida e do emprego, sobretudo das novas gerações.

A empresa do sector têxtil ANITA é um dos maiores empregadores do Concelho de Castelo de Paiva. Concelho que tem sido martirizado, como é reconhecido, com um processo acentuado de desindustrialização e consequentemente de grave aumento do desemprego e de desertificação do seu próprio território.

Acresce por outro lado que o índice do poder de compra dos seus habitantes mantêm-se como um dos mais baixos do país, o que deriva essencialmente dos baixos salários que se praticam nesta como noutras unidades industriais do Concelho.

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